[Resenha] Uma Chance Para Recomeçar, de Lisa Kleypas


Esse  é o primeiro livro de uma série, chamada The Friday Harbour, que tem como protagonista a família Nolan. Como eu amo séries que giram em torno de famílias, eu mal posso esperar pelos próximos livros. Mas vamos a esse primeiro, que é o que interessa.

Aqui conhecemos Mark, um cara solteiro - e feliz por ser - que se vê em uma situação que nunca tinha se passado pela sua cabeça: sua irmã morrera e sua sobrinha fica a seus cuidados. Só que a menina não fala absolutamente nada desde que sua mãe morrera, e ele não faz ideia se está fazendo tudo errado ou não.

Mas aí Maggie entra na vida deles.

Ela perdeu o marido depois de uma longa batalha para o câncer, e isso destruiu seu coração. Depois de perder seu grande amor ela não quer ter outra experiência dessa e se concentra em seu novo negócio: uma loja de brinquedos em Friday Harbour, uma pequena cidade da costa. Lá, ela acaba conhecendo Holly, uma menina que, desde o primeiro momento mexe com seu coração. Só que ela não aparece sozinha: seu tio, Mark, vem junto. E Maggie não sabe como - ou se quer - lidar com o impacto que é ter Mark em sua vida.

É um daqueles livros tão fininhos que você termina em um par de horas, e tão bom que você deseja que não termine. Como a temática é natalina, tudo acaba recebendo mais uma camada de brilho e encanto - pelo menos pra mim, porque sou apaixonada por natal! 

Além disso, eu curto um drama né, gente. E saber que ela perdeu um grande amor e a ferida ainda está lá, aberta e dolorosa, mas começa a deixar de doer tanto com Holly e Mark deixa meu coração de manteiga derretido. Ela não quer sofrer de novo, ele está satisfeito com o relacionamento tranquilo e desapegado que tem. Mas ele ainda não sabia o que era amor.


É uma história curta e fofa, digna de filme da sessão da tarde - o que ele realmente acabou se tornando, em 2012. Esse livro inspirou o filme Um Natal Para Recomeçar. PRECISO assistir. Além disso, a narrativa é bem engraçada e, de novo, FOFA. Vale muito a pena passar um tempo na companhia desses personagens e se apaixonar mais uma vez pela magia do natal - e do amor. 


Saída de Emergência, sua editora fantástica!


      Alô, amigos Inspirados!


      Alguém aí é apaixonado por literatura fantástica? Pois saiba que, por essas bandas, lit-fan é sinônimo de Saída de Emergência Brasil! A editora recém-chegada não veio só pra compor um hall de grandes selos, nada disso! Ela veio trazer novos mundos, criaturas fantásticas, veio nos presentar com amigos que só existem no imaginário de outros escritores. Dá só uma olhada no que ela oferece!


Clique na imagem e saiba muito mais sobre as novidades dessa editora que é só sucesso!

[Novidades] Arqueiro!


Alô, amigos Inspirados!

      Pois é, esse fim de ano foi corrido, muitas provas, muitos compromissos, por isso precisei dar uma congelada nas atividades por aqui. Mas, pra nossa alegria, hoje voltamos com supernovidades que levam o selo da parceiríssima editora Arqueiro!

Morte Invisível, de Lene Kaaberbøl e Agnete Friis


      Em meio às ruínas de um hospital militar soviético no norte da Hungria, Pitkin e Tamás procuram antigos suprimentos e armas que possam vender no mercado negro, até que acabam encontrando algo mais valioso do que poderiam imaginar.
           Ali está a esperança dos meninos ciganos de deixar a pobreza, de quitar as dívidas da família, quem sabe de se livrar um pouco do preconceito que sofre o seu povo. Porém, suas boas intenções podem provocar a morte de um número alarmante de pessoas.
           Na Dinamarca, a enfermeira Nina Borg também se preocupa com o bem-estar dos desfavorecidos, e por isso colocará sua vida em risco mais uma vez. Chamada às pressas para cuidar de um grupo de ciganos húngaros, ela descobre uma doença misteriosa que se espalha de forma implacável. Ao investigar o caso, percebe que há algo de podre em toda aquela história, um segredo perigoso, guardado a sete chaves pelos imigrantes, que pode envolver terrorismo e fanatismo.
           Nesta continuação de O menino da mala, Nina acabará colocando sua família na mira de criminosos e se verá diante de uma crise sem precedentes que mobilizará o país.




A Música do Silêncio, De Patrick Rothfuss


      “Talvez você não queira comprar este livro. Eu sei, não se espera que um autor diga esse tipo de coisa. Mas prefiro ser honesto com você logo de saída. Acho justo avisar que esta é uma história um pouquinho estranha. Não gosto muito de dar spoilers, mas basta dizer que esta aqui é... diferente. Não tem um monte de coisas que se espera de uma história clássica.
     Por outro lado, se você gosta de palavras e mistérios e segredos, este livro tem muito a lhe oferecer. Se sente curiosidade sobre os Subterrâneos e a alquimia. Se deseja conhecer melhor os meandros ocultos do meu mundo…
       Bem, nesse caso, talvez este livro seja para você.” – Patrick Rothfuss

       Debaixo da Universidade, bem lá no fundo, há um lugar escuro. Poucas pessoas sabem de sua existência, uma rede descontínua de antigas passagens e cômodos abandonados. Ali, bem no meio desse local esquecido, situado no coração dos Subterrâneos, vive uma jovem.
         Seu nome é Auri, e ela é cheia de mistérios.
     A música do silêncio é um recorte breve e agridoce de sua vida, uma pequena aventura só dela. Ao mesmo tempo alegre e inquietante, esta história nos oferece a oportunidade de enxergar o mundo pelos olhos de Auri. E nos dá a chance de conhecer algumas coisas que só ela sabe...
        Neste livro, Patrick Rothfuss nos leva ao mundo de uma das personagens mais enigmáticas da série A Crônica do Matador do Rei. Repleto de segredos e mistérios, A música do silêncio é uma narrativa sobre uma jovem ferida em um mundo devastado.


Amaldiçoado, de Joe Hill (publicado originalmente como O Pacto)

        Ignatius Perrish sempre foi um homem bom. Tinha uma família unida e privilegiada, um irmão que era seu grande companheiro, um amigo inseparável e, muito cedo, conheceu Merrin, o amor de sua vida.
            Até que uma tragédia põe fim a toda essa felicidade: Merrin é estuprada e morta e ele passa a ser o principal suspeito. Embora não haja evidências que o incriminem, também não há nada que prove sua inocência. Todos na cidade acreditam que ele é um monstro.
            Um ano depois, Ig acorda de uma bebedeira com uma dor de cabeça infernal e chifres crescendo em suas têmporas. Além disso, descobre algo assustador: ao vê-lo, as pessoas não reagem com espanto e horror, como seria de esperar. Em vez disso, entram numa espécie de transe e revelam seus pecados mais inconfessáveis.
            Um médico, o padre, seus pais e até sua querida avó, ninguém está imune a Ig. E todos estão contra ele. Porém, a mais dolorosa das confissões é a de seu irmão, que sempre soube quem era o assassino de Merrin, mas não podia contar a verdade. Até agora.

[Resenha] A Escolha, de Kiera Cass


Para começar, não sei se você lembra, mas A Elite terminou com America determinada a conquistar a confiança de Maxon. Depois de tantos trancos e solavancos na relação deles, principalmente pela falta de confiança no princípe que fez com que ela escondesse muitas coisas dele, era de se esperar que Maxon não se sentisse completamente seguro de escolher America para ser sua esposa e rainha. Porque, por mais que ele a amasse, ele também tinha que pensar em seu reino e em seu povo. Assim, A Escolha começa com America tentando conquistar não só a confiança de Maxon, mas seu amor. E, nessa tentativa, ela aprende que ele a ama por ser quem é, e não por esperar que ela seja diferente. Mais um ponto para o princípe mais querido dos sete reinos.
- Sempre fazemos a mesma coisa - murmurei, cansada daquele jogo.  - Ficamos próximos, mas então acontece algo que nos afasta. E você nunca parece capaz de tomar uma decisão. Se você me quer tanto quanto diz, porque isso aqui ainda não acabou?
[...]
- Porque em metade do tempo eu tinha certeza de que você amava outra pessoa e, na outra, duvidava que você fosse me amar um dia - ele respondeu.

Além disso, existe toda a questão dos rebeldes sulistas, que cada vez mais estão tentando atingir o povo e a realeza na tentativa de tomar as rédeas do governo. Os ataques estão cada vez mais presentes, e o número de vítimas está cada vez maior. O Rei Clarkson está cada vez mais irritado com America e com o que ela simboliza, e tenta de todas as formas fazer com que Maxon perceba que ela não é a pessoa certa para ele, nem para o reino. E Maxon mais uma vez é obrigado a pensar em seu cargo enquanto pensa em sua amada. Principalmente porque ela não consegue declarar seu amor por ele, e ele não consegue fazer o mesmo. Se falta de confiança matasse, esses dois não estavam aqui pra fazer parte de A Escolha.
- Maxon, sinto muito. No começo, eu queria protegê-lo. Depois, proteger a mim mesma. E após o castigo da Marlee, fiquei com medo de contar a verdade. Não podia perder você - supliquei.
-Me perder? Me perder? - perguntou, espantado - Você voltará para casa com uma pequena fortuna, uma nova casta e um homem que ainda a deseja! Eu sou o perdedor do dia, America!

- [...] Você mudou, eu mudei. Você estava certa quando dizia que eu nunca tinha dado a chance a mais ninguém, e porque faria isso se não dosse por tudo o que aconteceu?

Nesse livro, America precisa entender melhor como é a vida de uma rainha. Ela é confrontada com a verdade de que a justiça nem sempre é limpa, e que governar um país nem sempre favorece à todos. Ela também descobre que nem tudo que ela acha que conhece é exatamente como ela imaginava. Muitas pessoas - próximas a ela - acabam se revelando coisas completamente novas. Ela começa a fazer alianças com pessoas que nunca imaginaria. E, aos poucos, ela finalmente entende o que é o amor, e decide investir nisso.  É  sensacional ver que America é obrigada a amadurecer e a ver o mundo com os olhos de alguém que não pensa só no que quer, mas no que é melhor para todos. Não dá pra esquecer que ela tem só 16 anos, né? Dezesseis anos e sendo obrigada a enfrentar a realidade que é governar um país e estar com a pessoa certa. E ela tem que decidir se está pronta para fazer uma escolha.

- Quantas vezes devo deixar que você parta meu coração desse jeito, America? Você acha sinceramente que posso casar com você, fazer de você minha princesa, sendo que você esteve mentido pra mim ao longo de quase toda a nossa relação? Me recuso a passar por essa tortura pelo resto da vida [...]

Eu queria, muito, falar sobre vários momentos específicos. Sobre momentos em que eu queria abraçar a Kiera, momentos em que eu queria esganar essa autora, momentos em que meu coração se quebrou e momentos em que eu não conseguia me segurar de tanta alegria. Se a gente olhar A Escolha da mesma maneira que olhamos os outros dois livros, podemos ficar muito, mas muito satisfeitas com o final. A parte política foi mais discutida, tivemos algumas reviravoltas impressionantes e alguns momentos lotados de sentimentos. Independente de pra quem você torcia para terminar com America. Porque, no fim das contas, A Escolha era uma coisa muito maior que escolher alguém para ficar: era descobrir quem America queria ser, e vê-la lutar por isso. E foi isso que aconteceu. Final lindo para uma trilogia incrível. Vai deixar saudades. <3
- Você disse que, para acertar as coisas, um de nós teria que dar o salto de fé. Acho que encontrei o abismo que devo saltar, e espero encontrar você à minha espera do outro lado.

 
Base feita por Adália Sá | Editado por Luara Cardoso | Não retire os créditos