[Resenha] O Presente - Cecilia Ahern


Em O Presente, somos apresentados à Lou Suffern, um cara que tenta se dividir em dois para poder o máximo de coisas possíveis, mas que nunca consegue fazer isso satisfatoriamente. Entre seu tempo com a família e seu tempo no trabalho, a família sempre sai prejudicada. Ambicioso, Lou tenta ser o melhor no trabalho, mas não se dá ao mesmo trabalho quando se trata de sua esposa e filhos. Um cargo muito importante na empresa em que trabalho fica vago, e Lou corre contra o tempo para mostrar ser a melhor opção para ocupar aquele espaço tão desejado. 


Sua vida muda quando conhece Gabe, um sem-teto muito observador que passa seus dias na porta do prédio em que Lou trabalha. Em um ímpeto de bondade não muito comum à Lou, ele decide empregar o morador de rua . Só que Gabe parece saber muito mais que um simples sem teto, e Lou começa a se sentir ameaçado pela presença de Gabe, que parece estar em todo lugar todo o tempo.


Durante a narrativa, descobrimos que o nome do livro faz jus à história. Tudo acaba sendo um presente: Gabe é um presente na vida de Lou e o livro acaba sendo um presente de Cecilia para os leitores. Tudo é uma grande reflexão sobre o cotidiano das pessoas, a falta de atenção às coisas que importam de verdade e como as pessoas tendem a esquecer os aspectos pessoais de suas vidas na procura infinita pela felicidade. Parece um paradoxo, mas é buscando essa felicidade prometida no fim do arco-íris de uma carreira bem sucedida, um diploma universitário ou uma casa e carro na garagem que muita gente acaba se tornando cada vez mais infeliz, por não saber onde procurar pela felicidade. E é exatamente nesse conflito que Lou se encontra, e é por isso que Gabe acaba entrando em sua vida.


É importante dizer que o livro nos é apresentado como uma parábola, e que a história é contada por personagens que, a princípio, nada tem a ver com a história de Lou. Portanto, prepare-se para a ansiedade inevitável de querer saber mais sobre a história de Lou e de entender qual a relação do narrador com a história dele. Eu queria falar e falar sobre como o livro é bonito, e como as cenas nos passam mensagens importantes, mas isso seria uma forma absurda de contar spoilers, portanto, vocês precisam ler. É um livro sensacional, que me fez ficar apaixonada por Cecília Ahern e me fez pensar bem nas minhas escolhas atuais. Definitivamente um livro que vale a pena ler, e um ótimo presente de natal pra mim.



P.S.: Era pra essa resenha sair antes do natal, já que a história é natalina e as fotos também, mas é bom que assim a gente estende a felicidade dessa época pro início de 2014 :)

[Resenha] - Seis Coisas Impossíveis, de Fiona Wood

     Alô amigos Inspirados!

     Imagine você que, depois de sair das profundezas do mundo fantástico, precisei ancorar em um universo mais realista. E eu não poderia ter escolhido lugar melhor. "Seis Coisas Impossíveis" foi, pra mim, uma das melhores experiências do gênero esse ano. Bora lá?



Título: Seis Coisas Impossíveis

Autor: Fiona Wood
Editora: Novo Conceito
271 páginas - 2013


     Dan Cereill (pronuncia-se Surreal, mas as pessoas insistem em chamá-lo de Cereal) era o tipo de garoto de 15 anos que, sem fazer muita força, conseguia passar uma impressão errada a seu respeito. Isso quando não estava ocupado demais passando despercebido. E quando o pai anunciou falência, separação e homossexualidade, a vida de Dan deu uma guinada. Só que pra baixo. 
     Mãe e filho se mudaram para a casa de uma tia que deixara de herança. O problema era que esse novo lar era uma casa tombada pelo Patrimônio Histórico, então conviver com as paredes carcomidas e o cheiro de xixi de cachorro seria uma boa maneira de começar a se acostumar à nova vida. E, depois de mudar de escola (porque mudança pouca é bobagem!), ele decide criar uma lista de coisas impossíveis:


1. Beijar a garota;
2. Arrumar um emprego;
3. Dar uma animada na mãe;
4. Tentar não ser um nerd completo;
5. Falar com o pai quando ele ligar;
6. Descobrir como ser bom e não sair abandonando os outros por aí. 


Apaixonado pela vizinha Estelle, amigo de seu mais novo parceiro Howard - o cão que veio de "brinde" com a casa - e engajado na ideia de ajudar a mãe no novo ramo de bolos de casamento, Dan vai descobrir ser um incompetente em todos esses quesitos. Mas isso não vai ser um problema para aprender com os erros e descobrir como consertá-los no fim das contas. 


     Quando a Novo Conceito mandou esse livro, eu já sabia que seria uma boa leitura pra passar o tempo. Mas imagine minha surpresa quando me deparei com uma história de profundidade aqui!
     Primeiro, não podemos deixar de lembrar que a história é escrita em primeira pessoa, sob a ótica de um garoto de quinze anos que perdeu tudo e precisou aprender a economizar até os centavos. É importante ter isso em mente porque muitas atitudes que podemos julgar como estúpidas são, nada mais, nada menos, que o reflexo da adolescência turbulenta. Fiona Wood conseguiu me convencer com sua narrativa fácil, sem firulas (coisa que os YA's estão transbordando por aí), mas com uma sinceridade surpreendente, quase como se Dan Cereill fosse real, inclusive suas dores. 

     Segundo, é importante ter em mente que algumas questões inacabadas continuam inacabadas quando se termina o livro. E, sinceramente, achei isso sensacional. A ideia do final feliz foi remodelada pela escrita de Fiona Wood, com um final que não soluciona todas as questões e aflições do garoto, e talvez seja esse o principal motivo de dar tanta sinceridade à história.
     As personagens principais foram muito bem construídas, e o mais legal é que nós podemos conhecê-los por suas "bagagens", todos os fantasmas do passado. Tenho um apreço especial por Howard, o cachorro de Dan. A imaginação do garoto dá um tom completamente diferente ao amigo de quatro patas, e essa relação é o tipo de coisa que esperamos em um livro com clichês bem trabalhados.

     Seis Coisas Impossíveis está, na minha humildíssima opinião, no mesmo patamar que YA's como A Culpa é das Estrelas. A carga emocional é parecida, ainda que os motivos sejam completamente diferentes. Uma obra que vale a pena ser lida, a atmosfera é muito bem criada e, a melhor parte, o livro é mais do que uma leitura para distração. 

     Tenham uma ótima leitura! Fiquem na Paz! =)
     

[Lançamentos] Editora Sextante

Alô amigos Inspirados!

Pois é, fim de ano é correria, e eu quase deixo passar a chance de mostrar a vocês as novas publicações que levam o selo da Sextante! Os títulos são incríveis, com lições de vida, introspecção para nos auto-avaliarmos, tudo isso entre as páginas dos lançamentos Sextante! =)



AS VANTAGENS DE SER OTIMISTA, de Allan Percy

Quando enfrentamos um problema, o otimismo nos ajuda a manter a serenidade e a perspectiva. Por pior que seja a situação, temos a certeza de que sairemos dela fortalecidos.
Ser otimista não nos faz ter uma vida perfeita, mas nos permite evitar a amargura e a negatividade que costumam envenenar nosso coração nos momentos de crise.
O objetivo deste livro é mostrar como podemos estimular os pensamentos positivos e encarar a vida com mais leveza e tranquilidade. Para isso, Allan Percy nos oferece um “kit de sobrevivência” que contém os seguintes itens:
• Doze estratégias rápidas para lubrificar as engrenagens da positividade.
• Ensinamentos e aforismos de grandes pensadores para nos ajudar a ver o lado bom da vida.
• Uma mudança de perspectiva para transformar os pensamentos negativos em positivos.
• Doze histórias inspiradoras de pessoas que conquistaram seus objetivos, mesmo quando tudo parecia indicar que iriam fracassar.
• Uma breve visão científica de três amigos do otimismo: a cozinha energética, as endorfinas e o hipérico (ou erva-de-são-joão).

Essas ferramentas nos permitem escolher o estado de espírito com que queremos viver. Se optarmos pelo otimismo, continuaremos tendo dias bons e dias ruins, mas seremos capazes de superar os obstáculos sem desanimar. Essa é uma das maiores vantagens de ser otimista.



NATE BOTA PRA QUEBRAR, de Lincoln Peirce


Mesmo que os amigos não deixem que ele seja o vocalista e líder da banda O Escravo Molusco, Nate continua arrasando! Ele é o superastro das histórias em quadrinhos e faz sucesso com a garotada em todo o mundo!
Confira as trapalhadas divertidas deste garoto de 11 anos e suas tentativas de embromar os professores da escola, os colegas que duvidam da sua genialidade e o pai totalmente sem noção. Este livro reúne as tirinhas diárias e dominicais do cartunista Lincoln Peirce, publicadas originalmente em jornais e na internet.



JESUS ESTÁ AO SEU LADO, de Sarah Young

Não é difícil nos imaginarmos falando com Deus. Na verdade, muita gente faz isso todo dia. A oração faz parte da vida de muitas pessoas. Mas poucas ousam imaginar Deus falando diretamente e sussurrando à sua mente e ao seu coração.
Sarah Young acredita que a presença de Deus deveria ser uma experiência contínua na vida de todos, e que essa experiência deveria trazer alegria, paz, amor, confiança, coragem e uma aproximação mais estreita com o Criador do Universo.
Foi o que Sarah ousou experimentar. Ao dedicar momentos a sós com Deus, ela decidiu registrar os pensamentos e as impressões que lhe vinham à mente e ao coração, como se o próprio Deus estivesse conversando com ela. Sarah usa passagens da Bíblia e escreve sob a perspectiva de Deus falando diretamente com você. É um recurso poético extraordinário e bastante didático.

Jesus está ao seu lado permitirá que você sinta e viva intensamente o chamado de Jesus para desfrutar da presença de Deus em sua vida.

Feliz Ano Novo, Moçada!

Alô, amigos Inspirados!
   
     O Blog Inspirados deseja a todos um feliz Ano Novo! =)





Pedro
     Alguma vez vocês já pensaram em como o tempo nos afeta? O mais engraçado é que ele nos afeta muito mais do que com rugas ou cabelos brancos. Ele nos marca. De um jeito diferente. É como traçar uma linha com lápis em uma folha, você vai fazendo isso lentamente, e chega uma hora que você olha pra trás e vê o quão longe foi essa linha. Mas imagine só a bagunça traçar isso tudo numa única folha. Por isso os anos passam. Assim a gente pode virar uma folha, começar a traçar caminhos, sonhos e o que mais for preciso em uma folha novinha, em branco, pronta pra registrar toda a nossa vida.
     É assim que o tempo nos marca. Vai fazendo do risco, nossa vida, num traço inusitado, ora suave, ora forte, cheio de ondas, tremulações. E sabe o que eu mais gosto no tempo? Ele não volta. Porque assim a gente sente aquele prazer da nostalgia, de querer voltar no passado quando, na verdade, isso não é possível.  É o que nos faz querer continuar em frente: saborear bons momentos em tempos passados, e querer repetir aquela sensação daqui por diante, como se sua história fosse a prova viva que de momentos felizes existem e que, por isso mesmo, um ano que começa e um novo marco para novos momentos como esse, porque sabemos que eles existem. E talvez seja a isso que o Ano Novo se refira: não são apenas novas experiências, mas também a chance de repetir alguns traços que fizemos em folhas passadas.
     Pois é, fico muito feliz em ver que o blog tem duas folhinhas riscadas, e que hoje riscamos nossa terceira. Com o pé direito em 2014, esperamos que todos tenham um ano incrível, com realizações, sucesso, a tão querida paz, e todo aquele clichê que faz tão bem pra alma!

Tullia
Infelizmente aqui quem fala ainda sou eu, Pedro. Não consegui pegar os votos de ano novo da Tullia, mas não poderia deixar de lembrar aqui a incrível participação dessa colunista que tanto que se empenhou durante UM ANO INTEIRO! Com a coluna Viajando Pelas Páginas, ela deu um toque diferente ao blog, e por isso, obrigado Tullinha! E seu lugar aqui ainda é certo, ok? =)
Eu tenho certeza que, se ela estivesse aqui, ela desejaria a vocês um feliz Ano Novo cheio de bênçãos e muita coisa boa! E com sorte, vocês terão uma nova coluna da Tullia em breve =)



Lari
Oi, gente! Estamos chegando ao fim de mais um ano, e nada melhor que essa época pra nos fazer refletir sobre tudo que fizemos ou deixamos de fazer. Para mim, 2013 foi um dos anos mais longos que eu lembro de ter vivido. Não no sentido ruim, mas no sentido de ter aproveitado todos os momentos possíveis, e de ter me dedicado às coisas que eu realmente gosto. Quando o ano começou, eu me fiz uma promessa, e pode até parecer piegas, mas foi a melhor decisão que eu tomei: a promessa era de me fazer feliz em qualquer lugar. Funcionou. Eu me preocupei em perceber o que eu gostava antes de me preocupar com o que os outros pensavam, e tudo fluiu muito melhor. Conheci muita gente boa, desapeguei de muita coisa que só acrescentava quantidade na minha vida, e me foquei naquilo que me traria qualidade. Acho que em 2014 eu vou manter a mesma promessa: ser feliz, e me fazer feliz, principalmente. Quando você fica bem, as pessoas ao seu redor mudam também. Em um evento aleatório que eu pensei mil vezes se devia ir eu encontrei com uma amiga. Essa amiga me apresentou a uma pessoa que vem perturbando minha vida e me divertindo como pouquissimas pessoas desde então. E é graças aquele evento aleatório e em um lugar nada comum que eu estou aqui hoje, escrevendo para vocês. A vida é mesmo feita desses pequenos acontecimentos. E eu aprendi que é muito melhor se arrepender de algo que a gente fez do que de algo que a gente não fez. Pelo menos a gente tentou. Espero que 2014 seja um ano repleto de tentativas, de descobertas e de felicidades pra todos vocês.



     É isso aí, pessoal! Tenham um lindo ano novo, com muitos livros! A equipe Inspirados agradece a sua participação no blog, é o que torna o nosso trabalho cada vez melhor!
     Fiquem na Paz! =)
 
Base feita por Adália Sá | Editado por Luara Cardoso | Não retire os créditos