[Resenha] Azul da Cor do Mar, de Marina Carvalho



Depois que a princesinha do Brasil invadiu as estantes do país , Marina Carvalho decidiu que era hora de apresentar mais uma de suas criações, num cenário inteiramente verde-e-amarelo e com muita personalidade do nossa pátria amada! Vamos conhecer Azul da Cor do Mar, mais um lançamento da Novo Conceito!




Título: Azul da Cor do Mar
Autora: Marina Carvalho
Editora: Novo Conceito
334 páginas - 2014

     Rafaela é estudante de Jornalismo em BH e, sempre movida por sua curiosidade, levou-a direto para o jornalismo investigativo. Aluna exemplar e dona de um carisma natural, Rafa acabou ganhando a afeição de uma professora, o que lhe rendeu um estágio no conceituado jornal mineiro Folha de Minas.
      Mas não pense que nossa protagonista era movida pelo frenesi de sua vocação. Ela tinha uma bagagem que carregou durante muito tempo: na sua infância, passava tempos e tempos admirando um garoto na praia de Iriri, dono de uma mochila xadrez e um mistério com o qual ela sempre foi obcecada. Os anos se passaram, mas o menino da mochila povoava seus pensamentos, mesmo durante a faculdade.

"Mas o garoto estava se aproximando. Ele, seus olhos azuis e seus mistérios."Página 23

      Anos depois, adulta e independente, ela estava pronta para conhecer, de fato, o universo do jornalismo. Mas o que ela não esperava era que dois pares - sim, dois PARES - de olhos azuis surgiriam em sua vida. Primeiro, o sujeito do gabinete ao lado, o jovem Marcelo cheio de simpatia e com claras segundas intenções, embora Rafa não soubesse ao certo se seria uma boa ceder às paqueras do colega de trabalho. Por outro lado, tinha o Bernardo, seu tutor no estágio, um sujeito que, quando não estava fazendo da vida de Rafa um inferno, estava sendo curiosamente gentil. Essa relação de atrito entre os dois não promete menos do que uma centelha de um romance! Mas qual ela vai escolher, aí só lendo mesmo.
     O quê? Acha que acabou? E se eu te dissesse que ainda temos envolvimento de tráfico de drogas, uma difícil relação entre Rafa e sua grande amiga, além de uma dose de melancolia e muito acesso de raiva infantil por parte de nossa protagonista. Pois é, Rafaela consegue ser tão real quanto é possível ser, sem aquela perfeição inalcançável dos romances que normalmente vemos por aí! Azul da Cor do Mar é um livro com a promessa de que Marina Carvalho sabe, sim, obrigado, criar um romance capaz de encher de lágrimas e risos os corações das românticas incorrigíveis!



     Quando li Simplesmente Ana, primeiro livro da autora publicado pela Novo Conceito, percebi que ela tinha uma atributo pouco frequente em obras nacionais contemporâneas: a essência tirada de terras tupiniquins! Os diálogos não são afetados, as "forças de expressão" e os "ditos populares" infestam as páginas, tornando tudo tão brasileiro e - olha que legal! - tão mineiro, que é impossível não querer comer um queijinho com café enquanto acompanha as atribulações da Rafa. Escrito em primeira pessoa, Azul da Cor do Mar nos mostra a perspectiva de uma jovem universitária como qualquer outra, mas protagonista, não só da sua vida, como da vida de muitos. 
      Mesmo eu, um náufrago literário quando se trata de mergulhar em águas desconhecidas do chick-lit, não posso negar o carisma que a história nos revela. Cada personagem tem um traço que o torna verossímil e muito próximo da nossa realidade. E o cenário, então?! Eu, que morei em Minas Gerais quase a minha vida inteira, preciso dizer que a ambientação está impecável, quase dá pra ver minha linda Belo Horizonte ao fundo, permeando as páginas enquanto lemos.  
       A organização dos capítulos também foi muito bem feita, com traços ilustrativos minimalistas, mas muito expressivos, além de trechos do Manual de Redação da Folha de S. Paulo presentes no início de cada capítulo pra dar mais personalidade à história. Ao longo da leitura temos também algumas músicas nacionais, como Paula Fernandez, compondo a trilha sonora desse romance azul. Mais azul até do que os olhos do menino, aquele da mochila xadrez. Não conhece? Pois é, pra conhecer, vai ter que fazer como eu: entrar na cabeça da Rafa e descobrir o que ela guarda naquele coraçãozinho bravio e igualmente medroso, tão maduro quanto infantil. 


[Resenha] Uma Carta de Amor - Nicholas Sparks



Todo mundo sabe que Nicholas Sparks é paixão minha. Paixão do nível arrastar amigo pra Bienal pra correr atrás dele por você (eternamente grata a você por isso, Pedro!). Conhece-lo (ao Nicholas, não ao Pedro) foi uma das melhores coisas de 2013 - tá, te conhecer também foi, Pedro - e eu não podia estar mais contente como tiete leitora. Quando anunciaram que seria feita uma nova edição de Uma Carta de Amor, um dos primeiros livros do Nicholas, mal pude me conter. Daí perturbei a vida do Pedro até ele pedir - e depois até o livro chegar nas minhas mãos. E, olha, valeu a pena.


A história é bem criativa. Tipo, muito criativa mesmo. Tudo começa quando Theresa, uma jornalista do jornal Chigago Tribune, encontra uma garrafa na beira da praia enquanto caminhava em suas férias. Dentro da garrafa ela encontra, nada mais nada menos, que uma carta de amor. Depois de ler - e se emocionar com a carta - ela mostra para sua amiga e chefe, e essa diz que ela devia publicar a carta em sua coluna de domingo, porque outras pessoas mereciam ler também. Depois de muito pensar, Theresa decide colocar a carta em sua coluna, ocultando os nomes que aparecem com as iniciais.


Alguns dias depois ela estava atolada em cartas e telefonemas de leitores que se identificaram e amaram o que leram. E uma das leitoras estava sendo particularmente incoveniente, ligando toda hora para tentar falar com ela. Quando finalemente atende a leitora insistente, Theresa descobre que sua carta não era a única. Que Garret já escrevera outra carta à Catherine. E, aos poucos, ela vai tentando descobrir ainda mais sobre esse misterioso romântico sofredor. E, depois de alguns telefonemas e algumas idas à biblioteca - era 1996, gente, e a internet ainda nem era tão incrível quanto hoje - ela descobre o paradeiro de Garret, que Catherine era sua esposa que faleceu, e decide procurá-lo.


Só que. quando finalmente fica cara a cara com Garret, ela não sabe o que dizer. Afinal, "oi, achei uma carta sua para sua esposa falecida e quis saber mais de você" não é exatamente a melhor forma de conhecer alguém. E, assim que o viu, Theresa sentiu um tipo de atração que nunca na verdade sentira antes. E antes que percebesse, ela tinha o conhecido melhor do que esperava, e a razão pela qual estava ali já não era a coisa mais importante. Por outro lado, Garret também ficou pasmo ao conhecer Theresa. Desde que sua esposa morrera, 3 anos antes, que ele não se sentia daquela maneira. E alguém que chame sua atenção parecia algo inexistente até então.


A partir dalí os dois começam a ter uma relação cada vez mais intima. Enquanto Theresa estava por perto, eles dois não se desgrudavam. E quando ela voltou para Boston eles fizeram de tudo para manter vivo o relacionamento improvável e maravilhoso dos dois. Mas ainda existiam muitas coisas não ditas entre eles, e passar por essas coisas seria como driblar alguns obstáculos. A história continua a partir daqui numa trilha sinuosa e viciante, e que acaba num final surpreendente. Como sempre, Nicholas sabe construir personagens fortes, mesmo que eles se tornem frágeis em meio às suas dores. Mas seus personagens sempre tem personalidades bem definidas, e são muito bem construídos. Uma daquelas histórias que a gente precisa ler de vez em quando, pra suspirar e pensar bem do amor.


Existe um filme dessa história, de 1999, estrelado por Kevin Costner e Robin Wrigth. Eu nunca consegui assistir, mas me disseram que vale conferir!


[Dicas de Leituras] - Leia Mais Fantasias!

Alô, amigos Inspirados!

     Que tal viver um mundo completamente novo, com criaturas mágicas, cavaleiros em suas montarias, castelos, princesas, magos, velhos sábios... Imagina tudo isso! Agora, imagina só que isso é possível! É só procurar nos livros, tá tudo lá!
     Pensando nisso, decidi fazer uma lista com os meus 5 livros de Fantasia preferidos. Se você curte uma boa Literatura Fantástica, então vai se amarrar na listinha que eu preparei!

Dragões de Éter, de Raphael Draccon

     Começamos a lista com um dos melhores representantes da Lit-Fan brasileira do momento. Dragões de Éter, escrita por Raphael Draccon, é uma trilogia sobre as fantasias dos irmãos Grimm, mas numa releitura inédita e sensacional, com direito a romances de cavalaria, duelos contra ogros, anões, fadas, bruxas e a terrível aparição de Banshee, a bruxa que trás maus presságios e precede à morte. Temos Ariana, a jovem do capuz vermelho, os irmãos João e Maria, além de um príncipe honesto que luta pelo seu povo. Com várias referências a bandas, jogos e cenários épicos, essa trilogia tem tanto poder de encantá-lo quanto o próprio eter!




O Nome do Vento, de Patrick Rothfuss


     Eu não quero me estender muito falando desse livro, porque sou suspeito pra falar. Kvothe, o protagonista da Trilogia do Matador do Rei, é um dos personagens mais incríveis que já conheci nessas minhas andanças pelo mundo fantástico, e duvido muito encontrar alguém tão espirituoso quanto ele. Se você gosta ambientação medieval alternativa, e se curte a boa e velha jornada no estilo RPG, manjadão mas muito envolvente, então O Nome do Vento é o escolhido!  

O Encantador de Flechas, de Renan Carvalho

      A gente sabe que o mercado literário brasileiro importa muita lit-fan de qualidade dos gringos, mas essa obra de mais um escritor nacional mostra que estamos mais do que prontos para alavancarmos nossa própria literatura fantástica! A saga Supernova, por Renan Carvalho, tem um enredo muito promissor e personagens cheios de simpatia. Através da manipulação de elementos, nossos heróis entrarão em uma batalha sangrenta contra os silenciadores e a opressão que gira em torno da cidade de Acigam.  





A Guerra dos Tronos, de George R. R. Martin



      Eu sinceramente não sei o que comentar sobre esse livro. Embora eu tenha lido só o primeiro volume da saga Crônicas de Gelo e Fogo (estou na metade do segundo livro \o) posso dizer que nunca se viu nada como isso. Pelo menos não a nossa geração. A leitura é pesada, não leia esse livro se quer se livrar de problemas, porque provavelmente você terá muitos. E não se esqueça do conselho que, implicitamente, George R. R. Martin nos deixa: não se apegue a ninguém. 




Mago, de Raymond E. Feist. 

     Uma das grandes promessas da editora Saída de Emergência se cumpriu. Pug, o nosso protagonista, ganha a simpatia do leitor no primeiro instante, especialmente quando descobrimos que um simples ajudante de cozinheiro tem um talento latente para a magia. A saga Mago conta com quatro livros, dois lançados no Brasil - "Aprendiz" e "Mestre". As surpresas são muitas, e o crescimento de cada personagem é surpreendente. Vale a pena, mesmo!

[Inspire-se] Não é só a música. São as pessoas.


     Não é incrível quando você pega o metrô e umas pessoas começam a tocar uns instrumentos assim do nada? Quem nunca?
    É... Infelizmente, nem sempre. Mas dá pra se ter uma boa ideia de como a música pode mudar o seu humor depois de um dia que tinha tudo para ser um grande desastre. O mais interessante, porém, é ver que, por trás das notas, existem... Pessoas. Isso mesmo. Não é só o fato de uma viagem de metrô ao som de violinos. Uma caixa de som não teria o mesmo efeito. São as pessoas. Elas podem fazer a diferença!
 




      E aí, você já fez a diferença hoje? Não se preocupe, sempre há tempo =)
Fiquem na Paz!


 
Base feita por Adália Sá | Editado por Luara Cardoso | Não retire os créditos