[Filme] Como Treinar o Seu Dragão 2



Alô, amigos Inspirados!

      Quem aí curte a série de livros Como Treinar o Seu Dragão deve ter dado uma paradinha na leitura para ver o filme de mesmo nome. Pois é, então se você, assim como eu, curtiu o filme, prepare-se para o segundo filme! Sim! Vamos acompanhar Banguela e Soluço em mais uma aventura draconiana! Aqui estão os 5 primeiros minutos do filme, com direito a esportividade e uma trilha sonora sensacional! 

THIS IS AMAZING!




Comece a estourar a pipoca, e se prepare para uma das mais lindas animações de todos os tempos!

[Novidade!] Novo Conceito com uma super-promessa!



Alô, amigos Inspirados!

      Imagine um mundo onde Cassandra Clare (autora da série Os Instrumentos Mortais) e Holly Black (autora da série As Crônicas de Spiderwick) se unam para criar uma história épica. Agora, imagine você, que esse mundo existe e você está nele! Sim! Clare e Black colocaram a mão na massa para dar luz, juntas, a uma série infanto-juvenil, MAGISTERIUM, que conta com cinco volumes! O selo #Irado da Novo Conceito já está se programando para lançar o livro aqui no Brasil! Detalhe: ainda esse ano!
 

[Resenha] Primeiro amor - James Patterson


James Patterson tem sido uma paixão na minha vida literária há relativamente pouco tempo. O primeiro livro dele que li foi em novembro do ano passado, mas desde então tenho me sentido cada vez mais apaixonada por seus livros (salvo Bruxos e Bruxas, mas isso é outra história). Por saber que sou uma louca por romances, Pedro me recomendou Diário de Suzana para Nicolas, e me apaixonei ainda mais, mais do que imaginava que conseguiria lendo os livros policiais do James. Então, quando a Novo Conceito anunciou que publicaria Primeiro Amor, eu basicamente entrei em combustão expontânea. E aqui estou eu hoje, quase uma semana depois de terminar o livro, ainda apaixonada e ainda tentando encontrar as palavras certas para descrever mais uma experiência sensacional com um dos romances de Patterson.


Essa é a história de Axi e Robinson. Axi é uma menina que todos considerariam a "certinha", quase careta de uma turma. Sempre com conceitos impecáveis, presente em todas as aulas, nunca se metendo em encrencas. Robinson parece ser o extremo oposto. Não frequenta mais as aulas, sempre vivendo no limite, sempre com alguma coisa na ponta da língua. Eles são melhores amigos e compartilham absolutamente tudo um com o outro. E, por mais que sejam diferentes, juntos eles conseguem fazer qualquer coisa. Por isso que, quando em um dia que parecia normal Axi decide que vai viajar sem destino, ela convida Robinson para ir com ela. E obviamente ele aceita.

Bem, Axi gostaria que sua vida fosse como nos romances que ela lê, e que leitor no mundo poderia culpá-la? Ainda mais quando se sabe tudo que a menina passou até chegar até ali. Perdeu sua irmã mais nova para o câncer, foi abandonada pela mãe depois disso e era obrigada a conviver com um pai alcoólatra que quase nunca percebia sua presença. Entediada com a vida que levava, pensando em como sua mãe a abandonara e que merecia ter sua chance de ver o mundo além das fronteiras de sua cidade, ela embarca em uma aventura - de verdade - ao lado de Robinson, que por sua vez entra de cabeça nos planos de Axi, sem nem questionar o porque daquilo tudo.


Juntos, eles começam a viajar pelos Estados Unidos. Para isso, eles roubam um carro (Robinson é a definição de rebelde sem causa) e começamos a presenciar a amizade deles e como eles lidam com tudo aquilo: a adolescência, a fuga, a liberdade e a realidade. Robinson é um amante da boa música, e tudo que faz tem relação com alguma canção que ele conhece, o que ajuda a narrativa a ficar divertida. Axi não sabe se conseguirá se declarar para Robinson algum dia. E ele também não imagina que vá conseguir fazer isso, porque tem medo de perder a amizade (ah, esse eterno dilema pelo qual todos passamos tentando descobrir se o ser amado sente a mesma coisa em relação a nós mesmos). Mas a história do livro vai muito mais além desse primeiro amor, da descoberta dele e das suas reações.



O livro é dividido em duas partes, e essas partes fazem os seus sentimentos pelo livro mudarem completamente assim que divididas. A primeira parte mostra uma leveza deliciosa, uma liberdade que todos nós desejamos ardentemente experimentar algum dia. Viajar sem destino, parar em uma praia no meio da noite, comer em paradas estranhas na beira da estrada, conhecer coisas típicas de cidades de interior. Na primeira parte também somos apresentados à química que só melhores amigos conseguem ter, de saberem o que o outro precisa sem perguntar, de irritar ao outro para passar o tempo, de fazer piadas sem graça sem medo de ser reprimido. E a tensão normal de ser gostar de alguém que se gosta demais, pelo menos mais do que se gostaria dos outros amigos. 


E aí chega a parte dois, e eu já te aviso, querido leitor: ela é arrebatadora. Ela vem apresentando verdades que você nem imaginaria serem possíveis, e tudo se desenrola numa velocidade que você - e seu coração e sua mente - provavelmente não estavam preparados para receber. E aí você começa a pesar os prós e contras de tudo aquilo, e a imaginar que a vida é injusta e linda ao mesmo tempo, e que você queria poder mudar aquele destino mesmo que ele tenha sido bonito - e doloroso, e cruel e real. E aí você acaba o livro e fica imaginando como não leu aquilo antes. E como você se sente feliz por tê-lo feito agora. Foi baseado em uma experiência real do James, e por isso eu acho que acabei ainda mais apaixonada. Umas das histórias mais fofas/lindas/incríveis que li, e que agora fica no topo da minha lista de preferidos. 



[Resenha] Azul da Cor do Mar, de Marina Carvalho



Depois que a princesinha do Brasil invadiu as estantes do país , Marina Carvalho decidiu que era hora de apresentar mais uma de suas criações, num cenário inteiramente verde-e-amarelo e com muita personalidade do nossa pátria amada! Vamos conhecer Azul da Cor do Mar, mais um lançamento da Novo Conceito!




Título: Azul da Cor do Mar
Autora: Marina Carvalho
Editora: Novo Conceito
334 páginas - 2014

     Rafaela é estudante de Jornalismo em BH e, sempre movida por sua curiosidade, levou-a direto para o jornalismo investigativo. Aluna exemplar e dona de um carisma natural, Rafa acabou ganhando a afeição de uma professora, o que lhe rendeu um estágio no conceituado jornal mineiro Folha de Minas.
      Mas não pense que nossa protagonista era movida pelo frenesi de sua vocação. Ela tinha uma bagagem que carregou durante muito tempo: na sua infância, passava tempos e tempos admirando um garoto na praia de Iriri, dono de uma mochila xadrez e um mistério com o qual ela sempre foi obcecada. Os anos se passaram, mas o menino da mochila povoava seus pensamentos, mesmo durante a faculdade.

"Mas o garoto estava se aproximando. Ele, seus olhos azuis e seus mistérios."Página 23

      Anos depois, adulta e independente, ela estava pronta para conhecer, de fato, o universo do jornalismo. Mas o que ela não esperava era que dois pares - sim, dois PARES - de olhos azuis surgiriam em sua vida. Primeiro, o sujeito do gabinete ao lado, o jovem Marcelo cheio de simpatia e com claras segundas intenções, embora Rafa não soubesse ao certo se seria uma boa ceder às paqueras do colega de trabalho. Por outro lado, tinha o Bernardo, seu tutor no estágio, um sujeito que, quando não estava fazendo da vida de Rafa um inferno, estava sendo curiosamente gentil. Essa relação de atrito entre os dois não promete menos do que uma centelha de um romance! Mas qual ela vai escolher, aí só lendo mesmo.
     O quê? Acha que acabou? E se eu te dissesse que ainda temos envolvimento de tráfico de drogas, uma difícil relação entre Rafa e sua grande amiga, além de uma dose de melancolia e muito acesso de raiva infantil por parte de nossa protagonista. Pois é, Rafaela consegue ser tão real quanto é possível ser, sem aquela perfeição inalcançável dos romances que normalmente vemos por aí! Azul da Cor do Mar é um livro com a promessa de que Marina Carvalho sabe, sim, obrigado, criar um romance capaz de encher de lágrimas e risos os corações das românticas incorrigíveis!



     Quando li Simplesmente Ana, primeiro livro da autora publicado pela Novo Conceito, percebi que ela tinha uma atributo pouco frequente em obras nacionais contemporâneas: a essência tirada de terras tupiniquins! Os diálogos não são afetados, as "forças de expressão" e os "ditos populares" infestam as páginas, tornando tudo tão brasileiro e - olha que legal! - tão mineiro, que é impossível não querer comer um queijinho com café enquanto acompanha as atribulações da Rafa. Escrito em primeira pessoa, Azul da Cor do Mar nos mostra a perspectiva de uma jovem universitária como qualquer outra, mas protagonista, não só da sua vida, como da vida de muitos. 
      Mesmo eu, um náufrago literário quando se trata de mergulhar em águas desconhecidas do chick-lit, não posso negar o carisma que a história nos revela. Cada personagem tem um traço que o torna verossímil e muito próximo da nossa realidade. E o cenário, então?! Eu, que morei em Minas Gerais quase a minha vida inteira, preciso dizer que a ambientação está impecável, quase dá pra ver minha linda Belo Horizonte ao fundo, permeando as páginas enquanto lemos.  
       A organização dos capítulos também foi muito bem feita, com traços ilustrativos minimalistas, mas muito expressivos, além de trechos do Manual de Redação da Folha de S. Paulo presentes no início de cada capítulo pra dar mais personalidade à história. Ao longo da leitura temos também algumas músicas nacionais, como Paula Fernandez, compondo a trilha sonora desse romance azul. Mais azul até do que os olhos do menino, aquele da mochila xadrez. Não conhece? Pois é, pra conhecer, vai ter que fazer como eu: entrar na cabeça da Rafa e descobrir o que ela guarda naquele coraçãozinho bravio e igualmente medroso, tão maduro quanto infantil. 


 
Base feita por Adália Sá | Editado por Luara Cardoso | Não retire os créditos