O FIM

                Escrever sempre foi um dos prazeres impagáveis de quem se contenta com pouco. E foi nesse ‘pouco’ que eu fiz o Inspirados. E desse ‘pouco’ eu fiz muito. Mesmo não sendo o grande destaque da blogosfera, ele foi suficiente pra me entreter e me encher de alegria, me descobrir como um grande apreciador de livros e da escrita – além de me ensinar a admirar mais as pessoas por suas diferenças. Claro que esse espaço virtual te permite isso, não tem como não curtir essa viagem!
                Mas toda viagem tem um fim. Se você compra uma passagem, nela vem escrito a origem e o local de destino. Pois é, amigos Inspirados, ao que tudo indica nosso passaporte tem como seu destino final o dia de hoje. É aqui que saltamos, nossa parada final, quando recolhemos nossa bagagem de uma viagem incrível e motivadora, e vamos pra casa com os bolsos cheios de fotografias dos melhores momentos. É em casa que descansamos, recarregamos nossas baterias, e quem sabe não nos preparamos para uma outra viagem?
                Apesar disso, Inspirados não está mais no meu itinerário. Esse foi um lugar especial que não permite reprise. Como nas aparições fantásticas dos livros de fantasia que lemos, Inspirados toma sua forma etérea e some no bosque, no meio da escuridão, deixando nas sombras sua silhueta cintilante, como a lembrança de algo muito bom que veio, mas que já foi.
                 Não dá nem pra mensurar como foi bom, como foi maravilhoso ter esse espaço pra dividir meu gosto literário com as pessoas. Aqui eu fiz parcerias com editoras incríveis, criei vínculos com escritores e blogueiros, fiz um vínculo comigo mesmo! E foi bom demais enquanto durou. E a gente sabe que a frase “enquanto durou” só vem quando algo está acabando.
                Inspirados acaba hoje. Eu não tenho a pretensão de pensar que ele deixou um legado, ou que vai deixar mil leitores com a saudade no coração. Mas eu gosto de pensar que isso vai mudar alguma coisa. Como quando você passa por uma rua todos os dias, e provavelmente nunca vai notar aquela pichação no muro que fizeram sobre muitas outras. Mas sempre vai ficar o pensamento “ei, alguma coisa está diferente aqui”. Pois é, talvez seja essa a sensação que Inspirados vai deixar quando for embora.
                Tenho muitos outros planos agora, e os mais importantes não envolvem livros ou literatura, mas isso não significa que esses elementos não sejam parte de quem eu sou. Eles apenas serviram para minha formação enquanto puderam contribuir, mas agora é hora de tocar a vida adiante, buscar outras coisas, me dedicar à faculdade, a obras mais sólidas, ao meu compromisso com as coisas que Deus me proporciona. “Até aqui nos ajudou o Senhor”, e Ele vai continuar ajudando. Mas com outros planos em mente.
                Todo adeus tem que ter um “muito obrigado”, então aqui vai: às editoras que me aceitaram como parceiro, um imenso e honrado obrigado. Fico muito feliz de ter conseguido arranhar essa imensa superfície, e mais feliz por ter sido reconhecido para representá-los na blogosfera. Aos amigos blogueiros, escritores e leitores que fiz aqui, bem... Vocês fizeram mais parte do Inspirados do que o verde do Layout ou o próprio Booky – o gato preto caolho – ali em cima. Vocês fizeram parte disso aqui e mais um pouco, porque fiz amizades que foram além dos quatro cantos do meu monitor, amizades que vão viver até os quatro cantos do mundo inteiro.
                Eu sei ser prolixo, mas não sei me despedir. Então vamos fazer assim. Fecha os olhos, conta até dez. Quando você terminar, eu prometo que não vou falar mais nada, nem vou estar aqui.
                Obrigado! De verdade, mesmo, obrigado. Fiquem na Paz, e tenham uma ótima leitura!

                Pronto, já podem abrir os olhos.  =’)


[Lançamentos] Novo Conceito!


Alô, amigos Inspirados!

      Alguém aí já deu uma conferida nas novidades da Novo Conceito? Pois é, parece que 2015 vai ser linda pra todas as idades graças a NC! Bora conferir?



As Cores do Entardecer 
      A sonhadora Isabelle e o determinado Robert desejavam, com todas as suas forças, se entregar à paixão que os unia. Mas uma jovem branca e um rapaz negro não poderiam cometer tamanha ousadia em plena década de 30, em uma das regiões mais intolerantes dos Estados Unidos, sem pagar um preço muito alto.Diante dos ouvidos atentos da cabeleireira Dorrie, a história do amor trágico e proibido se desdobra, enquanto mudanças profundas se instalam em sua própria vida.Com personagens humanos e, por isso mesmo, memoráveis, “As Cores do Entardecer” mostra que as relações afetivas muitas vezes são mais profundas que os laços de sangue. A cada etapa da viagem de Isabelle e Dorrie, as lições sobre otimismo e fé se multiplicam.

~~***~~

O Reino Secreto de Todd  
Como foi que ele se tornou um deus por acidente?
Ingrediente A: meias esportivas muito usadas
Ingrediente B: imundície do grande e poderoso Todd (em pessoa)!
Instruções: deixar embaixo da cama por meses e meses. Não arrumar o quarto.
      Mas atenção! Quando o valentão da escola, Max Loving, coloca em risco o futuro da minúscula civilização toddliana, Todd terá que fazer tudo o que estiver ao seu alcance para salvar essa raça que ele mesmo criou sem querer.
Perfeito para os fãs de livros de aventura que saem da mesmice, O REINO SECRETO DE TODD vai fazer você rir bem alto. Descubra o que acontece quando você deixa a roupa suja jogada no chão...

[Resenha] Mares de Sangue, de Scott Lynch


                Estamos de volta ao universo maestralmente criado por Scott Lynch! Dessa vez, no segundo volume de Nobres Vigaristas, infelizmente só temos Locke Lamora e Jean Tannen para nos entreter. Um minuto de silêncio (se isso foi um spoiler, dois minutos). Se você não sabe quem é Locke Lamora ainda, clique AQUI!
                Além de conviverem com a sensação de estarem constantemente sob os olhos dos magos-servidores, Locke e Jean ainda precisam lidar com as questões mais complicadas, como por exemplo a melhor maneira de limpar os bolsos dos ricos de Tal Verrar, uma cidade que os acolheu depois que Camorr deixou de ser tão calorosa.
                Foram dois anos trabalhando em um plano bem engenhoso: roubar Requin, o dono do imperial Agulha do Pecado, uma imensa casa de jogos onde o dinheiro circula que nem doido por lá, e o roubo é algo intolerável, embora, é claro, nossos amáveis nobres vigaristas tenham capacidade suficiente para burlar os mecanismos anti-roubo do local.
                O problema é que eles acabaram caindo nas mãos do Arconte. Veja bem, em Tal Verrar o poder está basicamente na mão do Priori (uma espécie de coletivo para senadores, vamos imaginar assim), e o arconato tem grande influência no poderio militar. Acontece que o Arconte e o Priori não se dão muito bem, ora vejam só, e Locke e Jean, peritos em adentrarem nas furadas mais incríveis da história, acabam se envolvendo nesse fogo cruzado. A dupla de nobres vigaristas agora precisam lidar com Requin e o Arconte. Mas se você ta achando pouco, que tal mandá-los para o alto-mar?
                Locke e Jean precisam agradar um bocado de gente antes de trair todos eles, por isso – vocês vão precisar ler pra saber como – eles acabam se tornando piratas. Com um senso de nobreza muito, mas muito deturpado, a dupla acaba se envolvendo com a capitã Drakasha e a tripulação do Orquídea Venenosa. E daí por diante, meus amigos, é muita treta!

                Escrito em terceira pessoa e com um talento de dar inveja, Scott Lynch cria uma obra tão arrogantemente incrível que eu não pude parar de ler por qualquer motivo, tipo atender a campainha, respirar, essas coisas.
                Apesar do vocabulário bem – eu diria passando de bom – chulo, com palavrões a torto e direito, os diálogos imprimem muito bem a personalidade de cada um, inclusive eu poderia ser capaz de reconhecer Locke Lamora e Jean Tannen apenas lendo suas falas, já que um é sempre jocoso e o outro é sempre um gênio com as palavras (e os palavrões) tanto quanto com as machadinhas.
                A ambientação é única, algo entre o medieval e um cheiro lá de longe que se parece o steampunk (eu sei que não é esse o gênero, mas hey, me dá um desconto, amo steampunk, eu o vejo até no meu chinelo), com parafernálias engenhosas e tudo o mais, além do tom suave e encantador de fantasia que permeia a jornada dos nossos ladrões sem, no entanto, tomar o holofote pra si. A magia em Mares de Sangue é tão sutil e delicada quanto um beijo, e tão prazeroso quanto.
                Desde As Mentiras de Locke Lamora, os dois amigos que protagonizam a trama cresceram bastante, seus demônios internos e os fantasmas de seu passado foram confrontados, e cada um foi lapidado com uma escrita insana de tão boa! Eles perdem o controle da situação, revelam suas fraquezas e, claro, suas predisposições a loucura. Só quero saber quando Sabeta vai aparecer, mas se você nem sabe quem é essa mulher, ta esperando o que pra começar a ler esse raio de história?!
                Não é a toa que a saga Nobres Vigaristas tornou-se minha obra favorita. Logo eu, que nunca fui de escolher um preferido! Que me perdoem Rothfuss, Cornwell e companhia, mas Scott Lynch ganhou minha atenção, e vou seguir os trabalhos desse cara até os confins do Mar de Bronze, e pra lá dos Ventos Fantasmas se for preciso!

Créditos: BotanicaXu
               

                Tenham uma ótima leitura! Fiquem na Paz!

                

[Resenha] Minta que Me Ama, Maria Duffy




Jenny vive em Dublin, e sua vida é, de longe, algo do qual ela está orgulhosa. Ela tem um emprego que detesta - mas que paga as contas no fim do mês - e por isso permanece lá. Além disso, ela tem que lidar com uma mãe extremamente excêntrica. Basta dizer que sua mãe não aceita a idade que tem - e age de acordo com a idade que acredita ser a sua, se vestindo dessa forma também, e parecendo uma adolescente.

A vida de Jenny é feita de mesmice, e isso a incomoda. Ela não gosta do que está vivendo. Só tem um lugar onde sua vida pode ser exatamente o que ela quiser que seja. E esse lugar é o twitter.

Lá, ela pode inventar ter a vida mais incrível que puder imaginar. E lá ela acaba criando laços de amizade com três mulheres que, depois de um ato de impulsividade, ela convida para passar o natal com ela na Irlanda. O problema é que elas aceitam e, agora, Jenny precisa dar um jeito de fazer com que a sua vida real seja pelo menos remotamente parecida com a vida que ela construiu na rede social.

Para qualquer pessoa que já teve algum tipo de relacionamento virtual, esse é um livro incrível. Todos sabemos que, na internet, nem tudo o que parece é. Na verdade, o que colocamos online é a parte da nossa vida que julgamos ser digna de compartilhamento. Só que nem sempre as pessoas se preocupam em mostrar todos os lados de quem são - na verdade, quase nunca isso acontece.

E é com isso que Jenny se depara ao decorrer da história porque, se ela achava que ela quem estava inventando uma história, ela descobre que as outras três inventaram histórias ainda maiores, porque elas não são quem parecem ser.

O livro faz com que a gente pense bem nesse aspecto da nossa vida. Muitas vezes nos vemos aficionados - e até mesmo tristes - com as vidas que vemos nas redes sociais. É sempre sorrisos e alegrias e coisas boas. Só que esquecemos que todas aquelas pessoas também tem momentos ruins que elas simplesmente não compartilham por lá. Faz com que pensemos bem em quem estamos nos tornando. E deixa um grande questionamento: será que, nesse mundo internauta, as pessoas são pelo menos parte do que parece ser?

Parece um tema sério  - e é mesmo, em alguns aspectos, mas Maria conseguiu fazer com que a narrativa fosse muito divertida. A história se passa no natal, então a atmosfera é de encantamento e gratidão. É incrível ver o que Jenny e suas três amigas conseguem construir juntas - e desconstruir também. Não tem como não se apaixonar <3

[Resenha] O Desafio de Ferro, de Black & Clare



                Duas grandes escritoras da atualidade – Cassandra Clare e Holly Black – decidiram unir suas mentes imaginativas pra criar uma saga de cinco volumes de nome Magisterium, uma obra de fantasia com muita ação e muita magia rolando!      
         
                Os dias vividos em O Desafio de Ferro são equivalentes aos atuais, porém se trata de um universo alternativo, onde a magia é notória e apenas alguns se mostram capazes de controlá-la. O Magisterium é a escola onde os aspirantes a magos vão para aprender a controlar seus poderes que, sem instrução, podem ser letais.


               Callum Hunt era um garoto diferente do que ele mesmo imaginava ser, e isso não tem absolutamente nada a ver com sua perna aleijada que seria seu eterno impedimento para tudo o que julgava legal na vida. Órfão de mãe, ele vivia com Alastair, seu pai, um sujeito com muitos segredos que o levaram a abandonar sua magia e, desde então, tenta doutrinar seu filho a não abraçar sua natureza mágica. Na verdade, ele ensinava o filho a odiar magia e tudo relacionado ao Magisterium, e o moleque até que aprendeu bem. Infelizmente os membros do Magisterium acabam enxergando no garoto o potencial para se tornar um mago, o que o leva a fazer o Desafio de Ferro. Alastair o instruiu a cometer todos os erros possíveis, falhar nos testes e, assim, não conseguir passar no Desafio de Ferro. Mas, para alguém com um histórico de fracassos na vida, Callum – Call para os íntimos, ou seja, nós – isso significa que não teria êxito em fracassar... Complicou, né? Pois é, o fato é que ele se esforçou pra não passar, mas deu tudo errado, e acabou sendo aprovado.
                Rolou um bocado de gritos, barraco, mas no fim Alastair não tinha como impedir seu filho, que acabou sendo mandado para o Magisterium. Ele seria instruído pelo mago Rufus, acompanhado de seus dois novos amigos Aaron e Tamara (uma amizade que viria tardia, aos trancos e barrancos), para juntos superarem os desafios advindos com o ingresso à escola.
                E como todo grande mago, é preciso um inimigo mortal e poderoso que, um dia, sofreu declínio e ainda hoje murmura-se sobre ele estar ou não morto. Esse homem é Constantine Madden, o mesmo responsável pela morte da mãe de Callum. Dominador do quinto elemento, Caos, Madden ainda hoje leva terror à comunidade maga, e com isso leva pro leitor um bocado de referência à saga Harry Potter também, uma associação impossível de não ser feita.
                De um jeito muito, mas muito doido, Call está envolvido nisso, assim como seu amigo Aaron e, de lambuja, a sua improvável amiga Tamara. A partir da conjuração dos quatro elementos – água, fogo, terra e ar – o trio vai se envolver em um tanto bom de aventura até encarar o temido Constantine Madden, ou pelo menos é o que esperamos... Certo?


                Escrito em terceira pessoa, a obra de Black e Clare narra a progressão de acontecimentos que ocorrem na vida de Callum Hunt, desde a sua fatídica infância – que o deixou aleijado de uma das pernas – até o presente momento em que trava uma batalha interna: abraçar todos os terríveis conceitos que o pai contara sobre Magisterium ou abraçar sua natureza e viver naquele mundo fantástico. A construção das personagens (como sempre, o que mais me chama atenção, já falei isso mil vezes e continuo dizendo sempre!) foi muito bem feita, embora eu não tenha achado Tamara uma personagem muito consistente. No geral, são cativantes, e a leitura sempre te provoca a continuar lendo!
                Porém, há um problema: o trio de Desafio de Ferro se parece muito com o trio de Harry Potter, e muitos outros elementos se assemelham ao universo que permeia a escola de Hogwarts. Eu sei, eu sei, hoje em dia todo mundo compara tudo a Harry Potter; “Nossa, esse filme parece Harry Potter”, “Nossa, esse livro parece Harry Potter”, “Nossa, seu chinelo parece o Harry Potter”. Tá, eu entendi. Mas, nesse caso, mesmo contra nossa vontade, o livro arremete aos elementos fantásticos da obra de J. K. Rowling. Há momentos em que precisei fazer um esforço quase físico para desvincular Desafio de Ferro da obra do bruxo mais famoso do universo. Embora isso não interrompa a leitura, deixa na gente – pelo menos em mim – um sabor de decepção.
                Ainda assim, não posso deixar de dizer que me diverti na leitura. Callum tende a ser um sujeito amargo e cínico, dando-nos um bocado de riso ao longo da leitura, e o desfecho da história consegue superar parte das semelhanças com Harry Potter e revela sua originalidade, dando um novo papel ao protagonista da trama. Aliás, Callum é um protagonista curioso, pois ele assume uma posição muito mais secundária na maior parte do tempo, ganhando destaque especial apenas ao final do livro.
                Magisterium é uma saga com cinco volumes, sendo que Desafio de Ferro é o primeiro publicado no Brasil.  Se você curte literatura fantástica, criaturas mágicas e escolas com aulas um tanto quanto peculiares, então esse universo é ideal para você viajar sem retorno marcado!

                Tenham uma ótima leitura, fiquem na Paz!

NOTA: descobri, após fazer essa resenha, que as autoras já haviam declarado a semelhança com a obra de J. K. Rowling como intencional (obrigado pelo recado, Laisa xD). Infelizmente isso não muda muito minha opinião, só me deixa um pouco ainda mais chateado. Com certeza reler Harry Potter seria muuuito mais proveitoso do que ler um livro que pega o esqueleto de HP e muda apenas o essencial. É isso, tenham uma ótima leitura xD

Feliz Ano Novo!

Alô, amigos Inspirados!

      Geralmente o fim de alguma coisa significa começo de outra. Assim sendo, com o término de 2014 podemos apreciar as novidades de 2015, refazer aquilo que deu certo, iniciar novos planos, consertar o que deu errado... A vida é assim, uma saga de aventuras e, a cada ano, um novo volume, um novo arco com encontros, experiências, novos personagens, com direito a se apaixonar ainda mais pelos personagens que ficam conosco... Viver é um livro que a gente leva mais a sério, e não dá pra pular páginas. Então que em esse ano suas 365 páginas possam ser bem aproveitadas!

      Que o nosso bom Deus possa abençoar esse novo ano que se inicia. Que seja uma época para mudanças, das mais radicais de preferência, uma guinada de 180 graus! As coisas que passaram a ser um peso pra nós, que sejam lançadas bem longe do caminho que vamos trilhar em 2015!

      Enfim, ano novo é tempo de falar um tanto de coisa linda pras outras pessoas. E é bom que seja assim mesmo! Mas, se não foi antes, que dessa vez seja de coração. E é isso que eu desejo a todos vocês, um 2015 abençoado com o melhor que o meu coração possa desejar com sinceridade! 

      Fiquem todos na Paz! Fiquem todos com um maravilhoso ano!




     

[Resenha] Apenas Um Dia, de Gayle Forman


Alisson acaba de terminar o ensino médio e, como presente de formatura dos pais, vai para a Europa com sua melhor amiga. A viagem é chata, sistemática e cheia de regras. Igual sua vida.

Ela está cansada de fazer as mesmas coisas de sempre e, depois de semanas na europa só visitando museus e programas culturais, ela já está cansada. Da viagem, da vida, das regras. Só que, como a menina regrada que foi criada para ser, Alisson não faz nada para mudar esse quadro.

Até que, em uma cidadezinha da Inglaterra, ela conhece Willem, um jovem ator. Ele estava apresentando uma peça de Shakespeare em praça pública, e convida as meninas que estão na fila do teatro para assistir outra peça de Shakespeare. Incentivada pela amiga, Alisson se desprende da excursão e vai assistir a peça. Ela termina, ela não vê mais Willem e sua aventura durou apenas uma noite.
Até o dia seguinte.
Acontece que, no trem que ela e sua amiga pegam para Londres, ela reencontra Willem. E lá descobre, dentro de outras coisas, que ele é um aventureiro. Que ele tem viajado há dois anos sem destino programado. E que ela adoraria ter esse tipo de liberdade um dia.

Nessa viagem, ela acaba contando que, de todas as cidades, a que ela mais queria conhecer era Paris, mas fora obrigada a cancelar por uma greve. Willem sugere que ela pegue um trem de Londres para Paris e aproveite a cidade por pelo menos um dia. Ela gosta da ideia mas tem medo de ir sozinha. Ele diz que vai junto. E aqui começa um dia de aventura, descobertas e muita alegria.

Gayle Forman tem se mostrado, a cada livro, uma autora com criatividade e muita sensibilidade. Apenas Um Dia passa longe de ser uma história de uma aventura em Paris. Ela é, em parte, uma aventura. Mas, o mais importante na história é a parte das descobertas. É  ver Alisson descobrindo o que ela quer da vida. O que ela realmente quer, não o que seus pais esperam dela. É ela descobrindo a alegria - e os perigos - de ser livre, de não ter horários a cumprir e uma agenda milimetricamente programada. É ela descobrindo o amor em apenas um dia.

Ver Willem e Alisson passa para os leitores, pelo menos a principio, a impressão de que vai ser só mais uma história de felizes para sempre. Só mais uma aventura bonitinha em Paris. Mas Gayle consegue transformar isso em um dia incrível, sendo protagonizado pelo ponto de vista de um aventureiro de verdade. Conhecemos cantos de Paris não tão utilizados pelos turistas, e as descrições são tão boas que nos sentimos um pouquinho em Paris também. É apaixonante acompanhar Willem e Alisson nessa viagem.

Só vou adiantar que a história do livro não para por aqui. Depois de Paris, muita coisa acontece. Mas para saber o que, você precisa ler o livro. Me apaixonei ainda mais pela escrita de Forman depois desse livro. Mal posso esperar pela continuação.

[Resenha] Lagoena, de Laisa Couto


      A Rua dos Artesãos, bastante movimentada no Reino do Vinagre, é o ponto de partida dessa nova aventura. O Velho Gornef, um joalheiro aposentado e bastante ranzinza, estava decidido a passar o resto de sua vida escondendo um segredo em forma de letra S na palma da mão de sua netinha Rheita, um símbolo que marcava o Guardião. Como grandes segredos sempre são muito pesados para se carregar sozinho, ele tinha a ajuda da confeiteira Dona Adeliz. Juntos, garantiriam que ninguém soubesse o segredo de Rheita, e o destino grandioso aguardado pela menina.
      Mas esse lance de Destino nunca deixa nada passar em branco, por isso, quando um estranho surge em sua casa e um mapa mágico é descoberto no assoalho do quarto abandonado de sua mãe, Rheita descobre haver muitos segredos rodeando sua vida, desde o sumiço do pai até o paradeiro de Chaves mágicas. Ao conhecer Kiel, o filho do sapateiro, a menina descobre no menino gago um companheiro para o que seria a sua maior aventura. Guiados pelo Mapa Mágico, eles iriam ate Lagoena, um mundo prestes a ser destruído pelas sombras. 
      De um jeitinho a La Alice, os dois amigos entram no Mundo Secreto de Lagoena por meio de uma passagem numa árvore, um lugar povoado por criaturas mágicas, bondosas ou não, desde os medrosos homocapillis aos bem-humorados – e meus preferidos! – filhos do vento.
            Ao longo da jornada, eles precisam encontrar sete Chaves douradas, capazes de conceder um desejo, e impedir a destruição de Lagoena antes que um inimigo antigo daquelas terras derramasse devastação sobre aquele mundo secreto.
            A aventura promete encontros com gigantes, espectros de sombras, centauros, unicórnios e a bondosa Mãe Branca, além de se meterem com pequenos ladrões, crianças que seguem as ordens do Pai Velho, um senhor de caráter muito duvidoso mas incapaz de quebrar promessas.
            Rheita e Kiel fazem amizades, entram em aventuras, descobrem segredos e, no processo, crescem como ninguém. Kiel é, sem sombra de dúvida, o que mais amadurece, e sua coragem latente só confirma a nobreza do menino mesmo quando tudo parece perdido.


            Escrito com muita poesia, Laisa Couto narra uma jornada épica por caminhos desconhecidos e misteriosos. Guiados por charadas projetadas em um mapa com propriedades místicas, Rheita e Kiel são conduzidos até o objetivo: as sete Chaves. A progressão dos acontecimentos, o ápice de cada aventura, a caracterização de cada personagem, tudo foi muito bem elaborado, não tem nem como duvidar do quão dedicados foram os dedos que teceram as palavras impressas em Lagoena. Embora alguns elementos sejam bastante previsíveis, a história tem uma pegada muito mais infanto-juvenil, o que torna a narrativa e as “cenas” fantásticas muito mais importantes do que uma trama complexa, que, aliás, poderia roubar toda a atmosfera lúdica inserida em cada página.
            Lagoena, a obra de estréia da autora, veio com muitos elementos extraordinários já vistos em outras obras. Dá pra sentir um pouco do universo de Alice no País das Maravilhas, Harry Potter, O Senhor dos Aneis, referências bíblicas, além de uma referência sutil mas bem bolada de Dragon Ball Z (não sei se foi intencional, mas não pude deixar de fazer essa feliz comparação). De maneira bastante original ela consegue pegar um pouco de cada mundo que povoou nosso imaginário e convergir tudo em uma única história. Com um desfecho surpreendente, tenho certeza que Lagoena vai fazer você se apaixonar pela Terra Secreta e seus habitantes mágicos. Mas cuidado, Zhetafar é um homem cruel de coração negro, é preciso muita bravura para enfrentá-lo. Mas não se preocupem, pois coragem é a essência dos nossos dois aventureiros. Obrigado, Laisa, por me conceder a honra de caminhar pelas Terras Secretas! Pode ter certeza que voltei um pouco diferente dessa aventura!
            Tenham uma ótima leitura, fiquem na Paz!   





Então é Natal...

      Feliz Natal, amigos Inspirados!

       Eu pensei em escrever um monte de baboseiras aqui, falar sobre a importância do natal, sobre família, como é bom estar em comunhão, etc. Mas algumas coisas são melhores explicadas pelos meios mais simples. Por isso, minhas palavras dão lugar a esse vídeo incrível! Que o dia de vocês seja abençoado!

     
Fiquem na Paz!

[Resenha] Uma Chance Para Recomeçar, de Lisa Kleypas


Esse  é o primeiro livro de uma série, chamada The Friday Harbour, que tem como protagonista a família Nolan. Como eu amo séries que giram em torno de famílias, eu mal posso esperar pelos próximos livros. Mas vamos a esse primeiro, que é o que interessa.

Aqui conhecemos Mark, um cara solteiro - e feliz por ser - que se vê em uma situação que nunca tinha se passado pela sua cabeça: sua irmã morrera e sua sobrinha fica a seus cuidados. Só que a menina não fala absolutamente nada desde que sua mãe morrera, e ele não faz ideia se está fazendo tudo errado ou não.

Mas aí Maggie entra na vida deles.

Ela perdeu o marido depois de uma longa batalha para o câncer, e isso destruiu seu coração. Depois de perder seu grande amor ela não quer ter outra experiência dessa e se concentra em seu novo negócio: uma loja de brinquedos em Friday Harbour, uma pequena cidade da costa. Lá, ela acaba conhecendo Holly, uma menina que, desde o primeiro momento mexe com seu coração. Só que ela não aparece sozinha: seu tio, Mark, vem junto. E Maggie não sabe como - ou se quer - lidar com o impacto que é ter Mark em sua vida.

É um daqueles livros tão fininhos que você termina em um par de horas, e tão bom que você deseja que não termine. Como a temática é natalina, tudo acaba recebendo mais uma camada de brilho e encanto - pelo menos pra mim, porque sou apaixonada por natal! 

Além disso, eu curto um drama né, gente. E saber que ela perdeu um grande amor e a ferida ainda está lá, aberta e dolorosa, mas começa a deixar de doer tanto com Holly e Mark deixa meu coração de manteiga derretido. Ela não quer sofrer de novo, ele está satisfeito com o relacionamento tranquilo e desapegado que tem. Mas ele ainda não sabia o que era amor.


É uma história curta e fofa, digna de filme da sessão da tarde - o que ele realmente acabou se tornando, em 2012. Esse livro inspirou o filme Um Natal Para Recomeçar. PRECISO assistir. Além disso, a narrativa é bem engraçada e, de novo, FOFA. Vale muito a pena passar um tempo na companhia desses personagens e se apaixonar mais uma vez pela magia do natal - e do amor. 


Saída de Emergência, sua editora fantástica!


      Alô, amigos Inspirados!


      Alguém aí é apaixonado por literatura fantástica? Pois saiba que, por essas bandas, lit-fan é sinônimo de Saída de Emergência Brasil! A editora recém-chegada não veio só pra compor um hall de grandes selos, nada disso! Ela veio trazer novos mundos, criaturas fantásticas, veio nos presentar com amigos que só existem no imaginário de outros escritores. Dá só uma olhada no que ela oferece!


Clique na imagem e saiba muito mais sobre as novidades dessa editora que é só sucesso!

[Novidades] Arqueiro!


Alô, amigos Inspirados!

      Pois é, esse fim de ano foi corrido, muitas provas, muitos compromissos, por isso precisei dar uma congelada nas atividades por aqui. Mas, pra nossa alegria, hoje voltamos com supernovidades que levam o selo da parceiríssima editora Arqueiro!

Morte Invisível, de Lene Kaaberbøl e Agnete Friis


      Em meio às ruínas de um hospital militar soviético no norte da Hungria, Pitkin e Tamás procuram antigos suprimentos e armas que possam vender no mercado negro, até que acabam encontrando algo mais valioso do que poderiam imaginar.
           Ali está a esperança dos meninos ciganos de deixar a pobreza, de quitar as dívidas da família, quem sabe de se livrar um pouco do preconceito que sofre o seu povo. Porém, suas boas intenções podem provocar a morte de um número alarmante de pessoas.
           Na Dinamarca, a enfermeira Nina Borg também se preocupa com o bem-estar dos desfavorecidos, e por isso colocará sua vida em risco mais uma vez. Chamada às pressas para cuidar de um grupo de ciganos húngaros, ela descobre uma doença misteriosa que se espalha de forma implacável. Ao investigar o caso, percebe que há algo de podre em toda aquela história, um segredo perigoso, guardado a sete chaves pelos imigrantes, que pode envolver terrorismo e fanatismo.
           Nesta continuação de O menino da mala, Nina acabará colocando sua família na mira de criminosos e se verá diante de uma crise sem precedentes que mobilizará o país.




A Música do Silêncio, De Patrick Rothfuss


      “Talvez você não queira comprar este livro. Eu sei, não se espera que um autor diga esse tipo de coisa. Mas prefiro ser honesto com você logo de saída. Acho justo avisar que esta é uma história um pouquinho estranha. Não gosto muito de dar spoilers, mas basta dizer que esta aqui é... diferente. Não tem um monte de coisas que se espera de uma história clássica.
     Por outro lado, se você gosta de palavras e mistérios e segredos, este livro tem muito a lhe oferecer. Se sente curiosidade sobre os Subterrâneos e a alquimia. Se deseja conhecer melhor os meandros ocultos do meu mundo…
       Bem, nesse caso, talvez este livro seja para você.” – Patrick Rothfuss

       Debaixo da Universidade, bem lá no fundo, há um lugar escuro. Poucas pessoas sabem de sua existência, uma rede descontínua de antigas passagens e cômodos abandonados. Ali, bem no meio desse local esquecido, situado no coração dos Subterrâneos, vive uma jovem.
         Seu nome é Auri, e ela é cheia de mistérios.
     A música do silêncio é um recorte breve e agridoce de sua vida, uma pequena aventura só dela. Ao mesmo tempo alegre e inquietante, esta história nos oferece a oportunidade de enxergar o mundo pelos olhos de Auri. E nos dá a chance de conhecer algumas coisas que só ela sabe...
        Neste livro, Patrick Rothfuss nos leva ao mundo de uma das personagens mais enigmáticas da série A Crônica do Matador do Rei. Repleto de segredos e mistérios, A música do silêncio é uma narrativa sobre uma jovem ferida em um mundo devastado.


Amaldiçoado, de Joe Hill (publicado originalmente como O Pacto)

        Ignatius Perrish sempre foi um homem bom. Tinha uma família unida e privilegiada, um irmão que era seu grande companheiro, um amigo inseparável e, muito cedo, conheceu Merrin, o amor de sua vida.
            Até que uma tragédia põe fim a toda essa felicidade: Merrin é estuprada e morta e ele passa a ser o principal suspeito. Embora não haja evidências que o incriminem, também não há nada que prove sua inocência. Todos na cidade acreditam que ele é um monstro.
            Um ano depois, Ig acorda de uma bebedeira com uma dor de cabeça infernal e chifres crescendo em suas têmporas. Além disso, descobre algo assustador: ao vê-lo, as pessoas não reagem com espanto e horror, como seria de esperar. Em vez disso, entram numa espécie de transe e revelam seus pecados mais inconfessáveis.
            Um médico, o padre, seus pais e até sua querida avó, ninguém está imune a Ig. E todos estão contra ele. Porém, a mais dolorosa das confissões é a de seu irmão, que sempre soube quem era o assassino de Merrin, mas não podia contar a verdade. Até agora.

[Resenha] A Escolha, de Kiera Cass


Para começar, não sei se você lembra, mas A Elite terminou com America determinada a conquistar a confiança de Maxon. Depois de tantos trancos e solavancos na relação deles, principalmente pela falta de confiança no princípe que fez com que ela escondesse muitas coisas dele, era de se esperar que Maxon não se sentisse completamente seguro de escolher America para ser sua esposa e rainha. Porque, por mais que ele a amasse, ele também tinha que pensar em seu reino e em seu povo. Assim, A Escolha começa com America tentando conquistar não só a confiança de Maxon, mas seu amor. E, nessa tentativa, ela aprende que ele a ama por ser quem é, e não por esperar que ela seja diferente. Mais um ponto para o princípe mais querido dos sete reinos.
- Sempre fazemos a mesma coisa - murmurei, cansada daquele jogo.  - Ficamos próximos, mas então acontece algo que nos afasta. E você nunca parece capaz de tomar uma decisão. Se você me quer tanto quanto diz, porque isso aqui ainda não acabou?
[...]
- Porque em metade do tempo eu tinha certeza de que você amava outra pessoa e, na outra, duvidava que você fosse me amar um dia - ele respondeu.

Além disso, existe toda a questão dos rebeldes sulistas, que cada vez mais estão tentando atingir o povo e a realeza na tentativa de tomar as rédeas do governo. Os ataques estão cada vez mais presentes, e o número de vítimas está cada vez maior. O Rei Clarkson está cada vez mais irritado com America e com o que ela simboliza, e tenta de todas as formas fazer com que Maxon perceba que ela não é a pessoa certa para ele, nem para o reino. E Maxon mais uma vez é obrigado a pensar em seu cargo enquanto pensa em sua amada. Principalmente porque ela não consegue declarar seu amor por ele, e ele não consegue fazer o mesmo. Se falta de confiança matasse, esses dois não estavam aqui pra fazer parte de A Escolha.
- Maxon, sinto muito. No começo, eu queria protegê-lo. Depois, proteger a mim mesma. E após o castigo da Marlee, fiquei com medo de contar a verdade. Não podia perder você - supliquei.
-Me perder? Me perder? - perguntou, espantado - Você voltará para casa com uma pequena fortuna, uma nova casta e um homem que ainda a deseja! Eu sou o perdedor do dia, America!

- [...] Você mudou, eu mudei. Você estava certa quando dizia que eu nunca tinha dado a chance a mais ninguém, e porque faria isso se não dosse por tudo o que aconteceu?

Nesse livro, America precisa entender melhor como é a vida de uma rainha. Ela é confrontada com a verdade de que a justiça nem sempre é limpa, e que governar um país nem sempre favorece à todos. Ela também descobre que nem tudo que ela acha que conhece é exatamente como ela imaginava. Muitas pessoas - próximas a ela - acabam se revelando coisas completamente novas. Ela começa a fazer alianças com pessoas que nunca imaginaria. E, aos poucos, ela finalmente entende o que é o amor, e decide investir nisso.  É  sensacional ver que America é obrigada a amadurecer e a ver o mundo com os olhos de alguém que não pensa só no que quer, mas no que é melhor para todos. Não dá pra esquecer que ela tem só 16 anos, né? Dezesseis anos e sendo obrigada a enfrentar a realidade que é governar um país e estar com a pessoa certa. E ela tem que decidir se está pronta para fazer uma escolha.

- Quantas vezes devo deixar que você parta meu coração desse jeito, America? Você acha sinceramente que posso casar com você, fazer de você minha princesa, sendo que você esteve mentido pra mim ao longo de quase toda a nossa relação? Me recuso a passar por essa tortura pelo resto da vida [...]

Eu queria, muito, falar sobre vários momentos específicos. Sobre momentos em que eu queria abraçar a Kiera, momentos em que eu queria esganar essa autora, momentos em que meu coração se quebrou e momentos em que eu não conseguia me segurar de tanta alegria. Se a gente olhar A Escolha da mesma maneira que olhamos os outros dois livros, podemos ficar muito, mas muito satisfeitas com o final. A parte política foi mais discutida, tivemos algumas reviravoltas impressionantes e alguns momentos lotados de sentimentos. Independente de pra quem você torcia para terminar com America. Porque, no fim das contas, A Escolha era uma coisa muito maior que escolher alguém para ficar: era descobrir quem America queria ser, e vê-la lutar por isso. E foi isso que aconteceu. Final lindo para uma trilogia incrível. Vai deixar saudades. <3
- Você disse que, para acertar as coisas, um de nós teria que dar o salto de fé. Acho que encontrei o abismo que devo saltar, e espero encontrar você à minha espera do outro lado.

[Resenha] Twittando o Amor, de Teresa Medeiros

Abigail teve em seu primeiro livro um sucesso inesperado. Ela se tornou uma autora de Bestseller, e até conheceu a Oprah por isso. Seu segundo livro está sendo esperado por muita gente, devido ao sucesso do primeiro, só que Abby está tendo um bloqueio criativo terrível, que não a deixa passar do capítulo 5 de sua história. 

Sua agente literária decide criar uma conta no twitter para ela, pra fazer com que ela se reaproxime de seus leitores e entre em contato com eles enquanto tenta desenvolver sua nova história. E, ao acessar essa rede social que até então não tinha usado, ela conhece Mark Donovan.

Mark é professor de inglês, britânico, que está em uma viagem ao redor do mundo à procura de inspiração para escrever seu primeiro romance. Abby acaba se sentindo mais ligada à Mark a cada tweet que trocam. Mark é sexy, um galante britânico que eu tenho certeza que conquistaria qualquer pessoa. E, com a ajuda dele, seu bloqueio acaba desaparecendo e ela reencontra a inspiração que precisava.

Só que ele esconde um segredo enorme, e isso faz com que eles se vejam em uma situação onde a confiança e tudo se transforma na história.

O livro se passa, em sua grande maioria, em forma de tweets. Assim, o que conhecemos dos personagens é o que eles deixam aparecer no espaço de 140 caracteres da rede social. Foi bom porque manteve a leitura super leve, mas também fez com que algumas partes não fossem aprofundadas, como a aparência dos personagens.


E o livro tem um pouco de sessão da tarde, com aqueles clichês românticos que, na verdade, eu amo. Mas, em certo ponto da história, as coisas não são só romance e paz, o que cria para o livro um equilíbrio muito bom. O final é um tanto surpreendente, e fez com que Twittando o Amor fosse o livro perfeito para aquelas horas em que você precisa de uma história para relaxar.

[Resenha] Simplesmente Acontece, de Cecilia Ahern


Cecilia Ahern já estava na minha lista de autoras que eu gosto de ler, mas gente, depois de Simplesmente Acontece ela entrou no meu top 10. Não tem como não agradecer à ela por ter escrito uma história tão sensível, linda, divertida, conturbada e apaixonante como essa.

Rosie e Alex são melhores amigos desde pequenos. E quando digo pequenos, é pequenos mesmo, tipo infância. Eles crescem juntos, ou melhor, inseparáveis, e a conexão entre eles dois não poderia ser melhor. Eles dois se conhecem melhor que a ninguém mais, e não planejam se separar. Mas a vida acontece, e Alex tem que se mudar da Irlanda para os Estados Unidos com seus pais no penúltimo ano do Ensino Médio, então os dois acabam tendo que viver suas vidas distante um do outro. Mas eles não planejam fazer isso por muito tempo.


Rosie se candidata à uma faculdade em Boston, perto o bastante da que Alex vai frequentar, para que eles não precisem mais ficar tão distantes. Quando ela consegue sua aprovação, o baile de formatura já está perto de acontecer, e Alex e ela finalmente vão se ver de novo, porque ele vai ser seu par. Tudo estava indo às mil maravilhas. Sua vida não podia estar melhor.
Até que tudo desmorona.

Alex não consegue chegar a tempo do baile de formatura. Ele tem um problema com o voo, e Rosie acaba indo ao baile com um dos caras que ela menos gostava, mas que conhecia desde pequena. Só que o pior ainda nem chegou. Nessa noite, Rosie acaba indo pra cama com ele. E, dias depois, ela descobre que está grávida. Adeus, Boston.
Adeus, Alex.

Daqui pra frente, Alex e Rosie vão viver suas vidas à um oceano de distância. O laço que os une não é alterado pela distância, mas seus sentimentos ficam sempre mais confusos conforme o tempo passa e as coisas vão acontecendo. Há uma distância tão grande, e com destinos tão diferentes, é difícil que os dois continuem sendo quem sempre foram. E é essa mudança que somos convidados a ler durante o livro.

A história toda é passada em forma escrita. Seja em troca de bilhetes, cartas, e-mails, cartões de natal, convites... A história chega, para nós, em fragmentos da vida dos dois. Os acontecimentos vão se revelando de acordo com as nuances da escrita. As assinaturas dos cartões, as despedidas nas cartas, o tom das narrativas, isso é o que dá ao leitor a chance de descobrir como estão Alex e Rosie.

Com o passar dos anos, os dois são obrigados a amadurecer. A aprender a conviver com a falta, a aprender a conviver com o ciúme. Eles precisam decidir se assumem o que sentem além da amizade e arriscam isso, ou se deixam como estar. E depois as coisas começam a envolver outras pessoas, e eles precisam decidir se são fortes o bastante pra tirar os obstáculos do caminho dos dois. 

Uma história de amor tão linda, tão bem contada, tão apaixonante, que eu quis reler o livro assim que terminei. A prova de que, quando a gente espera, até alcançamos. Mas que às vezes é preciso dar um passo em cego e pagar pra ver o que tem do lado escuro. E sobre como um grande amor consegue superar uma vida separada.

[Lançamento] A Música do Silêncio, de Patrick Rothfuss


Alô, amigos Inspirados!

      Quem aí curte Rothfuss? Quem curte a trilogia Crônica do Matador do Rei? Quem aí curte o universo incrível de O Nome do Vento? Se a sua resposta foi "sim" para todas as perguntas, então essa notícia é pra você. Se foi "não", tá na hora de rever seus conceitos (brincadeira, galera, mas é sério). Se você não tem ideia do que eu to falando, bora ler que A Música do Silêncio é só sucesso!



"A música do silêncio" é um conto inédito da série A Crônica do Matador do Rei, de Patrick Rothfuss, está previsto para ser lançado em janeiro

      Um dos livros mais esperados por mim, finalmente, tem previsão de lançamento no Brasil! E, melhor, a capa segue o mesmo estilo de arte das capas dos livros anteriores. Lembrando que A Música do Silêncio não é o terceiro livro da trilogia. O Livro três de Crônica do Matador do Rei ainda não tem previsão de lançamento certo, mas pelo menos podemos conhecer Auri e sua lindeza nesse volume!

[Resenha] Para Onde Ela Foi, de Gayle Forman


Para quem leu Se Eu Ficar, o livro seguinte é parada obrigatória. Para quem não leu, não se preocupe: o segundo livro é muito melhor, e você não precisa ter lido o anterior pra entender – mas se você já conhece a história (o filme é simplesmente incrível, gente), Para Onde Ela Foi é simplesmente irresistível.

Esse livro se passa três anos depois da história anterior. Adam, um músico em ascensão, está em Nova York para apresentações com a sua banda. Para um garoto do interior e uma banda de garagem, sua vida mudou absurdamente nos últimos anos. A Willamette Stone, sua banda, está cada vez mais famosa e seu sucesso não fica só em Londres. E isso não é a única coisa que mudou na vida de Adam desde o acidente que mudou a sua vida de forma tão drástica. 
Há três anos, sua namorada, Mia, sofre um acidente de carro com sua família. E, em meio a muitas perdas, ela tenta encontrar forças na música para se recuperar. Antes do acidente, Mia tinha se candidatado à uma vaga em uma das melhores escolas de música do mundo. E tinha sido aprovada. Só que, quando ela entrou no avião dizendo que o amava, ele não imaginava que ela nunca voltaria para ele.

Quando se fala em sentimentos, você nunca sabe realmente como a ausência de uma pessoa vai te afetar mais que a outra.
Agora, depois de tanto tempo, Adam tem que reconstruir sua vida. Tem uma namorada nova com quem ele não se imagina por muito tempo, tem sua casa em Los Angeles, um coração partido e tremores em sua mão que acontecem toda vez que ele fica nervoso. Ele pode não ter presenciado o acidente, mas ainda assim tem suas sequelas.

Além disso, ele está tendo problemas com a própria banda. Para evitar problemas maiores, ele sempre se hospeda em um hotel diferente do resto da banda e passa seus dias solitário, entre um compromisso e outro. No último dia que passaria em Nova York, Adam decide assistir à um concerto de Mia. Só que ele não esperava que fosse reencontrar a pessoa que fez com que sua vida mudasse completamente.

“Sabe, eu pensei muito sobre isso nos últimos dois anos, disse ela em uma voz embargada. Sobre quem estava lá por você. Quem segurou sua mão enquanto você estava triste por tudo o que tinha perdido?”

Agora, eles tem uma noite para esclarecer todos os machucados do passado antes de pegarem seus voos para seus compromissos ao redor do mundo. E é a vez de Adam entender porque o amor de sua vida decidiu sumir dela completamente.

“Meu primeiro impulso não é agarrá-la nem beijá-la. Eu só quero tocar sua bochecha, ainda corada pela apresentação desta noite. Eu quero atravessar o espaço que nos separa, medido em passos – não em milhas, não em continentes, não em anos –, e acariciar seu rosto com um dedo calejado. Mas eu não posso tocá-la. Esse é um privilégio que me foi tirado.”

O livro é incrível. De verdade, não achei que ia gostar tanto assim. Comecei Se Eu Ficar e achei muito parado, muito calmo, então assisti o filme, me apaixonei e desisti de vez do livro. Como Para Onde Ela Foi é narrado por Adam, e não por Mia, isso se reflete na narrativa. Enquanto no outro livro a  calma era mais presente, mesmo que cheia de momentos dolorosos, nesse o ritmo é completamente diferente. Adam está machucado de mais de uma maneira, e sua dor está presente na história, tão palpável que dá vontade de entrar no livro só pra dar um abraço nele e dizer que vai ficar tudo bem.

E, como a história se dá em momentos do presente e flashbacks do passado que explicam algumas situações, o leitor que não tiver lido Se Eu Ficar não fica tão perdido. Adam é um cara forte, mas que teve uma série de perdas nos últimos três anos e ninguém ao seu lado para o ajudar. Assim, presenciar a história pelo ponto de vista dele foi maravilhoso. E o livro em si tem uma história linda.            Qualquer pessoa que acredite no amor tem que ler.


P.S.: Se não tiver filme desse livro, eu vou realmente me irritar. TEM QUE TER!
 p.s.2: As fotos são de Se Eu Ficar, mas por favor, precisamos desses dois nas telas de novo!

[Resenha] Outlander, de Diana Gabaldon

      Você já viajou pro passado, em um lugar onde um bando de marmanjo usa saia formam um clã de guerreiros, onde os escoceses acham que você é um espião inglês e os ingleses querem a sua cabeça? Pois é, Claire Randall sabe bem o que é isso.


      Claire, casada com o jovem e amistoso Frank Randall, viveu maus momentos como enfermeira na Segunda Grande Guerra, mas agora, em 1945, ao lado de seu marido nas Terras Altas, nas ilhas Britânicas, ela deseja apenas ter uma segunda lua de mel.   
      Enquanto Frank, um professor universitário renomado, vai em busca de sua árvore genealógica de uma maneira bastante fanática, por assim dizer, a jovem Claire parece mais fascinada nos costumes e nas paisagens do lugar. E seu fascínio aumenta quando ela, acompanhada de seu marido, seguem um grupo de mulheres da região durante a noite. Num círculo de pedras da colina de nome Craigh na Dun (não, não é Stonehenge), aquelas mulheres dançavam e pareciam realizar algum ato místico.
      No calor do momento, ela se aproxima das pedras e, naquele momento, começa a ouvir vozes e brados, como se as pedras falassem. Fiquem tranquilos, nossa protagonista não é doida, ela só estava prestes a voltar duzentos anos no tempo. Normal.


     Ao abrir os olhos, ela percebe estar sozinha, sem Frank, sem mulheres dançarinas da meia-noite, apenas ela e as vozes que, logo, reconhece como um cenário de conflito. Escoceses contra ingleses, para ser mais específico, e mais tarde ela acaba sendo caçada por ambos os lados.
      Depois da terrível experiência de quase ter sido violentada por Jonathan Randall, um antepassado de Frank, cruel e assustadoramente parecido com o marido que Claire deixara no futuro, ela acabou sendo resgatar por um membro do clã dos MacKenzie, um grupo de homens e mulheres escoceses que, pelos próximos dias de sua aventura, seria sua família, por assim dizer.
      Em sua aventura indesejada, ela acaba conhecendo o jovem Jamie, um leal guerreiro do clã cujo pescoço está na mira dos ingleses (em especial do nosso anti-herói, Jonathan Randall), e uma relação muito curiosa irá surgir entre eles. Desde histórias de flagelos terríveis a casamentos arranjados, Claire acaba se apaixonando por um tempo que não é o seu, e no processo, conhecendo uma coragem em si mesma, algo que nem ela acreditava possuir. E nesse discurso de romance barato, posso afirmar que, se você é aficionada por romance de época, então Outlander deveria ser sua primeira escolha.

      Escrito em primeira pessoa, temos a narrativa de Claire descobrindo-se em um novo momento da história. Antes em 1945, de repente, lá está ela caminhando pelos campos britânicos de 1743. Eu preciso dizer, antes de começar, que a autora tinha muitas maneiras de abordar essa "descoberta", a maneira como Claire descobriria ter viajado 200 anos no passado, a sua reação diante desse fato. A escolha que a autora fez infelizmente não me convenceu, mas podem ficar sossegados, isso é só uma observação de um leitor chato que ainda não conseguiu se decidir ter gostado ou não da leitura.
      Quando comecei a leitura de Outlander, esperava muito mais fantasia e muito menos romance, e foi exatamente o contrário que ocorreu. Há, sim, elementos fantásticos na obra, bem moderadamente utilizados, enquanto o romance lambuzou as páginas do livro. As primeiras 50 páginas (de um livro com quase 800!) foram bem difíceis de encarar, cogitei interromper a leitura por não conseguir me conectar com a história proposta. Ainda assim, insisti. Apesar disso, não dá pra dizer que não gostei, pois a narrativa é muito bem feita, com uma descrição tão verdadeira do cenário de das pessoas, uma abordagem tão real das personalidade da protagonista e das outras personagens, que a leitura passou a ser prazerosa.
Cena de Outlander, série de televisão baseada no livro de mesmo nome (por sinal, você tá lendo a resenha desse livro xD)
       A medida que a leitura foi fluindo, Jamie e Claire se tornaram um casal muito querido, é engraçado vê-los agindo como camaradas mesmo diante da química rolando entre eles, ou mesmo da postura que adotam vez ou outra quando percebem que estão dando muita pinta. Mesmo eu, que não costumo me divertir com romances de época, preciso dizer que esse foi bem feito, quase me faz querer colocá-lo como uma leitura favoritada. Não faço isso porque meu preconceito com o gênero está muito arraigado em mim, mas pretendo ler a continuação pra me livrar de vez desse pensamento quadrado!

      Um brinde - digno daqueles feitos em tabernas no meio da noite, acompanhado por amigos escoceses bêbados e broncos - à Diana Gabaldon, que fez uma obra que merece ser lida, não apenas pelos familiarizados com o gênero, como também aos que estão dispostos a mudarem de opinião. Outlander pode convencê-lo de que, vez ou outra, viajar em meio a páginas de gêneros que exploramos tão pouco, pode nos proporcionar uma ótima leitura.


      E para os que gostam de Outlander, saibam que já tem série rolando por aí! E o segundo livro também já tá batendo na porta dos fãs, então nem hesitem em se aventurar nesse mundo criado por Diana Gabaldon!

      Tenham uma ótima leitura, fiquem na Paz!

 
Base feita por Adália Sá | Editado por Luara Cardoso | Não retire os créditos