[Resenha] A Conspiração, de Clive Cussler

    Quando alguém te disser que Clive Cussler é bom no que faz, não duvide, o cara escreve muito. Imagina, agora, quando ele decide escrever tendo como co-autor o filhão Dirk Cussler. A Conspiração foi o resultado dessa parceria, e que senhora obra de respeito!




Título: A Conspiração
Autores: Clive Cussler e Dirk Cussler
Editora: Novo Conceito
527 páginas / 2013

    Dirk Pitt é diretor da NUMA - Agência Nacional Marítima e Subaquática, a exploração de embarcações naufragadas são sua profissão e hobby. Ao lado de seu amigo Giordino, eles encontraram uma embarcação do período otomano contendo uma coroa e algumas moedas do mesmo período. O que eles não esperavam era que aqueles artefatos eram mais importantes do que eles imaginavam.
     Sem nem se darem conta, Dirk e sua esposa acabam se enfiando numa caçada por segredos do milênio passado há muito esquecido. Celiz e Maria Ozden orquestraram todo um esquema em busca de artefatos e informações que os levassem ao que, segundo eles, pertenciam a eles, já que diziam ser herdeiros do já extinto império otomano. Em meio a perseguições e sequestros, roubos e fugas bem articuladas, Dirk Pitt se afunda cada vez mais nessa história e, sem saber, seus filhos também se metem na história, porém pelas portas dos fundos da trama. O que é bem legal, diga-se de passagem.
     Enquanto Dirk Pitt Jr. trabalhava ao lado de Sophie Elkin - da Autoridade das Antiguidades de Israel - durante explorações, eles acabaram descobrindo caixotes contendo diversos papiros antigos. Enquanto isso, Summer, a filha de Pitt e oceanógrafa, acabou se envolvendo num perigoso esquema ao lado de sua amiga Julie Goodyear, esquema esse envolvendo o famoso naufrágio do navio Hampshire em 1916. Elas descobriram que, diferente do que a História narrava, Hampshire afundou devido a uma implosão, e não por navegar por águas repletas de minas. 
     Todas essas descobertas convergiram e uniram a família Pitt para solucionar o caso que abalaria a fé dos religiosos do Vaticano.

     Ler A Conspiração definitivamente me fez lembrar como Clive Cussler chegou até minha lista de autores favoritos. Mesmo que o sujeito use e abuse de termos técnicos navais - o que me faz recorrer ao Dr. Google vez ou outra - é impossível não sentir o mínimo de atração pela trama tão bem costurada por Cussler. Os personagens não apenas são muito bem construídos, como também os cenários repletos de detalhes que dão vida a imaginação do leitor.
     Ao longo da narrativa, fica evidente como o autor se preocupa em pesquisar e ser fiel a detalhes da História, se dando ao luxo, claro, de plantar sua criação na medida certa. A leitura tende a ser maçante em alguns momentos, vou dizer que não é sempre que a história flui espontaneamente, mas vale insistir, especialmente quando chegamos às cenas de ação. Acreditem, ele sabe o que faz quando é preciso coloca um pouco de adrenalina na veia do leitor.

     Recomento A Conspiração para todos os leitores que curtem histórias de ficção envolvendo muita ação, mistério, conspirações e segredos milenares. Obrigado, Novo Conceito, por esse presente em minha estante!

     Boa leitura, fiquem na Paz!

[Lançamento] Uma Carta de Amor, de Nicholas Sparks


Alô, amigos Inspirados!

     Para os fãs de carteirinha do mundialmente famoso Nicholas Sparks, anotem aí: dentro de exato um mês o lançamento de seu mais novo livro vai rolar aqui no Brasil, e leva o selo da nossa parceiríssima Editora Arqueiro!


     Para apreciar uma degustação do livro mais esperado, acesse >AQUI< e leia um trecho de Uma Carta de Amor!

Tenham uma ótima leitura! Fiquem na Paz!

[Resenha] De Coração Para Coração, de Lurlene McDaniel

Essa é a história de duas amigas, Kassey e Elowyn. As duas são inseparáveis desde que se conheceram, e se consideram irmãs de tão apegadas uma a outra. Quando Elowyn faz dezesseis anos e tira sua carteira de motorista, ela marca a opção de doadora de orgãos sem que ninguém soubesse. Só que aqueles que a amam só descobrem isso quando a coisa mais trágica está a acontecer: a menina sofre um acidente de carro e seu desejo de ser doadora de orgãos está prestes a ser atendido.
Também conhecemos Arabeth, uma adolescente de 16 anos que, por causa de seu coração doente, nunca pode ter uma vida normal. Sem amigos, tudo que a menina mais deseja é um novo coração para que possa, finalmente, conhecer a vida que todos conhecem. Tendo uma vida superprotegida até então, a menina mal pode esperar para correr, e não se preocupar em se cansar ou em ficar muito emocionada. Quando em um dia ela recebe a ligação que tanto esperava, dizendo que vai conseguir um novo coração, a menina mal pode acreditrar. É nesse ponto que a vida de Kassey, Elowyn e Arabeth se cruzam de uma maneira que nenhuma delas esperava.

A história do livro é dividida em três partes: na primeira, tudo é narrado por Kassey. Na segunda e na terceira, os capítulos são narrados hora por Kassey, hora por Arabeth. Aqui vemos duas amigas de coração que nao imaginavam que uma fatalidade pudesse acontecer tão cedo em suas vidas. Vemos uma adolescente cujo maior sonho é poder viver uma vida normal e ter amigos. Vemos pais, que sofrem pela perda da filha e pais que estão felizes por ver a filha renascer. 
A narrativa é muito delicada, e ainda assim, a emoção que as palavras de Lurlene nos passa é inegável. Aqui, ela construiu uma história sobre o amor, o perdão, a aceitação e a perda. Emoções difíceis de se lidar quando separadas, muito mais difíceis quando tem de ser enfrentadas todas juntas. É uma grande lição sobre como a nossa vida realmente pode ser curta, e que mostra que a meçhor opção é viver como se fosse seu último dia, para que não existam arrependimentos. Um livro muito bonito, sobre a caeitação das circunstâncias intrínsecas a se viver. Como é pequeno, a leitura não fica pesada e em pouco tempo você tem mais uma história maravilhosa para se ler em um dia. Leitura super recomendada.


[Resenha] - A Corte do Ar, de Stephen Hunt


Molly Templar e Oliver Brooks, dois adolescentes órfãos que possuem um segredo escondido até deles mesmos, não se conhecem, e muito menos imaginam que Dama das Luzes está movendo seus pauzinhos para mudar essa realidade. Há segredos antes e depois de Brumaencantada, tantos que nem mesmo a Corte do Ar poderia monitorá-los.  



Título: A Corte do Ar
Autor: Stephen Hunt
Editora: Saída de Emergência Brasil
540 páginas / 2014

     Molly Templar foi deixada num templo quando ainda era bebê, e passou todo o seu crescimento no Internato Portas do Sol. Sem conseguir se fixar num emprego (uma vez que o diretor do Internato indica um emprego para os órfãos enquanto estiverem sob a tutela do instituto), ela aguarda o dia em que atingisse a maioridade e seu direito de voto, quando finalmente poderia se ver livre daquele lugar. Açomédio, o lugar onde cresceu, sempre foi seu lar, mas se mostraria hostil muito em breve.
    Enquanto isso o jovem Oliver Brooks, sobrinho de um comerciante conhecido em Cem Cadeados, passava seus dias sob a sombra de um medo que existia nas redondezas. O garoto, quando criança, foi o único sobrevivente dos efeitos da desconhecida magia de Brumencantada, depois disso o povo passou a repudiá-lo como se fosse um criminoso. Mal sabia o órfão que seu tio - e seu pai! - eram parte de um esquema tão grande que precisou ser colocado acima das nuvens.







     Muitos elementos são criados pelo autor ao longo da trama. Há os homens-vapores, máquinas dotadas de alma que possuem princípios próprios; cantores do mundo, homens que controlam a magia existente na natureza (não são encantados, veja bem!); e, claro, a tão temida Brumencantada.
    Brumencantada pode ser imaginada como, o que seria hoje, um lugar afetado por radiação. Seria uma espécie de Chernobyl do século XV, com a diferença de que, ao invés de uma radiação, temos uma energia mágica que afeta as pessoas, e as transforma em encantados, isso quando estas não morrem. Essa sacada foi genial!
     A história gira em torno de Molly e Oliver. Enquanto a garota é perseguida em Açomédio por um assassino interessado no sangue da jovem, Oliver tenta fugir das autoridades, que acreditam ter sido ele o responsável por uma chacina em sua cidade. Ao lado de Harry, um visitante misterioso, o rapaz acaba obtendo respostas que envolve, também, seu falecido pai.
    Num universo steampunk cheio de homens-vapor, cantores do mundo e humanos encantados pela força obscura de Brumencantada, A Corte do Ar existe sob as nuvens, monitorando as nações em busca de manter um equilíbrio, este cada vez mais frágil. Nessa aventura cheia de personagens cativantes, a tecnologia anacrônica, as superstições, os misticismos e os elementos mágicos se misturam de um jeito único, tão bem feito que é impossível separá-los. Máquinas desempenham funções de grandes oráculos, homens subvertendo o governo, caçadas assassinas em busca de um segredo contido no sangue de indivíduos como Molly Templar.


    O que Stephen Hunt criou aqui foi muito mais do que uma ficção steampunk. Ler A Corte do Ar é como aprender a falar outra vez. A princípio são tantas informações e tantas denominações desconhecidas, que o leitor até se perde. Mas basta continuar a ler e aí, como uma conexão entre dois homens-vapor, a o livro compartilha com a gente todos os seus segredos. É sensacional! Toda a ambientação no gênero é impecável, com nomes bastante sugestivos, como Tristesperança, a cidade subterrânea onde uma política revolucionária começa a nascer. O steampunk está presente a todo instante, desde as vestimentas até o armamento da Guarda Especial e os aerostatos (dirigíveis). Ao longo da leitura dá pra sacar algumas pegadas de Julio Verne, especialmente durante a jornada de Molly até Tristesperança, o que me fez lembrar bastante de Viagem ao Centro da Terra. Enfim, um prato cheio de ficção da melhor qualidade!
    Com uma narrativa rica, Stephen Hunt consegue nos ler num frenesi incontrolável, e você precisa se lembrar constantemente de respirar, porque é exatamente esse o efeito do livro.Talvez Hunt seja um encantado, e passou um pouco da energia de Brumencantada para sua escrita, que não tarda a povoar nossas mentes como num filme. Se duvidam, leiam! 

    Claro que não dá pra deixar de perceber na arte da capa e na diagramação. O que a editora Saída de Emergência fez aqui foi uma arte. Sabe, tô achando que tá cheio de humanos encantados por aí, e eles resolveram escrever e criar capas de best sellers. Alguém tem outra explicação pra tanto talento em um só livro? 



    É isso aí, pessoal! Espero que curtam a leitura! Eu recomendo A Corte do Ar, um dos meus preferidos de 2014, o ano mal começou mas tô achando difícil achar um que supere! 
    Fiquem na Paz! =)

 
Base feita por Adália Sá | Editado por Luara Cardoso | Não retire os créditos