[Resenha] - A Última Nota, de Felipe Colbert e Lu Piras

     Romances sobrenaturais conseguem fascinar os leitores mundo a fora. Mas, às vezes, você encontra aquela história em que o evento sobrenatural está no amor que se forma a partir do nada. A Última Nota tem um pouco disso. Tem muito mais, na verdade.




Título: A Última Nota
Autores: Felipe Colbert e Lu Piras
Editora: Novo Século
260 páginas
2012

      Alicia Mastropoulos veio de uma família tradicionalmente grega, com os costumes enraizados até o tutano do osso. Violonista e apaixonada pela música, Alicia sempre se inspirou em seu falecido avô quando se tratava de tocar com o coração. Filha de um homem preso na inércia do casamento e de uma mãe que não se dava ao trabalho de compreender a perspectiva da garota, Alicia decidiu que seu lugar seguro era a casa de sua avó, Cecília.
      A família Mastropoulos era dona de um restaurante de iguarias gregas, e gastronomia típica não era a única tradição. Casar-se com um grego fazia parte do pacote, por isso o destino de Alicia já havia sido traçado por sua mãe, e o namorado Theo tinha raízes gregas suficientes para atender aos requisitos da mãe severa, embora o rapaz não tivesse o suficiente para prender o coração da menina por muito tempo.
     Mas a história não é um simples conflito de interesses entre mãe e filha. Um elemento misterioso é inserido. Em algum lugar na cidade, um jovem acorda sem conhecer nada de seu passado. Ele só consegue se lembrar de um nome, este, aliás, de alguém que ele nunca conheceu: Alicia Mastropoulos. Exato! Em meio a um turbilhão de problemas, Alicia precisará oferecer amparo ao jovem Sebastian. Não apenas isso, os eventos culminariam na composição perfeita, a nota que faltava ser tocada no coração da jovem sonhadora.

      Eu gostaria de ter feito essa resenha há muito tempo, mas eu posterguei demais, e não com motivos convincentes, por isso nada de dar desculpas. Ainda bem que nunca é tarde e, por isso, estou aqui para falar dessa obra tocante criada por duas mentes brilhantes e conhecidas na blogosfera: Lu Piras (autora de obras como Equinócio) e Felipe Colbert (autor de obras como Belleville)!
      Quando comecei a ler A Última Nota, fui sem pretensões, e ainda assim me surpreendi. Não só a ambientação é bem abrasileirada, como os diálogos chegam a ser bastante recorrentes no nosso dia-a-dia, não são aquelas frases de efeito que ouvimos em seriados americanos e que, para nós, acabam soando artificiais demais. Não mesmo! Talvez seja essa uma das coisas que mais me chamou a atenção.
      Embora eu não leia livros do gênero com frequência, posso dizer que foi um dos romances nacionais mais originais que li em muito tempo. Eu ainda não tinha me deparado com uma obra do gênero contendo esse elemento sobrenatural (podemos chamar assim? Não sei!) tão sutil! Não, acho que podemos chamar de conto de fadas contemporâneos, quando os destinos de duas pessoas já se mostram cruzados muito antes delas se conhecerem. O mais interessante é que, ao longo da leitura, a gente acaba percebendo que Alicia não foi a única que passou por essa "experiência" (mas claro que não vou dizer nada sobre isso, ou será um grande spoiler).
      A protagonista foi muito bem elaborada por um motivo simples: há momentos que você não vai gostar dela. Alicia consegue ser forte e frouxa alternadamente, e isso é o que mais nos faz envolver, pois queremos desesperadamente ver os problemas dela serem resolvidos, e isso não acontece até a última página... Ok, os problemas dela não se resolvem no final do livro. Na verdade A Última Nota termina de um jeito curioso, e que garante: vai haver continuação!

Que tal, agora, uma soundtrack que combina muito bem com essa obra?



     Enquanto essa continuação não vem, que tal você dar uma conferida em A Última Nota? =)

     Excelente leitura, pessoal! Fiquem na Paz!

      

[Resenha] A lista do Nunca - Koethi Zan



           O livro da vez é A Lista do Nunca, de Koethi Zan. Já começo a resenha avisando: é um livro sensacional! Pensa em um suspense enorme que te faz querer cada página do livro sem nenhuma interrupção. É isso que acontece enquanto você lê esse thriller absurdamente envolvente.

            O livro conta a história de Sarah e Jennifer, duas amigas que acabaram criando um hábito quando ainda eram bem novas: elas pensam em todas as maneiras existentes para evitar situações de perigo. Isso começou quando as duas meninas sofreram, juntas, um acidente trágico logo no início da adolescência. Como uma maneira de se prevenirem de outra experiência traumática, elas começam a escrever diversos tipos de situações: as formas mais comum de morte, a probabilidade de um acidente diferente acontecer (como, por exemplo, morrer porque um meteoro caiu do céu e as atingiram)… Só que, enquanto elas pesquisavam esses dados, elas se depararam com outras formas mais realistas e muito mais comuns do que elas imaginavam. Estupros, roubo, sequestros… Todas essas circunstâncias as fizeram procurar maneiras de evitar isso. Assim, elas acabam criando A Lista do Nunca: uma lista de regras a serem seguidas SEMPRE.

            Assim, as duas meninas crescem se cercando dessas formas de escape e de prevenção na tentativa de não serem vítimas novamente. Até mesmo quando fazem 18 anos e, juntas, vão para a faculdade, elas não abrem mão de seus hábitos: verificar as fechaduras duas vezes, carregar o spray de pimenta na bolsa, evitar lugares desertos. Assim, de alguma forma, em companhia uma da outra e com suas técnicas de segurança, elas acabam por se sentir mais seguras. Só que, um dia, quando decidem ir pra uma festa da faculdade, o menos provável acontece: Sarah e Jennifer são sequestradas. E a partir daí elas vão viver um inferno que parece não ter fim.


           A narrativa do livro é feita em primeira pessoa, e é na perspectiva de Sarah. O livro, na verdade, se passa dez anos depois de Sarah sair do cativeiro em que ficou por três anos. Ela agora é uma adulta, mas tem sua vida marcada pelos anos que passou trancafiada no porão de um louco. Ainda com suas manias, que agora ficam bem mais próximas de uma paranoia, Sarah se vê na pior das situações quando menos espera: seu sequestrador está prestes a ser liberto, uma vez que cumpriu dez anos com comportamento exemplar na prisão. O que ela menos quer é que o maníaco que a sequestro e torturou seja solto. Por isso, ela decide encontrar uma maneira de fazer com que ele pague pelo seu crime para sempre. Só que, para isso, ela vai precisar da ajuda de Tracy e Caroline, outras duas mulheres que foram sequestradas por Jack e viveram o mesmo inferno no porão. O problema é que nenhuma das duas quer se envolver nesse caso novamente. De uma maneira não convencional, as três acabam tendo uma certa segurança agora que estão fora de cativeiro, e suas duas “companheiras” dos dias sombrios no porão não querem arriscar isso. Vocês perceberam que Jennifer para de ser citada a partir do momento em que comecei a falar sobre o sequestro? Pois é, isso foi proposital. Ela acaba tendo um destino diferente das outras três mulheres… mas de maneira alguma melhor.

            As cenas construídas pela autora são muito bem pensadas. Zoethi Zan conseguiu criar uma história cheia de links internos, com perguntas que são feitas no início e só são respondidas ao longo da trama. Ela não deixa nenhuma pergunta sem resposta, e constrói uma trama extremamente bem estruturada. Além de saber escrever, a autora claramente sabe construir um enredo em que nada seja previsível. Os personagens são muito bem construídos. É com lembrar que o livro é narrado na perspectiva de Sarah, o que significa que o que ela pensava de um personagem nem sempre se confirma como real.

Além de todos esses elementos que já marcam a leitura como imperdível, tem mais um detalhe que eu não posso deixar de comentar, que é a capacidade da autora de transportar as emoções por meio da narrativa. Você consegue sentir o nojo, a dor, o desespero. As descrições são feitas de modo que você fique imersa na história até a raiz dos cabelos, e só possa largar o livro quando ele chegar ao fim. A autora fez um ótimo trabalho de pesquisas, porque as descrições são perfeitamente aceitáveis, nenhuma excedendo o limite imposto pela realidade da história, e as cenas de ação são todas muito bem articuladas. Por isso, o livro acaba sendo a pedida perfeita para quem gosta de ter um pouco de emoção e gosta de encontrar em uma história de ficção a realidade com a qual estamos cercados. Pedida perfeita também pra você que, por um acaso, nunca se aventurou nas páginas de um livro do estilo. A Lista do Nunca é impecável, uma das minhas melhores leituras do ano, e com certeza está no topo da minha lista de indicações.

[Lançamentos] - Arqueiro!

Alô, amigos Inspirados!

     Pois é, pra você que acha que pouco lançamento é bobagem, aqui estamos para divulgar mais alguns títulos que a Arqueiro estará disponibilizando pra galera no próximo mês!

Querida Sue, de Jessica Brockmole

Junho de 1940: É o início da Segunda Guerra Mundial e Margaret, filha de Elspeth, está apaixonada por um piloto da Força Aérea Real. A mãe a adverte sobre os perigos de se entregar ao amor em tempos de guerra, mas a jovem não entende por quê. Então, durante um bombardeio, uma parede de sua casa é destruída e, de dentro dela, surgem cartas amareladas pelo tempo. No dia seguinte, Elspeth parte, deixando para trás apenas uma carta datada de 1915. Com essa única pista em mãos, a jovem decide ir em busca da mãe e, nessa trajetória, também precisará descobrir o que aconteceu à família muitos anos antes.
Querida Sue é uma história envolvente contada em cartas. Com uma escrita sensível e cheia de detalhes de épocas que já se foram, Jessica Brockmole se revela uma nova e impressionante voz no mundo literário.


Mar de Rosas, de Nora Roberts

Criada em uma família tradicional e muito unida, Emma cresceu ouvindo a história de amor dos pais. Não é de espantar que tenha se tornado uma romântica inveterada, cultivando um sonho desde menina: dançar no jardim, sob a luz do luar, com seu verdadeiro amor.
Os pais de Jack se separaram quando ele era garoto, e isso lhe causou um trauma muito profundo. Ele se tornou um homem bonito e popular entre as mulheres, porém incapaz de assumir um compromisso.
Quando Emma e suas três amigas fundaram a Votos, foi Jack, o melhor amigo do irmão de Parker, quem cuidou de toda a reforma para transformar a propriedade no melhor espaço para casamentos do estado.
Os seis são praticamente uma família. E justamente por isso Emma e Jack nunca revelaram a atração que sentiam um pelo outro.
Mas há coisas que não podem ficar escondidas para sempre.
Mar de rosas é uma história ardente, sexy e divertida sobre as vantagens e os desafios que surgem quando uma grande amizade vira paixão.


Os Assassinos do Cartão-Postal,
de James Patterson

Uma viagem a Roma
Jacob Kanon, um detetive da divisão de homicídios do Departamento de Polícia de Nova York, está muito longe de casa. Em sua longa viagem, já conheceu as mais belas cidades da Europa. No entanto, não é a paisagem que o atrai. Para ele, cada café, catedral ou museu é uma pista dos assassinos de sua filha.
Um rastro de sangue
A filha de Jacob, Kimmy, é apenas uma peça de um doentio e intricado quebra-cabeças. Amsterdã, Copenhague, Madri, Paris... Em toda a Europa, jovens casais são encontrados mortos com a garganta cortada. Os assassinatos não parecem ter qualquer conexão, além de cartões-postais enviados para os jornais locais dias antes da descoberta de cada crime.

Mais pessoas correm perigo


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[Inspire-se] Há algo na diferença que ainda não foi notada

     O bom e velho clichê da beleza interior ataca novamente. Mas, dessa vez, preciso dizer uma coisa. A beleza está de fora também. De um jeito que você não enxerga se olhar rapidamente, de um jeito que você não nota se parar para pensar a respeito. A beleza está ali. Não, não tô me referindo aos traços do rosto, às curvas do corpo. Estou me referindo àquilo ali, bem ali. Tá vendo? Isso. A bondade. Não se trata de beleza interior. É só uma beleza ignorada.
     A bondade está em integrar as pessoas. A bondade está em ser solidário, em fazer o outro se sentir normal, não porque isso é importante, mas porque isso é uma amostra de que você se importa. Isso faz toda a diferença.


     Já tentou fazer alguém se sentir importante? Te prometo, você vai ficar lindão!

 
Base feita por Adália Sá | Editado por Luara Cardoso | Não retire os créditos