[Resenha] Bem-Casados, de Nora Roberts


Laurel sempre soube o que queria. Com uma vida que nem sempre foi fácil, ela correu atrás de seus sonhos desde muito nova. E de duas coisas ela sempre teve certeza: ela queria trabalhar com doces, e ela era apaixonada por Delaney Brown, irmão de sua melhor amiga. Para o primeiro, ela batalhou com unhas e dentes até se tornar a melhor confeiteira que conhecia. Para a paixão, ela nunca quis agir. Tinha muito mais do que sua força de vontade em jogo: Del não só era o irmão de sua melhor amiga, como era seu grande amigo e sempre estivera presente. Além de ser absurdamente rico e provavelmente nunca tê-la visto como mais que uma amiga. Por isso, ela nunca fez nada para que eles saíssem da confortável zona de amizade na qual estiveram toda a vida.


Para se tornar a grande confeiteira que sempre sonhou, Laurel teve que se esforçar mais que o normal: trabalhar dobrado, se dedicar, e doar seu suor – e sangue – para conseguir o suficiente para se especializar. De uma família sem condições de mantê-la em boas escolas de culinária, ela não tinha outra opção. Mas, ainda assim, a jovem Laurel não conseguiu juntar o suficiente para se bancar em uma escola boa. Mas a Sra. G., governanta dos Brown, investiu na menina que ela sempre soubera ter muito talento. E assim o sonho de ser confeiteira pode se tornar realidade.

Agora Laurel trabalha na Votos, a empresa que fundara com suas três melhores amigas, onde era a casa dos Brown. Ela era responsável pelos doces, Emma pelas flores, Mac cuida das fotos e Parker da organização. Juntas, elas fizeram um sonho de infância se tornar realidade. Cada uma em sua função e realizando o trabalho que amam, elas cuidavam para que o dia mais importante na vida de um casal fosse perfeito. E agora elas estão planejando o casamento de Mac, então nada poderia ser mais incrível.
Delaney Brown se considera uma pessoa de sorte. Sempre teve uma família sólida e amorosa e, mesmo quando seus pais faleceram, ele encontrou o amor e a base familiar nos braços de seus amigos. Não havia nada mais incrível que poder confiar em pessoas que ele conhecia tão bem quanto a si mesmo. Com seu emprego e sua herança, Del não precisa se preocupar com dinheiro, mas isso não o faz irresponsável ou descuidado. E, como advogado, ele sempre pode ajudar sua irmã e suas amigas na Votos, empresa que ele investiu com muito orgulho. Ele adorava Mac, Emma e Laurel. Com a última ele tinha uma relação um pouco diferente: eles se amavam assim como todos os outros, mas eles viviam discutindo. E ele não sabia muito bem o que fazer com os sentimentos que vinha tendo ultimamente.

Até que, depois de uma discussão corriqueira entre eles, Laurel não aguentou mais. Uma coisa era manter seus sentimentos para si, outra coisa era se fazer de morta. E foi aí que Del percebeu que talvez estivesse ignorando por tempo demais esse lado de sua vida com Laurel. Assim, os dois a princípio não sabem o que fazer com essa gama de novos sentimentos que surge entre eles, nem com a tensão automática que cobre qualquer comodo em que eles estejam juntos. Eles não querem estragar a amizade, mas não querem continuar indiferentes. Como fariam para não magoar todos os outros envolvidos na história que eles dois provavelmente criariam?


Eles decidem dar uma chance à eles dois como uma casal. E aí somos convidados a presenciar essa evolução, de amigos desde que se lembram para namorados. Os riscos são altos, e os dois estão dispostos a serem o melhor que conseguirem um para o outro. Mas, para isso, Laurel precisa superar alguns pontos. Ela é durona, e Del é protetor. Então, ele quer sempre fazer de tudo por ela, mas ela acha que isso faz com que ela pareça alguém que espera isso dele, por exemplo. Além de Del tomar algumas coisas como garantidas pelo seu histórico com Laurel, quando na verdade ele devia tentar deixar seus sentimentos e seu relacionamento bem claro. Tem faísca pra todo lado, mas tem muito mais amor. E é isso que me fez amar esse livro.

É sempre difícil escolher um favorito nas séries e trilogias de Nora. Em cada história, um elemento acaba me encantando. Os livros anteriores são incríveis, mas esse tem um gostinho especial. Del e Laurel são melhores amigos que precisam superar o medo para tentarem ser mais que isso. E eles mostram que pode não ser fácil, mas que vale a pena. Mal posso esperar pelo livro da Parker!


[Resenha] Fênix: A Ilha, de John Dixon



      Eu li esse livro um, talvez dois meses atrás. E posso dizer que ainda tenho na mente essa história brilhantemente escrita por John Dixon! E mesmo tanto tempo depois de ter lido, ainda me sinto na obrigação de dizer: galera, leiam!

      Fênix: A Ilha conta a história de um jovem de dezesseis anos, Carl Freeman, cujo talento para o boxe, nervos exaltados e incapacidade de ignorar covardias, o levaram para uma delegacia diversas vezes. Órfão e sem amigos, Carl era uma espécie de lobo solitário que se metia em confusões quando tomara as dores de alguém que era covardemente injustiçado. Seu último ato como justiceiro foi a gota d'água. 
      Dessa vez o garoto acabou mandando seu adversário para o hospital, e as autoridades decidiram enviar Carl para uma "instituição terminal", a ilha Fênix, uma espécie de última parada para os delinquentes sem rumo e sem ninguém. O problema é que a gente nunca acha que a situação é tão ruim quanto possa parecer. Pois é, A Ilha era muito mais do que um centro de reabilitação para jovens irrecuperáveis. Na verdade, era muito pior.

      A Ilha parecia na verdade um grande campo de concentração em que os jovens eram treinados até se esgotarem, e a disciplina não era o único elemento que queriam ensinar. Seus superiores, soldados frios e desprovidos de qualquer simpatia, especialmente o sargento instrutor Parker, que desde o início nitriu um ódio doentio por Carl. As coisas não melhoram quando o garoto lidou com conflitos no seu primeiro dia, e seu comportamento subversivo rendeu-lhe o apelido e Hollywood, e não era um bom sinal. Parker prometia transformar a vida de Carl num inferno.
      Em meio a atividades exaustivas dignas de uma tropa do exército, Carl conheceu Neil Ross, um garoto franzino e comediante que se tornou um bom amigo durante a estadia na ilha. Logo mais, eles conheceram Octavia, uma garota de fibra e que, adivinhem só, acaba nutrindo sentimentos pelo nosso protagonista, sentimentos esses que são correspondidos. Porque, claro, mesmo num cenário infernal, tem que rolar um romance =)
      Ao longo dessa "aventura", Carl descobre que Fênix: A Ilha, não é apenas uma espécie de FEBEM. O lugar é mais cruel, mais sinistro e muito mais distante dos direitos humanos do que se pode imaginar. Não, não vou dizer do que se trata, porque isso estragaria todo o suspense e toda a diversão da leitura, você precisa conferir!

      A obra escrita por John Dixon me deixou extasiado. Muito bem escrito, ele criou em seu livro uma atmosfera que Maze Runner e Jogos Vorazes também criaram, porém com muito mais realidade e com uma trama mais palpável.
      Não só as personagens são muito bem desenvolvidas, como o próprio cenário - A Ilha - é bem explorada, e a maneira como Dixon conecta os personagens, com seus relacionamentos conturbados ou de camaradagem, é muito bem feita. Há momentos em que inimigos se tornarão aliados, e a forma como essa "mudança de time" é feita ao longo da leitura é muito convincente. Não tem como não indicar Fênix: A Ilha para os amantes de aventura. Se você gostou de Maze Runner, se curtiu Jogos Vorazes, então com certeza vai se sentir envolvido pela história de Carl, um garoto que não era ninguém até se mostrar o melhor dentre todos eles.

      Tenham uma ótima leitura, fiquem na Paz! 
     

[Resenha] Louco Por Você, de Jasinda Wilder




 Jasinda Wilder pela Novo Conceito aqui no Brasil. Mas não se preocupe, o que o livro tem de dramático ele tem de apaixonante, porque Jasinda coloca os personagens dela em situações tão reais que não tem como não tocar o coração do leitor. Porque tudo o que acontece com Nell e Colton provavelmente já aconteceu com alguém que você conhece – ou em alguma história que você leu nas notícias. E aí não tem como não se compadecer, e se apaixonar, junto com esses dois.


Quando a história começa, Nell é uma adolescente que acaba de descobrir que está apaixonada pelo seu melhor amigo, Kyle (eu disse que eram situações comuns, gente hahaha). Eles se conhecem desde pequenos, e são muito unidos. Até os 16 anos, quando um beijo inesperado entre eles acontece, eles nunca cogitaram ficar juntos. Só que eles percebem que ser mais que amigos estava destinado, porque o amor que existe entre eles dois é muito grande. E o leitor é convidado a participar dessa evolução de amizade para romance, vendo toda a evolução da relação deles, o quanto eles sempre se amaram e como eles se dão bem juntos. Só que a vida nem sempre é justa, e quando você menos espera, Kyle e Nell não são mais um só. Uma tragédia acontece e Neçç se vê sozinha – e, caro leitor, você vai se sentir tão solitário quanto ela se sentiu.

Aqui, a história começa a se passar no presente: Nell, desiludida com a vida, não vendo sentido em viver e sofrer tanto, está completamente perdida. Até que ela reencontra Colton, o irmão mais velho de Kyle que sumiu anos atrás sem nunca mandar notícias. E ele logo percebe o quanto Nell está se afundando em um buraco sem volta. E em como ele não podia simplesmente deixar que ela se autodestruísse daquela maneira.

A dor dos dois é muito mais profunda do que o que eu coloquei aqui. Nell perdeu o seu melhor amigo, o seu primeiro amor, e não teve apoio familiar para continuar vivendo, então acaba mergulhando em um mundo sombrio de bebedeira e automutilação. Ela não vê motivo para acontinuar vivendo, e isso está se tornando cada vez mais difícil. Ela não consegue viver sabendo que Kyle não pode mais. Então ela se machuca até que a dor seja insuportável e amacie a dor de perder a pessoa que a compreendia por completo.


Kyle saiu de casa com 17 anos, e desde então sua vida não foi fácil. Os motivos que o levaram até ali fazem parte de um absurdo cultural, de um preconceito que, infelizmente, as pessoas que deveriam ser as primeiras a ignorar e tentar ajuda-lo, sentiam. Assim, ele é obrigado a ir para outro lugar, sem saber de onde começar, e reconstruir sua vida sozinho. E não foi fácil. Teve muito sangue, muita briga, muitas noites dormidas na rua até que ele conseguisse ser alguém. E ele simplesmente não consegue aceitar que Nell não seja resgatada.


Juntos, Colton e Nell vão aprender a espantar os fantasmas do passado, a aceitar a vida imprevisível e muitas vezes cruel, a enfrentar seus medos de frente e não se esconder deles. E eles vão passar por muita coisa juntos. Muita. Acontece tanta coisa com eles que, sinceramente, você vai se perguntar se algum dia eles vão conseguir ser felizes. Mas a realidade é que, quando juntos, eles aprendem que, mesmo em dias ruins, vale a pena esperar pelo melhor.

Louco por Você é um livro que te faz chorar, suspirar, se perguntar o que raios passa na cabeça de Jasinda. Quando li pela primeira vez, anos atrás, ainda em inglês, eu fiquei muito mal. Sofri com o livro, com Kyle, e Nell e Colton. Senti a injustiça que eles sofrem na pele e me perguntei porque tem tanta gente má no mundo. Já li o segundo livro, que é menos pesado, mas é tão lindo quanto, e mal posso esperar para ler os outros dois. É uma história triste, mas que vai avançando e amadurecendo e se transformando na possibilidade de um final feliz, sempre mostrando que, para que isso aconteça, é preciso correr atrás.

[Lançamento!] Mares de Sangue, de Scott Lynch

Alô, amigos Inspirados!

      Hoje esse post não é pra vocês não, é pra mim. Mares de Sangue é um livro que eu quero ler não é de hoje. Depois que fui apresentado a essa série (Nobres Vigaristas) redescobri o prazer na leitura, e firmei ainda mais minha predileção pelo gênero. Eu acho que o que eu tô querendo dizer é: CARA, OLHA ISSO, MARES DE SANGUE! 



    “Lynch está na vanguarda dos escritores de fantasia que combinam detalhes minuciosos e grandiosidade épica com astúcia, imprevisibilidade e moral ambígua. Ele tem uma destreza para diálogos e uma escrita exuberante.” – Joe Abercrombie, autor de O poder da espada e Antes da forca. Após uma batalha brutal no submundo do crime, o golpista Locke Lamora e seu fiel companheiro, Jean Tannen, fogem de sua cidade natal e desembarcam na exótica Tal Verrar para se recuperar das perdas e feridas. Porém, mesmo no extremo ocidental da civilização, não conseguem descansar por muito tempo e logo estão de volta ao que fazem de melhor: roubar dos ricos e embolsar o dinheiro.
      Desta vez, eles têm como alvo o maior dos prêmios, a Agulha do Pecado, a mais exclusiva casa de jogos do mundo, onde a regra de ouro é punir com a morte qualquer um que tente trapacear. É o tipo de desafio a que Locke não consegue resistir... só que o crime perfeito terá que esperar.
      Antigos rivais dos Nobres Vigaristas revelam o plano a Stragos, o ambicioso líder militar verrari, que resolve manipulá-los em favor de seus próprios interesses. Em pouco tempo, a dupla se vê envolvida com o mundo da pirataria, um trabalho inusitado para ladrões que mal sabem diferenciar a proa da popa de um navio.      Em Mares de sangue, Locke e Jean terão que se mostrar malabaristas de mentiras, enganando todos ao seu redor sem a mínima falha, para que consigam sair vivos. Mas até mesmo isso pode não ser o bastante...
       Mares de Sangue é o segundo volume de Nobres Vigaristas - estreando com o volume um - As Mentiras de Locke Lamora. Sim, senhoras e senhores, minha estante será um lugar mais feliz agora! 

      Fiquem na Paz, tenham uma ótima leitura!
 
Base feita por Adália Sá | Editado por Luara Cardoso | Não retire os créditos