Feliz Ano Novo!

Alô, amigos Inspirados!

      Geralmente o fim de alguma coisa significa começo de outra. Assim sendo, com o término de 2014 podemos apreciar as novidades de 2015, refazer aquilo que deu certo, iniciar novos planos, consertar o que deu errado... A vida é assim, uma saga de aventuras e, a cada ano, um novo volume, um novo arco com encontros, experiências, novos personagens, com direito a se apaixonar ainda mais pelos personagens que ficam conosco... Viver é um livro que a gente leva mais a sério, e não dá pra pular páginas. Então que em esse ano suas 365 páginas possam ser bem aproveitadas!

      Que o nosso bom Deus possa abençoar esse novo ano que se inicia. Que seja uma época para mudanças, das mais radicais de preferência, uma guinada de 180 graus! As coisas que passaram a ser um peso pra nós, que sejam lançadas bem longe do caminho que vamos trilhar em 2015!

      Enfim, ano novo é tempo de falar um tanto de coisa linda pras outras pessoas. E é bom que seja assim mesmo! Mas, se não foi antes, que dessa vez seja de coração. E é isso que eu desejo a todos vocês, um 2015 abençoado com o melhor que o meu coração possa desejar com sinceridade! 

      Fiquem todos na Paz! Fiquem todos com um maravilhoso ano!




     

[Resenha] Apenas Um Dia, de Gayle Forman


Alisson acaba de terminar o ensino médio e, como presente de formatura dos pais, vai para a Europa com sua melhor amiga. A viagem é chata, sistemática e cheia de regras. Igual sua vida.

Ela está cansada de fazer as mesmas coisas de sempre e, depois de semanas na europa só visitando museus e programas culturais, ela já está cansada. Da viagem, da vida, das regras. Só que, como a menina regrada que foi criada para ser, Alisson não faz nada para mudar esse quadro.

Até que, em uma cidadezinha da Inglaterra, ela conhece Willem, um jovem ator. Ele estava apresentando uma peça de Shakespeare em praça pública, e convida as meninas que estão na fila do teatro para assistir outra peça de Shakespeare. Incentivada pela amiga, Alisson se desprende da excursão e vai assistir a peça. Ela termina, ela não vê mais Willem e sua aventura durou apenas uma noite.
Até o dia seguinte.
Acontece que, no trem que ela e sua amiga pegam para Londres, ela reencontra Willem. E lá descobre, dentro de outras coisas, que ele é um aventureiro. Que ele tem viajado há dois anos sem destino programado. E que ela adoraria ter esse tipo de liberdade um dia.

Nessa viagem, ela acaba contando que, de todas as cidades, a que ela mais queria conhecer era Paris, mas fora obrigada a cancelar por uma greve. Willem sugere que ela pegue um trem de Londres para Paris e aproveite a cidade por pelo menos um dia. Ela gosta da ideia mas tem medo de ir sozinha. Ele diz que vai junto. E aqui começa um dia de aventura, descobertas e muita alegria.

Gayle Forman tem se mostrado, a cada livro, uma autora com criatividade e muita sensibilidade. Apenas Um Dia passa longe de ser uma história de uma aventura em Paris. Ela é, em parte, uma aventura. Mas, o mais importante na história é a parte das descobertas. É  ver Alisson descobrindo o que ela quer da vida. O que ela realmente quer, não o que seus pais esperam dela. É ela descobrindo a alegria - e os perigos - de ser livre, de não ter horários a cumprir e uma agenda milimetricamente programada. É ela descobrindo o amor em apenas um dia.

Ver Willem e Alisson passa para os leitores, pelo menos a principio, a impressão de que vai ser só mais uma história de felizes para sempre. Só mais uma aventura bonitinha em Paris. Mas Gayle consegue transformar isso em um dia incrível, sendo protagonizado pelo ponto de vista de um aventureiro de verdade. Conhecemos cantos de Paris não tão utilizados pelos turistas, e as descrições são tão boas que nos sentimos um pouquinho em Paris também. É apaixonante acompanhar Willem e Alisson nessa viagem.

Só vou adiantar que a história do livro não para por aqui. Depois de Paris, muita coisa acontece. Mas para saber o que, você precisa ler o livro. Me apaixonei ainda mais pela escrita de Forman depois desse livro. Mal posso esperar pela continuação.

[Resenha] Lagoena, de Laisa Couto


      A Rua dos Artesãos, bastante movimentada no Reino do Vinagre, é o ponto de partida dessa nova aventura. O Velho Gornef, um joalheiro aposentado e bastante ranzinza, estava decidido a passar o resto de sua vida escondendo um segredo em forma de letra S na palma da mão de sua netinha Rheita, um símbolo que marcava o Guardião. Como grandes segredos sempre são muito pesados para se carregar sozinho, ele tinha a ajuda da confeiteira Dona Adeliz. Juntos, garantiriam que ninguém soubesse o segredo de Rheita, e o destino grandioso aguardado pela menina.
      Mas esse lance de Destino nunca deixa nada passar em branco, por isso, quando um estranho surge em sua casa e um mapa mágico é descoberto no assoalho do quarto abandonado de sua mãe, Rheita descobre haver muitos segredos rodeando sua vida, desde o sumiço do pai até o paradeiro de Chaves mágicas. Ao conhecer Kiel, o filho do sapateiro, a menina descobre no menino gago um companheiro para o que seria a sua maior aventura. Guiados pelo Mapa Mágico, eles iriam ate Lagoena, um mundo prestes a ser destruído pelas sombras. 
      De um jeitinho a La Alice, os dois amigos entram no Mundo Secreto de Lagoena por meio de uma passagem numa árvore, um lugar povoado por criaturas mágicas, bondosas ou não, desde os medrosos homocapillis aos bem-humorados – e meus preferidos! – filhos do vento.
            Ao longo da jornada, eles precisam encontrar sete Chaves douradas, capazes de conceder um desejo, e impedir a destruição de Lagoena antes que um inimigo antigo daquelas terras derramasse devastação sobre aquele mundo secreto.
            A aventura promete encontros com gigantes, espectros de sombras, centauros, unicórnios e a bondosa Mãe Branca, além de se meterem com pequenos ladrões, crianças que seguem as ordens do Pai Velho, um senhor de caráter muito duvidoso mas incapaz de quebrar promessas.
            Rheita e Kiel fazem amizades, entram em aventuras, descobrem segredos e, no processo, crescem como ninguém. Kiel é, sem sombra de dúvida, o que mais amadurece, e sua coragem latente só confirma a nobreza do menino mesmo quando tudo parece perdido.


            Escrito com muita poesia, Laisa Couto narra uma jornada épica por caminhos desconhecidos e misteriosos. Guiados por charadas projetadas em um mapa com propriedades místicas, Rheita e Kiel são conduzidos até o objetivo: as sete Chaves. A progressão dos acontecimentos, o ápice de cada aventura, a caracterização de cada personagem, tudo foi muito bem elaborado, não tem nem como duvidar do quão dedicados foram os dedos que teceram as palavras impressas em Lagoena. Embora alguns elementos sejam bastante previsíveis, a história tem uma pegada muito mais infanto-juvenil, o que torna a narrativa e as “cenas” fantásticas muito mais importantes do que uma trama complexa, que, aliás, poderia roubar toda a atmosfera lúdica inserida em cada página.
            Lagoena, a obra de estréia da autora, veio com muitos elementos extraordinários já vistos em outras obras. Dá pra sentir um pouco do universo de Alice no País das Maravilhas, Harry Potter, O Senhor dos Aneis, referências bíblicas, além de uma referência sutil mas bem bolada de Dragon Ball Z (não sei se foi intencional, mas não pude deixar de fazer essa feliz comparação). De maneira bastante original ela consegue pegar um pouco de cada mundo que povoou nosso imaginário e convergir tudo em uma única história. Com um desfecho surpreendente, tenho certeza que Lagoena vai fazer você se apaixonar pela Terra Secreta e seus habitantes mágicos. Mas cuidado, Zhetafar é um homem cruel de coração negro, é preciso muita bravura para enfrentá-lo. Mas não se preocupem, pois coragem é a essência dos nossos dois aventureiros. Obrigado, Laisa, por me conceder a honra de caminhar pelas Terras Secretas! Pode ter certeza que voltei um pouco diferente dessa aventura!
            Tenham uma ótima leitura, fiquem na Paz!   





Então é Natal...

      Feliz Natal, amigos Inspirados!

       Eu pensei em escrever um monte de baboseiras aqui, falar sobre a importância do natal, sobre família, como é bom estar em comunhão, etc. Mas algumas coisas são melhores explicadas pelos meios mais simples. Por isso, minhas palavras dão lugar a esse vídeo incrível! Que o dia de vocês seja abençoado!

     
Fiquem na Paz!
 
Base feita por Adália Sá | Editado por Luara Cardoso | Não retire os créditos