[Resenha] Primeiro amor - James Patterson


James Patterson tem sido uma paixão na minha vida literária há relativamente pouco tempo. O primeiro livro dele que li foi em novembro do ano passado, mas desde então tenho me sentido cada vez mais apaixonada por seus livros (salvo Bruxos e Bruxas, mas isso é outra história). Por saber que sou uma louca por romances, Pedro me recomendou Diário de Suzana para Nicolas, e me apaixonei ainda mais, mais do que imaginava que conseguiria lendo os livros policiais do James. Então, quando a Novo Conceito anunciou que publicaria Primeiro Amor, eu basicamente entrei em combustão expontânea. E aqui estou eu hoje, quase uma semana depois de terminar o livro, ainda apaixonada e ainda tentando encontrar as palavras certas para descrever mais uma experiência sensacional com um dos romances de Patterson.


Essa é a história de Axi e Robinson. Axi é uma menina que todos considerariam a "certinha", quase careta de uma turma. Sempre com conceitos impecáveis, presente em todas as aulas, nunca se metendo em encrencas. Robinson parece ser o extremo oposto. Não frequenta mais as aulas, sempre vivendo no limite, sempre com alguma coisa na ponta da língua. Eles são melhores amigos e compartilham absolutamente tudo um com o outro. E, por mais que sejam diferentes, juntos eles conseguem fazer qualquer coisa. Por isso que, quando em um dia que parecia normal Axi decide que vai viajar sem destino, ela convida Robinson para ir com ela. E obviamente ele aceita.

Bem, Axi gostaria que sua vida fosse como nos romances que ela lê, e que leitor no mundo poderia culpá-la? Ainda mais quando se sabe tudo que a menina passou até chegar até ali. Perdeu sua irmã mais nova para o câncer, foi abandonada pela mãe depois disso e era obrigada a conviver com um pai alcoólatra que quase nunca percebia sua presença. Entediada com a vida que levava, pensando em como sua mãe a abandonara e que merecia ter sua chance de ver o mundo além das fronteiras de sua cidade, ela embarca em uma aventura - de verdade - ao lado de Robinson, que por sua vez entra de cabeça nos planos de Axi, sem nem questionar o porque daquilo tudo.


Juntos, eles começam a viajar pelos Estados Unidos. Para isso, eles roubam um carro (Robinson é a definição de rebelde sem causa) e começamos a presenciar a amizade deles e como eles lidam com tudo aquilo: a adolescência, a fuga, a liberdade e a realidade. Robinson é um amante da boa música, e tudo que faz tem relação com alguma canção que ele conhece, o que ajuda a narrativa a ficar divertida. Axi não sabe se conseguirá se declarar para Robinson algum dia. E ele também não imagina que vá conseguir fazer isso, porque tem medo de perder a amizade (ah, esse eterno dilema pelo qual todos passamos tentando descobrir se o ser amado sente a mesma coisa em relação a nós mesmos). Mas a história do livro vai muito mais além desse primeiro amor, da descoberta dele e das suas reações.



O livro é dividido em duas partes, e essas partes fazem os seus sentimentos pelo livro mudarem completamente assim que divididas. A primeira parte mostra uma leveza deliciosa, uma liberdade que todos nós desejamos ardentemente experimentar algum dia. Viajar sem destino, parar em uma praia no meio da noite, comer em paradas estranhas na beira da estrada, conhecer coisas típicas de cidades de interior. Na primeira parte também somos apresentados à química que só melhores amigos conseguem ter, de saberem o que o outro precisa sem perguntar, de irritar ao outro para passar o tempo, de fazer piadas sem graça sem medo de ser reprimido. E a tensão normal de ser gostar de alguém que se gosta demais, pelo menos mais do que se gostaria dos outros amigos. 


E aí chega a parte dois, e eu já te aviso, querido leitor: ela é arrebatadora. Ela vem apresentando verdades que você nem imaginaria serem possíveis, e tudo se desenrola numa velocidade que você - e seu coração e sua mente - provavelmente não estavam preparados para receber. E aí você começa a pesar os prós e contras de tudo aquilo, e a imaginar que a vida é injusta e linda ao mesmo tempo, e que você queria poder mudar aquele destino mesmo que ele tenha sido bonito - e doloroso, e cruel e real. E aí você acaba o livro e fica imaginando como não leu aquilo antes. E como você se sente feliz por tê-lo feito agora. Foi baseado em uma experiência real do James, e por isso eu acho que acabei ainda mais apaixonada. Umas das histórias mais fofas/lindas/incríveis que li, e que agora fica no topo da minha lista de preferidos. 



3 inspirações:

  1. Sempre tive curiosidade em ler algo do James Patterson, mas não desse estilo. Curto mais o gênero policial. Fiquei até meio em dúvida quando comecei a ler a resenha. Jurava que era um livro de N. Sparks.

    Abraço!

    http://ymaia.blogspot.com.br/

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  2. Já li James em diversos gêneros e romance é um dos que ele me cativou. A resenha ficou ótima e lerei sem dúvidas :)

    http://www.ohmydogestolcombigods.com/

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  3. Gostei muito da narrativa de Patterson em Bruxos e Bruxas, sem dúvidas lerei essa obra, muito bom o review "lembrou" um pouco Susane Colasanti <3

    Abs

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Base feita por Adália Sá | Editado por Luara Cardoso | Não retire os créditos