[Resenha] A Namorada do Meu Amigo, de Graciela Mayrink

Se existem três amigos que não se separam, esses são Beto, Caveira e Cadu. Desde crianças esses três rapazes compartilham todos os seus momentos uns com os outros e são tão unidos que, logo cedo, foram apelidados de três mosqueteiros pelos vizinhos. A única coisa que irrita a eles é Juju, vizinha deles, que vive andando atrás deles pra onde quer que eles fossem. Até de D’Artagnan ela queria ser chamada, só pra ser parte da eterna brincadeira dos meninos. Só que esse incomodo diário acaba quando Juju muda de cidade, e os meninos não precisam mais se preocupar com ela.

Oito anos depois, a vida continua a mesma, pelo menos no que diz respeito à amizade dos rapazes, porque no resto as coisas estavam bem diferentes. Cadu acaba de voltar da viagem que faz todos os anos para a casa de sua mãe em Florianópolis, e quando volta, ele descobre que as coisas não são mais tão as mesmas... Juliana, a pirralha chata de sua infância, está de volta. E Beto está namorando, logo o Beto... e, como se não desse pra ficar pior, ele descobre que Beto está namorando Juliana.  


Como nada está ruim o bastante para que não possa piorar, quando Cadu finalmente encontra com Juliana, mal pode acreditar em como ela mudou. A garotinha de 8 anos deu lugar a uma menina linda e encantadora. E seu coração simplesmente descompassa. Só que isso não é possível, porque ela era a namorada de seu melhor amigo. E agora, ele vai precisar aprender a lidar com o fato de que a namorada de Beto parece ser o amor da sua vida, mas nunca vai ser sua. E que ele vai ter que conviver com isso todos os dias, ou vai arriscar a coisa mais preciosa de sua vida: sua relação com seu melhor amigo.

Preciso dizer que Graciela Mayrink sabe escrever de uma maneira viciante e maravilhosa. E sempre incrível encontrar uma narrativa bem construída em um livro, e saber que os autores brasileiros tem uma representante tão boa é muito animador, porque uma vez que a pessoa conheça o trabalho de Graciela, dificilmente vai deixar de seguir. E o trabalho de um autor abre as portas para o trabalho de outros colegas.

A história que Graciela construiu vai muito além do fato de que, bem, você não manda no seu coração, mesmo que ele se manifeste da maneira mais inconveniente possível. O livro mostra a confusão que o amor pode criar, as válvulas de escape que criamos quando não conseguimos lidar com nossos sentimentos, a forma como um relacionamento não afeta somente aos dois envolvidos, mas a todos ao redor. Mas, principalmente, mostra que a amizade é um dos maiores bens que uma pessoa pode ter. E que por isso vale a pena fazer sacrifícios por ela.

Os três mosqueteiros e a Juju não são os únicos personagens do livro, longe disso. Ainda temos Alice, a irmã de Beto, uma menina decidida e que, a princípio, parecia bem irritante, mas que se mostra sensata e madura conforme as páginas continuando passando. Juju é o seu oposto: é doce, tímida, e não sabe lidar com o retorno de Cadu à sua vida – de longe seu mosqueteiro favorito quando mais nova. Temos também a Tia Mathilde, uma personagem sensata e que me fez dar boas risadas com a forma que lida com os meninos e seus problemas.

Mesmo que role a ideia de um triângulo amoroso complicado, as relações do livro são o ponto mais importante. Como esse grupo de amigos vai saber lidar com a vida adulta, seus sentimentos e a repercussão deles é o ponto alto do livro. E Graciela soube colocar isso nas páginas de uma forma encantadora e envolvente. Com uma narrativa madura, bem desenvolvida e apaixonante, A Namorada do Meu Amigo se mostra um livro surpreendente, principalmente quando se chega ao fim. Mas é preciso ler para entender do que estou falando.

TRILOGIA O SÉCULO - KEN FOLLETT


Alô, amigos Inspirados!

      Hoje é o lançamento mundial do último livro de uma das trilogias mais elogiadas de todos os tempos! "Eternidade Por Um Fio", da trilogia O Século, está chegando pra fechar com estilo e com 1072 páginas épicas de muita emoção essa jornada histórica!

 


    Durante toda a trilogia “O Século”, Ken Follett narrou a saga de cinco famílias – americana, alemã, russa, inglesa e galesa. Agora seus personagens vivem uma das épocas mais tumultuadas da história, a enorme turbulência social, política e econômica entre as décadas de 1960 e 1980, com a luta pelos direitos civis, assassinatos, movimentos políticos de massa, a guerra do Vietnã, o Muro de Berlim, a Crise dos Mísseis de Cuba, impeachment presidencial, revolução... e rock and roll!

     Como sempre acontece nos livros de Ken Follett, o contexto histórico é brilhantemente pesquisado, a ação é rápida, os personagens são ricos em nuances e emoção. Com a mão de um mestre, ele nos leva a um mundo que pensávamos conhecer, mas que nunca mais vai nos parecer o mesmo.






      Esse é mais um lançamento da parceiríssima editora Arqueiro, que sempre faz o favor de encher de alegria nossos coraçõezinhos de leitores!
      E então? Bora ler? \o



[Resenha] Man Repeller, de Leandra Medine


Leandra Medine é a criadora do Man Repeller, um blog de moda super famoso – e por isso esse é o nome do livro. Aqui conhecemos a história dela, do porque de ela criar o blog e todos os seus passos até lá – e a partir de lá. Histórias de sucesso, amor e, bem, até mesmo constrangimento fazem parte dessa narrativa que conta sua história.



Ela nunca fora muito tradicional. Mas se guiava pelo que gostava, não pelo que os outros diziam que era bonito. Um dia, ela foi chamada de man repeller (repelente de homens). Por usar o que queria e não as que os homens gostavam, e por seus relacionamentos nunca darem muito certo, ela acabou assumindo esse seu lado peculiar e criando seu site.

“Não estamos sozinhas porque não conseguimos encontros. Não, nós estamos sozinhas porque a moda é um chamado à individualidade. Se isso for indecifrável para um homem desprezível, fique sabendo que, se você não gosta de estampa de leopardo, eu não gosto de você.”


Eu adoro moda, e ver como Leandra chegou aonde chegou, sem seguir as conveniências, é incrível pra mim. O livro tem vários momentos divertidos e não tem como não rir de várias situações que ela narra. Só que ela não narra numa linearidade de tempo, o que deixa o leitor meio confuso. De resto, achei muito bom conhecer tudo o que ela expôs no livro.

O que há com as pessoas, principalmente com as mulheres, que arrumam problemas para si mesmas quando não há nada de errado?




Mas a mensagem em geral que ela passa com a vida dela é que dá pra ser feliz sendo quem somos. E que, quando você acredita em si mesmo, tudo dá certo. Um livro delicioso de ler do início ao fim.
E pro caso de você estar se perguntando: Leandra está casada e feliz.




Le Monde Bizarre - O Circo dos Horrores





Olá, amigos leitores.

Estou aqui para apresentar a vocês a antologia Le Monde Bizarre - O Circo dos Horrores, criada pela editora Estronho. Pra quem não sabe, meu conto (Sinfonia dos Mortos) foi selecionado nessa coletânea em 2012, e fiquei muito feliz em poder participar. Mas se você não conhece, quem sabe essa não é a hora de ser apresentado ao circo mais apavorante? Vem comigo que eu mostro nossas atrações, e todas essas maravilhas por trás do picadeiro. Está tudo bem se as atrações não forem do seu feitio, podemos até garantir seu dinheiro de volta, mas sua sanidade, isso aí é outra história...

Le Monde Bizarre, o circo dos horrores está chegando. Já posso ouvir a música e as gargalhadas sinistras. O choro dos torturados e os gemidos sufocados de algumas pobres>atrações. Ouço a voz poderosa de Monsieur Serge Tissot. Vejo muito sangue, vísceras e atrocidades sem limite.
Prepare-se você também, pois palhaços nada convencionais podem bater à sua porta, convidando seus familiares para o incrível e grandioso espetáculo da noite, no qual a atração final pode ser VOCÊ!

      Pra quem não sabe, Le Monde Bizarre é uma antologia criada pela editora Estronho, que abriu espaço para escritores principiantes (alguns não tão principiantes assim) para mostrarem seu talento incontestável. Aqui, cada autor elaborou uma história - no mínimo, assustadora - usando como fundo o universo assustador do circo mais terrível que já se viu.
      E como, puxando sardinha pro meu lado, aqui estão alguns comentários sobre o conto Sinfonia dos Mortos, escrito por mim!

"O circo Le Monde Bizarre viaja e chegamos ao ótimo conto Sinfonia dos Mortos, de Pedro de Almada. Para um primeiro trabalho publicado em livro, temos um verdadeiro achado! Pedro de Almada tem uma fluidez praticamente perfeita, num conto que, embora se revele previsível, é muito bem burilado. Uma história criativa com a introdução de criaturas assustadoras e muito bem engendradas a lá Tim Burton. Quase dá para ver Johnny Depp e sua esposa Helena Bonham Carter circulando em segundo plano, com maquiagens brancas e pesadas. Tétrico sem ser agourento, sinistro sem ser clichê. Os pequenos problemas de lógica narrativa não chegam a comprometer em nada o resultado final. Temos um oito aqui!"
Albarus - perfil no skoob

"“Sinfonia dos Mortos”, apesar de um elemento bastante óbvio logo no início do conto, ganhou-me por completo com seu ar de pesadelo e tem um final que não é, em nada, parecido com o que eu esperava. Ele é simples, belo, horrível, me lembra os quadros de René Magritte (meu pintor favorito), porém, modeladas no desespero e na escuridão. Pedro Almada, criou ótimas imagens e saiu-se muito bem. (Um dos meus contos favoritos)."
Carol Mancini - perfil no skoob - blog literário

"Eu já sabia que o Pedro era habilidoso com as palavras porque ele também é blogueiro literário e eu costumo ler suas resenhas no Ispirados – O Berço das Ideias. O conto é quase melancólico, tem duas crianças encantadoras e você quase esquece que o cenário é um circo bizarro. Quase."
Tatiellen, do blog Coração Literário

Se vocês se interessaram, e estão a fim de adquirir a obra, deem uma conferida nesse link >>AQUI<< e aproveite o ótimo preço! Também tem a opção em e-book. Posso garantir, pessoal, os contos nessa antologia são incríveis!


 
Base feita por Adália Sá | Editado por Luara Cardoso | Não retire os créditos