[Resenha] Man Repeller, de Leandra Medine


Leandra Medine é a criadora do Man Repeller, um blog de moda super famoso – e por isso esse é o nome do livro. Aqui conhecemos a história dela, do porque de ela criar o blog e todos os seus passos até lá – e a partir de lá. Histórias de sucesso, amor e, bem, até mesmo constrangimento fazem parte dessa narrativa que conta sua história.



Ela nunca fora muito tradicional. Mas se guiava pelo que gostava, não pelo que os outros diziam que era bonito. Um dia, ela foi chamada de man repeller (repelente de homens). Por usar o que queria e não as que os homens gostavam, e por seus relacionamentos nunca darem muito certo, ela acabou assumindo esse seu lado peculiar e criando seu site.

“Não estamos sozinhas porque não conseguimos encontros. Não, nós estamos sozinhas porque a moda é um chamado à individualidade. Se isso for indecifrável para um homem desprezível, fique sabendo que, se você não gosta de estampa de leopardo, eu não gosto de você.”


Eu adoro moda, e ver como Leandra chegou aonde chegou, sem seguir as conveniências, é incrível pra mim. O livro tem vários momentos divertidos e não tem como não rir de várias situações que ela narra. Só que ela não narra numa linearidade de tempo, o que deixa o leitor meio confuso. De resto, achei muito bom conhecer tudo o que ela expôs no livro.

O que há com as pessoas, principalmente com as mulheres, que arrumam problemas para si mesmas quando não há nada de errado?




Mas a mensagem em geral que ela passa com a vida dela é que dá pra ser feliz sendo quem somos. E que, quando você acredita em si mesmo, tudo dá certo. Um livro delicioso de ler do início ao fim.
E pro caso de você estar se perguntando: Leandra está casada e feliz.




Le Monde Bizarre - O Circo dos Horrores





Olá, amigos leitores.

Estou aqui para apresentar a vocês a antologia Le Monde Bizarre - O Circo dos Horrores, criada pela editora Estronho. Pra quem não sabe, meu conto (Sinfonia dos Mortos) foi selecionado nessa coletânea em 2012, e fiquei muito feliz em poder participar. Mas se você não conhece, quem sabe essa não é a hora de ser apresentado ao circo mais apavorante? Vem comigo que eu mostro nossas atrações, e todas essas maravilhas por trás do picadeiro. Está tudo bem se as atrações não forem do seu feitio, podemos até garantir seu dinheiro de volta, mas sua sanidade, isso aí é outra história...

Le Monde Bizarre, o circo dos horrores está chegando. Já posso ouvir a música e as gargalhadas sinistras. O choro dos torturados e os gemidos sufocados de algumas pobres>atrações. Ouço a voz poderosa de Monsieur Serge Tissot. Vejo muito sangue, vísceras e atrocidades sem limite.
Prepare-se você também, pois palhaços nada convencionais podem bater à sua porta, convidando seus familiares para o incrível e grandioso espetáculo da noite, no qual a atração final pode ser VOCÊ!

      Pra quem não sabe, Le Monde Bizarre é uma antologia criada pela editora Estronho, que abriu espaço para escritores principiantes (alguns não tão principiantes assim) para mostrarem seu talento incontestável. Aqui, cada autor elaborou uma história - no mínimo, assustadora - usando como fundo o universo assustador do circo mais terrível que já se viu.
      E como, puxando sardinha pro meu lado, aqui estão alguns comentários sobre o conto Sinfonia dos Mortos, escrito por mim!

"O circo Le Monde Bizarre viaja e chegamos ao ótimo conto Sinfonia dos Mortos, de Pedro de Almada. Para um primeiro trabalho publicado em livro, temos um verdadeiro achado! Pedro de Almada tem uma fluidez praticamente perfeita, num conto que, embora se revele previsível, é muito bem burilado. Uma história criativa com a introdução de criaturas assustadoras e muito bem engendradas a lá Tim Burton. Quase dá para ver Johnny Depp e sua esposa Helena Bonham Carter circulando em segundo plano, com maquiagens brancas e pesadas. Tétrico sem ser agourento, sinistro sem ser clichê. Os pequenos problemas de lógica narrativa não chegam a comprometer em nada o resultado final. Temos um oito aqui!"
Albarus - perfil no skoob

"“Sinfonia dos Mortos”, apesar de um elemento bastante óbvio logo no início do conto, ganhou-me por completo com seu ar de pesadelo e tem um final que não é, em nada, parecido com o que eu esperava. Ele é simples, belo, horrível, me lembra os quadros de René Magritte (meu pintor favorito), porém, modeladas no desespero e na escuridão. Pedro Almada, criou ótimas imagens e saiu-se muito bem. (Um dos meus contos favoritos)."
Carol Mancini - perfil no skoob - blog literário

"Eu já sabia que o Pedro era habilidoso com as palavras porque ele também é blogueiro literário e eu costumo ler suas resenhas no Ispirados – O Berço das Ideias. O conto é quase melancólico, tem duas crianças encantadoras e você quase esquece que o cenário é um circo bizarro. Quase."
Tatiellen, do blog Coração Literário

Se vocês se interessaram, e estão a fim de adquirir a obra, deem uma conferida nesse link >>AQUI<< e aproveite o ótimo preço! Também tem a opção em e-book. Posso garantir, pessoal, os contos nessa antologia são incríveis!


[Laçamento] Editora Sextante

Alô, amigos Inspirados!

    Pra vocês que são de São Paulo - ou pra quem curte dar uma viajada rumo a eventos literários - vai rolar um lance bem legal organizado pela editora Sextante! O lançamento do livro Guga - Um brasileiro, será lançado no dia 10 de setembro, e o evento será na Livraria Cultura de São Paulo, às 19h!
     Se você pode ir, não perde essa chance não!


      Boa leitura! Fiquem na Paz!

[Resenha] O Beijo, de James Patterson e Jill Dembowski


Quarto volume da Série Bruxos e Bruxas e penúltimo também (porque o senhor é pai e não padastro), O Beijo veio para tentar fazer com que aquele leitor decepcionado com o primeiro livro, com medo do segundo, um pouco mais animado com o terceiro (EU!) tivesse ânimo para ler o quarto livro. E agora, obviamente, chegar ao fim da série. Well Played, Patterson. Well Played.




A princípio, Whit e Wisty estão no que parece ser um terreno menos conturbado. Mas, na realidade, isso e só o reflexo dos últimos tempos, onde eles mais viram mortes e desastres que qualquer outra coisa. Se deixar impressionar por qualquer novidade que apareça não seria normal. E a vida para todos está mesmo parecendo mais tranquila. O conceito de liberdade volta a existir na vida das pessoas, e suas reações à isso mostram um povo que acredita que um futuro melhor vai existir.



Agora, um conselho foi formado e sua missão é reestruturar aquilo que a Nova Ordem tirou do lugar. E, por terem sido parte muito importante para que essa liberdade fosse possível, Whit e Wisty fazem parte do conselho. Tentar recuperar o que O Único Que É o Único destruiu é um trabalho longo, mas a união dos irmãos Allgood torna isso um pouco menos impossível. Desde o primeiro livro, a única coisa que eu sempre gostei foi o fato deles serem irmãos unidos, que sabem que bem, a união realmente faz a força.



Lembra que eu sempre falo sobre os capítulos curtos e sempre narrados por Wisty ou Whit? Nesse livro temos uma novidade: tem capítulo narrado por Pearl Marie Neederman. Ela é uma personagem que apareceu no livro anterior da série, Fogo, mas que agora toma mais força na narrativa - e transforma um pouco a história do livro. O que foi uma reviravolta revigorante, de verdade.


O lugar em que estão está cheio de esperanças por uma vida melhor agora que conseguiram se livrar do mal que a Nova Ordem fazia. Só que algumas atitudes são tomadas de forma impensada, e as forças do mal, que obviamente continuavam a rondar, começam a se infiltrar entre eles. Outros personagens que não tiveram tanto destaque até aqui começam a ser parte importante da trama. 


Dos quatro livros, esse foi o que eu mais gostei, por ter essas novidades na narrativa, por fazer com que personagens secundários se tornassem importantes e por, mesmo assim, manter a fantasia e as aventuras como parte da trama. Eles tem que passar por mais desafios, mas agora as coisas parecem mais reais. Mal posso esperar pelo último livro!


 
Base feita por Adália Sá | Editado por Luara Cardoso | Não retire os créditos