[Lançamentos] Novo Conceito!


Alô, amigos Inspirados!

      Alguém aí já deu uma conferida nas novidades da Novo Conceito? Pois é, parece que 2015 vai ser linda pra todas as idades graças a NC! Bora conferir?



As Cores do Entardecer 
      A sonhadora Isabelle e o determinado Robert desejavam, com todas as suas forças, se entregar à paixão que os unia. Mas uma jovem branca e um rapaz negro não poderiam cometer tamanha ousadia em plena década de 30, em uma das regiões mais intolerantes dos Estados Unidos, sem pagar um preço muito alto.Diante dos ouvidos atentos da cabeleireira Dorrie, a história do amor trágico e proibido se desdobra, enquanto mudanças profundas se instalam em sua própria vida.Com personagens humanos e, por isso mesmo, memoráveis, “As Cores do Entardecer” mostra que as relações afetivas muitas vezes são mais profundas que os laços de sangue. A cada etapa da viagem de Isabelle e Dorrie, as lições sobre otimismo e fé se multiplicam.

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O Reino Secreto de Todd  
Como foi que ele se tornou um deus por acidente?
Ingrediente A: meias esportivas muito usadas
Ingrediente B: imundície do grande e poderoso Todd (em pessoa)!
Instruções: deixar embaixo da cama por meses e meses. Não arrumar o quarto.
      Mas atenção! Quando o valentão da escola, Max Loving, coloca em risco o futuro da minúscula civilização toddliana, Todd terá que fazer tudo o que estiver ao seu alcance para salvar essa raça que ele mesmo criou sem querer.
Perfeito para os fãs de livros de aventura que saem da mesmice, O REINO SECRETO DE TODD vai fazer você rir bem alto. Descubra o que acontece quando você deixa a roupa suja jogada no chão...

[Resenha] Mares de Sangue, de Scott Lynch


                Estamos de volta ao universo maestralmente criado por Scott Lynch! Dessa vez, no segundo volume de Nobres Vigaristas, infelizmente só temos Locke Lamora e Jean Tannen para nos entreter. Um minuto de silêncio (se isso foi um spoiler, dois minutos). Se você não sabe quem é Locke Lamora ainda, clique AQUI!
                Além de conviverem com a sensação de estarem constantemente sob os olhos dos magos-servidores, Locke e Jean ainda precisam lidar com as questões mais complicadas, como por exemplo a melhor maneira de limpar os bolsos dos ricos de Tal Verrar, uma cidade que os acolheu depois que Camorr deixou de ser tão calorosa.
                Foram dois anos trabalhando em um plano bem engenhoso: roubar Requin, o dono do imperial Agulha do Pecado, uma imensa casa de jogos onde o dinheiro circula que nem doido por lá, e o roubo é algo intolerável, embora, é claro, nossos amáveis nobres vigaristas tenham capacidade suficiente para burlar os mecanismos anti-roubo do local.
                O problema é que eles acabaram caindo nas mãos do Arconte. Veja bem, em Tal Verrar o poder está basicamente na mão do Priori (uma espécie de coletivo para senadores, vamos imaginar assim), e o arconato tem grande influência no poderio militar. Acontece que o Arconte e o Priori não se dão muito bem, ora vejam só, e Locke e Jean, peritos em adentrarem nas furadas mais incríveis da história, acabam se envolvendo nesse fogo cruzado. A dupla de nobres vigaristas agora precisam lidar com Requin e o Arconte. Mas se você ta achando pouco, que tal mandá-los para o alto-mar?
                Locke e Jean precisam agradar um bocado de gente antes de trair todos eles, por isso – vocês vão precisar ler pra saber como – eles acabam se tornando piratas. Com um senso de nobreza muito, mas muito deturpado, a dupla acaba se envolvendo com a capitã Drakasha e a tripulação do Orquídea Venenosa. E daí por diante, meus amigos, é muita treta!

                Escrito em terceira pessoa e com um talento de dar inveja, Scott Lynch cria uma obra tão arrogantemente incrível que eu não pude parar de ler por qualquer motivo, tipo atender a campainha, respirar, essas coisas.
                Apesar do vocabulário bem – eu diria passando de bom – chulo, com palavrões a torto e direito, os diálogos imprimem muito bem a personalidade de cada um, inclusive eu poderia ser capaz de reconhecer Locke Lamora e Jean Tannen apenas lendo suas falas, já que um é sempre jocoso e o outro é sempre um gênio com as palavras (e os palavrões) tanto quanto com as machadinhas.
                A ambientação é única, algo entre o medieval e um cheiro lá de longe que se parece o steampunk (eu sei que não é esse o gênero, mas hey, me dá um desconto, amo steampunk, eu o vejo até no meu chinelo), com parafernálias engenhosas e tudo o mais, além do tom suave e encantador de fantasia que permeia a jornada dos nossos ladrões sem, no entanto, tomar o holofote pra si. A magia em Mares de Sangue é tão sutil e delicada quanto um beijo, e tão prazeroso quanto.
                Desde As Mentiras de Locke Lamora, os dois amigos que protagonizam a trama cresceram bastante, seus demônios internos e os fantasmas de seu passado foram confrontados, e cada um foi lapidado com uma escrita insana de tão boa! Eles perdem o controle da situação, revelam suas fraquezas e, claro, suas predisposições a loucura. Só quero saber quando Sabeta vai aparecer, mas se você nem sabe quem é essa mulher, ta esperando o que pra começar a ler esse raio de história?!
                Não é a toa que a saga Nobres Vigaristas tornou-se minha obra favorita. Logo eu, que nunca fui de escolher um preferido! Que me perdoem Rothfuss, Cornwell e companhia, mas Scott Lynch ganhou minha atenção, e vou seguir os trabalhos desse cara até os confins do Mar de Bronze, e pra lá dos Ventos Fantasmas se for preciso!

Créditos: BotanicaXu
               

                Tenham uma ótima leitura! Fiquem na Paz!

                

[Resenha] Minta que Me Ama, Maria Duffy




Jenny vive em Dublin, e sua vida é, de longe, algo do qual ela está orgulhosa. Ela tem um emprego que detesta - mas que paga as contas no fim do mês - e por isso permanece lá. Além disso, ela tem que lidar com uma mãe extremamente excêntrica. Basta dizer que sua mãe não aceita a idade que tem - e age de acordo com a idade que acredita ser a sua, se vestindo dessa forma também, e parecendo uma adolescente.

A vida de Jenny é feita de mesmice, e isso a incomoda. Ela não gosta do que está vivendo. Só tem um lugar onde sua vida pode ser exatamente o que ela quiser que seja. E esse lugar é o twitter.

Lá, ela pode inventar ter a vida mais incrível que puder imaginar. E lá ela acaba criando laços de amizade com três mulheres que, depois de um ato de impulsividade, ela convida para passar o natal com ela na Irlanda. O problema é que elas aceitam e, agora, Jenny precisa dar um jeito de fazer com que a sua vida real seja pelo menos remotamente parecida com a vida que ela construiu na rede social.

Para qualquer pessoa que já teve algum tipo de relacionamento virtual, esse é um livro incrível. Todos sabemos que, na internet, nem tudo o que parece é. Na verdade, o que colocamos online é a parte da nossa vida que julgamos ser digna de compartilhamento. Só que nem sempre as pessoas se preocupam em mostrar todos os lados de quem são - na verdade, quase nunca isso acontece.

E é com isso que Jenny se depara ao decorrer da história porque, se ela achava que ela quem estava inventando uma história, ela descobre que as outras três inventaram histórias ainda maiores, porque elas não são quem parecem ser.

O livro faz com que a gente pense bem nesse aspecto da nossa vida. Muitas vezes nos vemos aficionados - e até mesmo tristes - com as vidas que vemos nas redes sociais. É sempre sorrisos e alegrias e coisas boas. Só que esquecemos que todas aquelas pessoas também tem momentos ruins que elas simplesmente não compartilham por lá. Faz com que pensemos bem em quem estamos nos tornando. E deixa um grande questionamento: será que, nesse mundo internauta, as pessoas são pelo menos parte do que parece ser?

Parece um tema sério  - e é mesmo, em alguns aspectos, mas Maria conseguiu fazer com que a narrativa fosse muito divertida. A história se passa no natal, então a atmosfera é de encantamento e gratidão. É incrível ver o que Jenny e suas três amigas conseguem construir juntas - e desconstruir também. Não tem como não se apaixonar <3

[Resenha] O Desafio de Ferro, de Black & Clare



                Duas grandes escritoras da atualidade – Cassandra Clare e Holly Black – decidiram unir suas mentes imaginativas pra criar uma saga de cinco volumes de nome Magisterium, uma obra de fantasia com muita ação e muita magia rolando!      
         
                Os dias vividos em O Desafio de Ferro são equivalentes aos atuais, porém se trata de um universo alternativo, onde a magia é notória e apenas alguns se mostram capazes de controlá-la. O Magisterium é a escola onde os aspirantes a magos vão para aprender a controlar seus poderes que, sem instrução, podem ser letais.


               Callum Hunt era um garoto diferente do que ele mesmo imaginava ser, e isso não tem absolutamente nada a ver com sua perna aleijada que seria seu eterno impedimento para tudo o que julgava legal na vida. Órfão de mãe, ele vivia com Alastair, seu pai, um sujeito com muitos segredos que o levaram a abandonar sua magia e, desde então, tenta doutrinar seu filho a não abraçar sua natureza mágica. Na verdade, ele ensinava o filho a odiar magia e tudo relacionado ao Magisterium, e o moleque até que aprendeu bem. Infelizmente os membros do Magisterium acabam enxergando no garoto o potencial para se tornar um mago, o que o leva a fazer o Desafio de Ferro. Alastair o instruiu a cometer todos os erros possíveis, falhar nos testes e, assim, não conseguir passar no Desafio de Ferro. Mas, para alguém com um histórico de fracassos na vida, Callum – Call para os íntimos, ou seja, nós – isso significa que não teria êxito em fracassar... Complicou, né? Pois é, o fato é que ele se esforçou pra não passar, mas deu tudo errado, e acabou sendo aprovado.
                Rolou um bocado de gritos, barraco, mas no fim Alastair não tinha como impedir seu filho, que acabou sendo mandado para o Magisterium. Ele seria instruído pelo mago Rufus, acompanhado de seus dois novos amigos Aaron e Tamara (uma amizade que viria tardia, aos trancos e barrancos), para juntos superarem os desafios advindos com o ingresso à escola.
                E como todo grande mago, é preciso um inimigo mortal e poderoso que, um dia, sofreu declínio e ainda hoje murmura-se sobre ele estar ou não morto. Esse homem é Constantine Madden, o mesmo responsável pela morte da mãe de Callum. Dominador do quinto elemento, Caos, Madden ainda hoje leva terror à comunidade maga, e com isso leva pro leitor um bocado de referência à saga Harry Potter também, uma associação impossível de não ser feita.
                De um jeito muito, mas muito doido, Call está envolvido nisso, assim como seu amigo Aaron e, de lambuja, a sua improvável amiga Tamara. A partir da conjuração dos quatro elementos – água, fogo, terra e ar – o trio vai se envolver em um tanto bom de aventura até encarar o temido Constantine Madden, ou pelo menos é o que esperamos... Certo?


                Escrito em terceira pessoa, a obra de Black e Clare narra a progressão de acontecimentos que ocorrem na vida de Callum Hunt, desde a sua fatídica infância – que o deixou aleijado de uma das pernas – até o presente momento em que trava uma batalha interna: abraçar todos os terríveis conceitos que o pai contara sobre Magisterium ou abraçar sua natureza e viver naquele mundo fantástico. A construção das personagens (como sempre, o que mais me chama atenção, já falei isso mil vezes e continuo dizendo sempre!) foi muito bem feita, embora eu não tenha achado Tamara uma personagem muito consistente. No geral, são cativantes, e a leitura sempre te provoca a continuar lendo!
                Porém, há um problema: o trio de Desafio de Ferro se parece muito com o trio de Harry Potter, e muitos outros elementos se assemelham ao universo que permeia a escola de Hogwarts. Eu sei, eu sei, hoje em dia todo mundo compara tudo a Harry Potter; “Nossa, esse filme parece Harry Potter”, “Nossa, esse livro parece Harry Potter”, “Nossa, seu chinelo parece o Harry Potter”. Tá, eu entendi. Mas, nesse caso, mesmo contra nossa vontade, o livro arremete aos elementos fantásticos da obra de J. K. Rowling. Há momentos em que precisei fazer um esforço quase físico para desvincular Desafio de Ferro da obra do bruxo mais famoso do universo. Embora isso não interrompa a leitura, deixa na gente – pelo menos em mim – um sabor de decepção.
                Ainda assim, não posso deixar de dizer que me diverti na leitura. Callum tende a ser um sujeito amargo e cínico, dando-nos um bocado de riso ao longo da leitura, e o desfecho da história consegue superar parte das semelhanças com Harry Potter e revela sua originalidade, dando um novo papel ao protagonista da trama. Aliás, Callum é um protagonista curioso, pois ele assume uma posição muito mais secundária na maior parte do tempo, ganhando destaque especial apenas ao final do livro.
                Magisterium é uma saga com cinco volumes, sendo que Desafio de Ferro é o primeiro publicado no Brasil.  Se você curte literatura fantástica, criaturas mágicas e escolas com aulas um tanto quanto peculiares, então esse universo é ideal para você viajar sem retorno marcado!

                Tenham uma ótima leitura, fiquem na Paz!

NOTA: descobri, após fazer essa resenha, que as autoras já haviam declarado a semelhança com a obra de J. K. Rowling como intencional (obrigado pelo recado, Laisa xD). Infelizmente isso não muda muito minha opinião, só me deixa um pouco ainda mais chateado. Com certeza reler Harry Potter seria muuuito mais proveitoso do que ler um livro que pega o esqueleto de HP e muda apenas o essencial. É isso, tenham uma ótima leitura xD
 
Base feita por Adália Sá | Editado por Luara Cardoso | Não retire os créditos