5 Motivos Para Você Emprestar Seus Livros

     Alô, você que não gosta de emprestar seus livros! Sim, isso é um direito seu, mas já pensou o que aconteceria se você "abrisse" mão desse direito? Vem ver =)

1- Não seja um Smeagol!
     Sim, o maior motivo de não emprestarem o tão amado livro é o quão isso pode ser desconfortável para o coraçãozinho do leitor "possessivo". Mas imagine, nem que seja por um minuto, como pode ser bom para você mesmo poder passar um livro para outras mãos. Pense no ato nobre de poder compartilhar uma história que, em outras circunstâncias, o pedinte não teria acesso. Você pratica a virtude da generosidade e, de quebra, ainda aprende o "desapego", uma habilidade crucial pra vida! Afinal, vejam só o que aconteceu com Smeagol? Ele cobiçou tanto o anel até não ter nada além de seu precioso. Eu preciso dizer qual foi o fim do pobre sujeito?



2- Ele(a) não pode comprar? Mas pode ler!
     Tá bom, talvez se você pensar menos em você e mais no próximo, que tal? rs
     Quem nunca lamentou não ter lido um livro, que atire a primeira pedra. Pois é, emprestar um livro dá a alguém a oportunidade de ler uma excelente história, apesar de nunca poder comprar o livro. Eu não me perdoaria se alguém deixasse de ler O Nome do Vento ou Neuromancer por causa do meu apego, não mesmo!


3- Vamos falar sobre isso pra sempre!
     Sim, pessoal! Quem nunca passou por aquela triste situação de ler um livro sensacional e, ao olhar pros lados, não achar ninguém para conversar a respeito? Pois é, aí está sua chance de contar a alguém (que vá entender do que você está falando!) sobre todas as teorias conspiratórias que você criou em cima daquela trama, ou desabafar sobre como foi terrível perder aquele personagem para o câncer. Enfim, cara, é assunto pra vida toda!


4- É saudável Para o Livro
     Você sabia que as páginas do seu livro, quando são pouco oxigenadas, ficam amareladas e com "cheiro de velho" com mais rapidez? Pois é, emprestando seus livros, ele vai sentir os benefícios de ser folheado. Claro, partículas de sujeira presentes nas mãos também podem diminuir a vida útil do seu livro, mas aquela poeira que inevitavelmente se acumula na sua estante, também! Então, se é pra seu livro envelhecer, que seja fazendo algo de útil!


5- Não seja uma mamãe coruja.
      Eu me lembro de quando eu era criança e  de como doía os inúmeros NÃO's dos meus pais em respostas à pergunta "Posso dormir na casa de fulano?". Pois é, mães corujas atrasaram nosso lado em alguns momentos, e por eu saber como isso pode ser nada legal, eu não quero ser um pai coruja para os meus livros. Se eles querem viver, que vivam! Eles têm o direito a um ou outro arranhão. E quem não quer uns amassos de vez em quando? Mundos não foram feitos para ficar pegando poeira, eles foram feitos para serem viajados, não é mesmo? Pois é, deixe que outra pessoa mergulhe de cabeça nessa jornada! 



     E, pra terminar, deixo a pergunta final: Se você fosse um livro, onde gostaria de estar? Eu, por exemplo, não iria querer ficar pegando poeira numa estante.
     Sabem, eu tinha nove anos quando li meu primeiro livro. Não era meu, na verdade. Foi um empréstimo... Depois disso, eu nunca mais parei! Se eu puder apresentar a alguém esse incrível prazer que encontrei na leitura, então posso me sentir mais realizado! Leiam livros, galera, leiam muito! Mas os deixem serem lidos!   



[Lançamentos] - Arqueiro e Novo Conceito cheias de novidades!

     Alô, amigos Inspirados! 

     Nossas parceiras literárias estão com tantos lançamentos geniais, que é impossível não abrir mão do suado salário/mesada/esmola para comprar algumas dessas belezinhas. Se você ainda precisa de motivos pra querer ler algum deles, aqui vai: Primeiro, a lombada vai ficar linda na sua estante, diz 'aê'? Segundo... Bem, precisa mesmo dizer? Novos personagens, novos mundos, novas aventuras, dramas, suspense... Sua chance de viver outras vidas sem sair da sua poltrona confortável! (A menos que você leia no ônibus lotado. Aí, meu amigo, fugir para um outro mundo é quase obrigatório!). Confiram! =)



A Mentira de Locke Lamora, de Scott Lynch

Camorr é uma cidade dividida entre a rica nobreza que vive em suntuosas chácaras e as gangues de ladrões que coalham as ruas. Para estabelecer a ordem, é ­firmado um acordo entre os dois maiores governadores, intitulado a Paz Secreta, para proibir que qualquer um da elite seja roubado. Só que os Nobres Vigaristas não gostam de seguir as regras. Liderados pelo Padre Correntes, seus integrantes são treinados para se in­filtrar entre os nobres e dar golpes desconcertantes, sem o conhecimento de seus superiores.Ao receber um novo órfão para cuidar, o sacerdote enxerga nele um potencial enorme para a vida no submundo. Com apenas 5 anos, Locke Lamora já conseguiu feitos que ladrões bem mais experientes ainda não alcançaram. Arduamente preparado para a carreira na pilantragem, ele se torna o líder da gangue e dá prosseguimento às elaboradas armações que ­fizeram sua fortuna, sempre se valendo do humor e da audácia.Porém uma série de mortes aterroriza os ladrões de Camorr. Elas são atribuídas ao sanguinário e ambicioso Rei Cinza, que visa derrubar o ma­fioso Capa Barsavi e eliminar qualquer um que tente impedir sua escalada de poder – especialmente uma gangue que já conseguiu ludibriar toda a cidade. De repente, o grupo de Locke se vê ameaçado por um rival que parece ser indestrutível e saber tudo sobre suas vidas. Mais do que nunca, Locke Lamora precisa pôr em ação suas mentiras para que nenhum deles morra.Com uma trama recheada de reviravoltas imprevisíveis, Scott Lynch constrói personagens incríveis e um cenário fascinante que mergulham o leitor em um mundo fantástico e inesquecível.


Jogos do Prazer, de Madeline Hunter

A bela Roselyn Longworth já aceitou seu destino. Depois que o irmão fraudou o banco em que era sócio e fugiu do país levando o dinheiro dos clientes, suas finanças ficaram arruinadas, assim como suas chances de conseguir um bom casamento.Por isso foi fácil acreditar nas falsas promessas de amor de um visconde. Mas a desilusão não demorou a chegar: quando Rose não se sujeitou a seus caprichos na cama, o nobre se vingou leiloando-a durante uma festa em sua mansão.Ela acredita que o destino lhe reserva um fim trágico. Ainda mais ao ser arrematada por Kyle Bradwell, um homem que venceu na vida pelo próprio esforço, mas não é bem-vindo nos círculos mais exclusivos.Mas a jovem é surpreendida pela atitude dele, que a trata com um respeito e uma gentileza que ela não recebia desde antes do escândalo envolvendo o irmão. Quando Rose finalmente descobre o que está por trás do comportamento de Kyle, é tarde demais: já foi fisgada pelo homem que conhece seus segredos mais íntimos.


Uma Carta de Amor, de Nicholas Sparks

Uma garrafa jogada no oceano pode passar centenas de anos viajando ao sabor das ondas sem nunca parar em terra firme. Porém, certa vez, o destino quis que uma em especial chegasse à costa algumas semanas depois de ter sido lançada ao mar.Theresa Osborne, uma colunista de um jornal de Boston divorciada e mãe de um menino de 12 anos, a encontra durante suas férias no litoral. Dentro do recipiente, há uma linda carta apaixonada.Para Garrett, o remetente, a mensagem é o único modo de expressar seu amor eterno pela mulher que perdeu. Para Theresa, descrente desse sentimento desde que o marido traiu sua confiança, o texto levanta questões que a intrigam.Movida pelo caráter misterioso da situação, ela empreende uma longa pesquisa e descobre não só a identidade completa de Garrett, mas também onde ele mora, e resolve ir atrás dele.Quando os dois se conhecem, imediatamente nascem um interesse e uma afinidade mútuos, que podem ser a chance de que ambos precisavam para se libertar do passado e reencontrar a felicidade.Uma carta de amor fala da dilacerante fragilidade das relações e, ao mesmo tempo, de seu imenso poder. É uma história sobre esperança, superação, desejo e as escolhas que mais importam na vida.

Uma garrafa jogada no oceano pode passar centenas de anos viajando ao sabor das ondas sem nunca parar em terra firme. Porém, certa vez, o destino quis que uma em especial chegasse à costa algumas semanas depois de ter sido lançada ao mar.
Theresa Osborne, uma colunista de um jornal de Boston divorciada e mãe de um menino de 12 anos, a encontra durante suas férias no litoral. Dentro do recipiente, há uma linda carta apaixonada.
Para Garrett, o remetente, a mensagem é o único modo de expressar seu amor eterno pela mulher que perdeu. Para Theresa, descrente desse sentimento desde que o marido traiu sua confiança, o texto levanta questões que a intrigam.
Movida pelo caráter misterioso da situação, ela empreende uma longa pesquisa e descobre não só a identidade completa de Garrett, mas também onde ele mora, e resolve ir atrás dele.
Quando os dois se conhecem, imediatamente nascem um interesse e uma afinidade mútuos, que podem ser a chance de que ambos precisavam para se libertar do passado e reencontrar a felicidade.
Uma carta de amor fala da dilacerante fragilidade das relações e, ao mesmo tempo, de seu imenso poder. É uma história sobre esperança, superação, desejo e as escolhas que mais importam na vida.
- See more at: http://www.editoraarqueiro.com.br/livros/ver/245#sthash.qCLtGYAg.dpuf
Uma garrafa jogada no oceano pode passar centenas de anos viajando ao sabor das ondas sem nunca parar em terra firme. Porém, certa vez, o destino quis que uma em especial chegasse à costa algumas semanas depois de ter sido lançada ao mar.
Theresa Osborne, uma colunista de um jornal de Boston divorciada e mãe de um menino de 12 anos, a encontra durante suas férias no litoral. Dentro do recipiente, há uma linda carta apaixonada.
Para Garrett, o remetente, a mensagem é o único modo de expressar seu amor eterno pela mulher que perdeu. Para Theresa, descrente desse sentimento desde que o marido traiu sua confiança, o texto levanta questões que a intrigam.
Movida pelo caráter misterioso da situação, ela empreende uma longa pesquisa e descobre não só a identidade completa de Garrett, mas também onde ele mora, e resolve ir atrás dele.
Quando os dois se conhecem, imediatamente nascem um interesse e uma afinidade mútuos, que podem ser a chance de que ambos precisavam para se libertar do passado e reencontrar a felicidade.
Uma carta de amor fala da dilacerante fragilidade das relações e, ao mesmo tempo, de seu imenso poder. É uma história sobre esperança, superação, desejo e as escolhas que mais importam na vida.
- See more at: http://www.editoraarqueiro.com.br/livros/ver/245#sthash.qCLtGYAg.dpuf

Quando Tudo Volta, de John Corey Whaley

Uma morte por overdose. Um fanático estudioso da Bíblia. Um pássaro lendário. Pesadelos com zumbis. Coisas tão diferentes podem habitar a vida de uma única pessoa?
Cullen Witter leva uma vida sem graça. Trabalha em uma lanchonete, tenta compreender as garotas e não é lá muito sociável. Seu irmão, Gabriel, de 15 anos, costuma ser o centro
das atenções por onde passa. Mas Cullen não tem ciúmes dele. Na verdade, ele é o seu maior admirador.
O desaparecimento (ou fuga?) de Gabriel fi ca em segundo plano diante da nova mania da cidade: o pica-pau Lázaro, que todos pensavam estar extinto e que resolveu, aparentemente, ressuscitar por aquelas bandas.
Em meio a uma cidade eufórica por causa de um pássaro que talvez nem exista de verdade, Cullen sofre com a falta do irmão e deseja, mais que tudo, que os seus sonhos se tornem realidade. E bem rápido.    


Diga Aos Lobos Que Estou em Casa, de Carol Rifka Brunt

1987. Só existe uma pessoa no mundo inteiro que compreende June Elbus, de 14 anos. Essa pessoa é o seu tio, o renomado pintor Finn Weiss. Tímida na escola, vivendo uma relação distante com a irmã mais velha, June só se sente “;ela mesma”; na companhia de Finn; ele é seu padrinho, seu confi dente e seu melhor amigo.
Quando o tio morre precocemente de uma doença sobre a qual a mãe de June prefere não falar, o mundo da garota desaba. Porém, a morte de Finn traz uma surpresa para a vida de June – alguém que a ajudará a curar a sua dor e a reavaliar o que ela pensa saber sobre Finn, sobre sua família e sobre si mesma.
No funeral, June observa um homem desconhecido que não tem coragem de se juntar aos familiares de Finn. Dias depois, ela recebe um pacote pelo correio. Dentro dele há um lindo bule que pertenceu a seu tio e um bilhete de Toby, o homem que apareceu no funeral, pedindo uma oportunidade para encontrá-la.
À medida que os dois se aproximam, June descobre que não é a única que tem saudades de Finn. Se ela conseguir confi ar realmente no inesperado novo amigo, ele poderá se tornar a pessoa mais importante do mundo para June.
DIGA AOS LOBOS QUE ESTOU EM CASA é uma história sensível que fala de amadurecimento, perda do amor e reencontro, um retrato inesquecível sobre a maneira como a compaixão pode nos reconstruir.    


Fênix - A Ilha, de John Dixon

EM TELEFONE. SEM SMS. SEM E-MAIL. SEM TV . SEM INTERNET . SEM SAÍDA. BEM-VINDO A FÊNIX: A ILHA
Na teoria, ela é um campo de treinamento para adolescentes problemáticos. Porém, os segredos da ilha e sua floresta são tão vastos quanto mortais.
Carl Freeman sempre defendeu os excluídos e sempre enfrentou, com boa vontade, os valentões. Mas o que acontece quando você é o excluído e o poder está com aqueles que são perversos?    



     Para mais novidades, acessem os sites das editoras:
     -Arqueiro, clique AQUI
     -Novo Conceito, clique AQUI

     Todas as informações foram obtidas nos respectivos sites

Excelente leitura a todos, fiquem na Paz! =)

[Resenha] - Mago, livro II - Mestre, de Rayomnd E. Feist

     Antes de começar a ler o segundo livro da saga Mago, pensei que não pudesse gostar dela mais do que já gostava. Quando li o volume 2, Mestre, descobri que eu estava errado. E, bem, vocês sabem como é incrivelmente difícil escrever sobre algo que se gosta muito. Aqui vai minha tentativa.




Título: Mestre - Livro 2
Autor: Raymond E. Feist
Editora: Arqueiro
428 páginas - 2014

     Mestre é o livro dois da saga Mago, e dá continuidade às aventuras de Pug e seu povo contra os invasores tsurani (leia resenha do livro 1, O Aprendiz, clicando AQUI). Preciso tomar bastante cuidado aqui, pois quero manter uma medida aceitável de spoilers, mas podem ficar sossegados, não será nada revelador, apenas o suficiente para compreender essa incrível obra de Raymond E. Feist.
     Escrito em terceira pessoa, Mestre narra o que aconteceu com o grupo de bravos soldados do Reino de Crydee depois que deixaram sua terra para o embate contra o povo tsurani - um povo de outro mundo que invadiu Midkemia para obter benefícios da nova realidade. Nesse momento, Pug não tinha desenvolvido muito bem seus poderes como aprendiz do mago Kulgan, e ser capturado e escravizado pelos tsurani não ajudou em nada o jovem aprendiz. 
     É importante saber que há um período de 3 anos entre o primeiro e segundo livro, por isso as personagens - em especial, Pug - apresentam uma maturidade que não estávamos acostumados no primeiro livro. O aprendiz de mago, por exemplo, agia como alguém muito mais velho, afinal, ser escravo de um povo acabou forçando-o a crescer. Ele não estava sozinho. Havia criado uma amizade bastante promissora com Laurie, o músico que acabara sendo escravizado também. Ao longo do tempo, no entando, os Mantos Negros (assim chamados os que praticavam magia no mundo tsurani) descobriram o potencial de Pug e, nesse momento em diante, Pug aprenderia muito mais sobre sua magia, mais do que aprendera com Kulgan.
       Tomas, o amigo de infância de Pug, já não era mais o mesmo. Depois de usar a armadura com poderes obscuros - presente dado ao dragão ancião - o rapaz passou a agir de forma estranha. Ao lado do amigo anão Dolgan, ambos viviam ao lado dos elfos para combater a linha de frente dos tsurani. Toda Midkemia parecia mobilizada ante os ataques desse povo desconhecido. Bem, quase toda. 
      O príncipe de Crydee, Arutha, acompanhado de Amos, o capitão do navio, e Martin do Arco, seu caçador e amigo - além de uma pequena tripulação - atracaram Em Krondor em busca de apoio militar, mas descobriram que o reino krondoriano estava tomado por Guy Bas-Tyra, um "inimigo" de Crydee. Além de precisarem lidar com a invasão tsurani, Arutha precisaria enfrentar mais um adversário nessa empreitada.

      Mestre foi uma das melhores leituras que tive esse ano (ok, não foram muitas, mas ainda assim vale a pena dizer rs). Primeiro temos a narrativa de Raymond E. Feist, que é sensacional, embora não tenha uma fluidez fácil, é densa e ajuda muito na imersão. 
       As personagens são todas muito bem trabalhadas, desde a personalidade até a customização de roupas e caracterização física. Feist sabe muito bem como elaborar todos esses detalhes sem parecer maçante (não é a toa que os livros são finos, não passando de 450 páginas). 
      A ambientação é incrível, a narrativa nos faz compreender se tratar de um mundo correspondente ao medieval, porém com elfos, anões e outras criaturas mágicas inventadas pelo próprio autor. A maneira como ele constrói as cidades, as estradas, a descrição das viagens marinhas, tudo isso é bem elaborado sem gastar o tempo necessário para que o autor se interesse pela aventura. Feist tem a sua medida que funciona em quase todo o tempo.
      A trama é muito bem desenvolvida, o desenrolar da história, os mistérios que vão se resolvendo, a maneira como Pug aprende a lidar com sua magia, a aparição de Macros, o Negro (esse aí é badass!), além de outros elementos que são inseridos e retirados no momento certo, tudo isso colabora pra uma leitura sensacional! Vale muito a pena ler Mestre, uma história que segue a pegada de Tolkien e Martin, porém sem deixar de mostrar sua própria originalidade, que, aliás, é tão bem-vinda quanto qualquer outra obra fantástica que eu já tenha lido! 

     Espero que tenham gostado! Excelente leitura, fiquem na Paz! 

[Resenha] Dançando Sobre Cacos de Vidro - Ka Hancock

Quando pedi esse livro, sabia que era um  drama. Mas só sabia isso. Uma amiga minha comentou sobre o quanto esse livro era lindo e, pelos comentários dela, eu senti que precisava ler. Assim, nem mesmo li a sinopse antes de pedi-lo para nossa parceira Arqueiro. E quando ele finalmente chegou pude finalmente querer saber a história e ler a sinopse. A primeira coisa que pensei foi: vou desidratar de tanto chorar com essa premissa. A segunda foi: se essa autora souber escrever, esse vai ser um dos livros que vão marcar a minha vida. E, para minha alegria, ele realmente foi um dos livros mais marcantes e bonitos que tive o prazer de ler.



Título: Dançando Sobre Cacos de VidroAutora: Ka HancockEditora: Arqueiro

Dançando Sobre Cacos de Vidro conta a história de Lucy e Mickey. Seria uma história de amor bonita, e um tanto quanto incrível, considerando o amor e a dedicação que eles tem um pelo outro. Mas essa relação atinge um nível muito mais profundo quando descobrimos o contexto em que eles dois se conhecem e como eles decidem ficar juntos. Acontece que Mickey tem transtorno bipolar e Lucy tem um vasto histórico de câncer de mama em sua familia. Uma receita para o desastre, não fosse o fato deles dois se amarem tanto que decidiram aceitar e se adaptar a suas realidades para conseguirem ficar juntos. Pode não ter sido sempre fácil, mas tem valido a pena.
E fazem onze anos que, contra tudo que as pessoas podiam acreditar, Mickey e Lucy estão casados e felizes. Eles fizeram promessas um para o outro na tentativa de manterem sua relação, e tem cumprido todas essas promessas desde então. E, com um bom equilibrio e amor incondicional, os dois conseguiram superar seus medos e seus problemas em prol de sua relação.
Os dois concordam em muitas coisas, e por isso foram construindo, no dia a dia, um tipo de manual onde colocavam as coisas que nunca deveriam fazer. Mickey nunca deveria trair Lucy, Lucy nunca deveria culpar Mickey por sua doença... Pequenas coisas que os ajudavam a manter sua relação em um terreno relativamente firme. Quando Lucy teve câncer alguns abos antes, os dois concordaram que não deveriam ter filhos: além do fato de seus genes serem ruins por si mesmos, quem diria unindo o dos dois, ainda existia a chance de Lucy morrer e de Mickey não se sentir seguro de criar a criança. E eles levaram essa regra ao pé da letra até descobrirem que Lucy estava grávida.
Passado o desespero e a insegurança iniciais, os dois começam a imaginar que, juntos, podem superar tudo. Mickey tem certeza de que sua vida só era boa porque tinha Lucy, portanto, enquanto estiver com ela, sua vida nunca será difícil. Ela é seu ar, sua sanidade e seu motivo para se manter vivo, mesmo quando seus demônios dizem o contrario. Lucy sabe que nunca amaria alguém mas do que ama Mickey. Ela não poderia imaginar uma vida melhor, mesmo que as pessoas não entendam como ela suporta seu marido maravilhoso mas instável.
Aquela era a vida deles, afinal de contas. Juntos, decidiram levar a gravidez a frente e, aos poucos, foram descobrindo como o coração poderia ter mais espaço para alguém tão essencial. E tudo parece maravilhoso até que uma notícia devastadora os deixa sem opções favoraveis em nenhum ângulo que se poderia analisar.
Ka Hancock atingiu um nível de sensibilidade na escrita muito alto, sabendo conduzir sua história muito bem. Considerando que a premissa da história tem drama o bastante para sair dos trilhos e virar um dramalhão mexicano de mal gosto, podemos dizer que a autora soube muito bem dosar o drama e a tristeza com momentos felizes, criando assim uma história perfeitamente possível e real repleta de carinho e cumplicidade.
A forma que a autora descreve os sentimentos dos personagens é sensacional. O leitor consegue entender os sentimentos, pensamentos e ideias de cada um, mesmo que a história seja narrada por um personagem específico. Por alternar os dias atuais com lembranças do passado de Mickey e Lucy, o livro acaba sendo um grande oceano onde o leitor esbarra com a paz, com tempestades e com a calmaria que as procedem.
O fim da história é daqueles que te fazem querer ser sócia de uma fábrica de lenços. Você vai chorar, mas vai entender cada milimetro dos motivos que levaram o final a ser como é. Pode doer, mas saber que aquele foi o melhor final para todos, dadas as circunstancias, faz com que as cicatrizes sejam menores e a dor passe mais rápido.
É uma linda história de amor e superação, de conpanheirismo e de cumplicidade. De como a vida prega peças mas permite pequenos milagres todos os dias. E, principalmente, sobre como amar vale a pena, independente do cenário que o cerca.
 
Base feita por Adália Sá | Editado por Luara Cardoso | Não retire os créditos