[Novidade!] - Lagoena, de Laisa Couto

Alô, amigos Inspirados!


     Pois é, a gente passa a vida inteira sonhando e, claro, correndo atrás desse sonho. E, para a alegria e Laisa Couto - e dos leitores também! - Lagoena será publicado!










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     Dizem que escondemos muitos segredos. O tipo de verdade que, nas mãos de muitos, poderia ser perigoso demais. No caso do Sr. Gornef, um joalheiro ranzinza e já muito idoso, seu mistério estava encerrado no andar superior de sua joalheria.
     Seu segredo? Sua neta, Rheita. Uma menina cuja marca nas mãos era escondida por uma luva e significava muito mais do que o pobre Gornef gostaria que fosse.
     Mas os segredos pareciam não ter fim. Na casa do joalheiro, debaixo do piso em um dos quartos, outro mistério mantinha-se sob os cuidados das teias de aranha e da poeira de anos e anos de solidão. A metade de um mapa, a fração cobiçada por um homem amaldiçoado que, se pusesse as mãos na segunda metade, colocaria em risco o equilíbrio de Lagoena, a Terra Secreta.

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    Eu tive o privilégio de acompanhar a "primeira temporada" dessa incrível história, quando Lagoena ainda era divulgada no site BookSeries (não adianta procurar, pessoal, ela não está mais lá rs). A notícia de que a editora Draco iria publicar a obra de Laisa Couto só foi mais um motivo de orgulho para a literatura fantástica brasileira. Posso garantir, pessoal, a narrativa da autora é sensacional, tudo é muito bem feito, tem os elementos mais belos que a lit-fan pode querer! 
    Vocês vão conhecer Rheita, a menina com o destino marcado em sua mão, passou a vida inteira no Reino do Vinagre até o dia em que decidiu fazer uma viagem. E os segredos escondidos no assoalho guiariam seus passos dali por diante. 

Lagoena pela Editora Draco
No dia 4 de Outubro de 2011, o romance de ficção fantástica LAGOENA estreava na internet em formato de série virtual no site BookSérie. Foi a primeira vez que o livro teve contato com os leitores.  No dia 22 de Maio de 2012 o site postou o último episódio de LAGOENA, foram 30 episódios completos. Nesse meio tempo a autora, Laísa Couto, esteve agindo no meio virtual, “batendo nas portas” dos blogs literários à procura de apoio, pedindo um pequeno espaço para que divulgassem esse projeto. Durante o final de 2011 e o ano de 2012 entrou contato com todos os blogs e sites literários que atuavam no mundo virtual na época. E o que tinha em mãos? Somente uma história e disposição para compartilhá-la com quem estivesse disposto a aceitar seu convite para essa aventura.
Aos poucos, uma galera bacana que atua na blogosfera foi aderindo à causa de divulgar LAGOENA na rede. O importante foi que o livro virtual pode teve o apoio e entusiasmado da maioria, que repetia como um mantra: “tomara que um dia vire livro”.Então, depois de várias revisões, por uma profissional e depois mais uma a pedido de um aconselhamento editorial, LAGOENA finalmente “vai virar livro”. O propósito de tanta espera foi tentar oferecer o melhor ao leitor, tanto com o material gráfico quanto com a qualidade de texto. Depois de 2 anos de parceria com o site BookSérie, a “série” sai do ar hoje, dia 31 de Outubro.
Em 2014 sai a primeira parte da trilogia LAGOENA pela Editora Draco, que vai passar a publicar a série pelos próximos 5 anos. Fica registrado o agradecimento a todos que acreditaram nesse projeto, aos blogueiros que apresentaram LAGOENA ao seu público leitor sempre atento. Continuem deixando as portas abertas aos nossos novos autores nacionais que precisam muito do estímulo sincero da blogosfera literária para que  literatura brasileira vença e alcance os leitores mundo afora.

Blog oficial – Lagoena: Blog LagoenaOficial
Site Oficial – Lagoena: Site LagoenaOficial
Fan page  Lagoena: Facebook Lagoena
Twitter: Laísa_Couto
Editora Draco: Draco Editora

     Pois é, galera! Agora que Lagoena tem uma "casa", que tal aproveitarmos e já reservarmos um espaço em nossas estantes? E bons sonhos, viajando pela Terra Secreta!

Tenham uma ótima leitura!


[Lançamento] - Lua Vermelha, de Benjamin Percy

Alô, amigos Inspirados!

       Mais um lançamento com a marca da Arqueiro está pra chegar, por isso, se você é fã da literatura sobrenatural, não pode deixar de ter Lua Vermelha na sua estante!




-Lua Vermelha, de Benjamin Percy-

        Claire Forrester assistiu, imponente, à invasão de sua casa pelos oficiais. Seus pais foram mortos, e o evento revelou a verdadeira natureza dela. Claire era uma licana, capaz de assumir a forma lupina.
      Enquanto isso Patrick Gamble é considerado o Menino-Milagre, por ter sobrevivido a um ataque terrorista provocado pelos licanos.
     O governador Chase Williams promete proteger a população dos ataques licanos se for eleito presidente. O que não se esperava era que Williams fosse tornar aquilo que prometeu destruir.
       Eventos de grandes proporções irão unir o destino dessas três almas de forma irremediável, e com a chegada da lua vermelha, uma batalha pela sobrevivência irá começar.


     Eleito pela Amazon como Melhor Livro de 2013, a obra de benjamin Percy já é um best-seller e promete conquistar os leitores amantes de licantropos!
       E aí, ansiosos? Eu tô!

Confiram o booktrailer!



Fiquem na Paz!


[Leio, Logo Resenho...] - Extraordinário, sob a ótica de Lu Piras

Alô, amigos Inspirados!

     Estamos de volta com mais um "Leio, Logo Resenho"! E hoje quem vai resenhar pra gente é a incrível-sensacional Lu Piras! Pois é, pessoal, ela tem sido uma das grandes parcerias aqui do blog, sempre apoiando e incentivando, ainda nos primórdios de Inspirados. Por isso eu não poderia deixar de convidar essa figura para estar aqui com a gente! Autora de Equinócio, Polaris e A Última Nota (este com co-autoria de Felipe Colbert), a Lu já conquistou tantos leitores que é impossível não imaginá-la numa seleção de escritores nacionais talentosos. E, já que escrever é o forte dela, por que não fazer uma resenha? Bora lá? =)

Texto Lu Piras:

Olá, leitores do blog Inspirados!
    Fiquei super animada com o convite do Pedro para resenhar para vocês por várias razões. O Pedro é meu super parceiro na blogosfera literária desde que meu primeiro livro, “Equinócio – a Primavera” não havia sequer sido lançado (se não me engano, nem editora ele tinha ainda!). Nossa amizade literária tem mais de um ano, portanto. Eu prezo muito essa comunidade que construímos na blogosfera e o blog Inspirados é um dos que visito com frequência, tem sempre uma novidade, uma ótima resenha, colunas interessantes, colunistas inteligentes (Tullia, linda!) e o bom humor sempre criativo do Pedro. Apoio meus parceiros na divulgação da literatura e faço o possível para estar sempre antenada sobre as novidades que eles postam. Eu mesma criei meu próprio blog quando comecei a campanha para a publicação da série Equinócio, mas ao longo do tempo percebi que era preciso muita dedicação e tempo para fazer um bom trabalho e obter retorno dos leitores. Admiro os blogueiros que não deixam a peteca cair. Ao conciliar minha carreira de escritora com a de blogueira, acabei por sacrificar o blog, deixando-o no ar apenas para ser atualizado vez ou outra com notícias e entrevistas. Somente. Nunca postei nenhuma resenha na minha vida. Repito: nunca resenhei um livro. E esta é a derradeira razão pela qual aceitei o convite para estar aqui hoje. Há sempre uma primeira vez. E eu não poderia pensar em um lugar melhor para essa estreia do que aqui.
    Em pouco mais de um ano e meio de carreira na literatura, estou com três livros publicados. O primeiro da série sobrenatural Equinócio “Equinócio – a Primavera” (Jun/2012), e o segundo “Polaris – o Norte” (Ago/2013), ambos pela editora Dracaena. E o romance A Última Nota (12/2012) em coautoria com Felipe Colbert, pela editora Novo Século.  Participo de grupos literários voltados para o incentivo à leitura, como o grupo Entre Linhas e Letras que tem um projeto junto às escolas. Com os grupos viajei por alguns estados divulgando o trabalho do escritor nacional. Considero a minha carreira cada vez mais estimulante e gratificante. Todos os dias recebo o carinho dos leitores, mensagens e feedbacks que me lembram do quanto sou afortunada por ter descoberto a minha vocação.
    Depois da publicação de A Última Nota, decidi que queria investir em um projeto solo novamente, mas nada de séries (também sou leitora e sei como somos torturados pelo hiatus das editoras). Em três meses escrevi um romance new adult de cerca de 350 páginas e engavetei momentaneamente, pois, nem tive tempo de respirar, outras ideias já estavam povoando o meu imaginário. Peguei-me escrevendo um novo romance, desta vez, um drama, uma história de superação. Embalada pela temática dos últimos livros que havia lido, escrevi-o em pouco mais de um mês. Um dos que me inspirou a escrever esse último romance chama-se “Extraordinário”, da R. J. Palacio. Foi uma importante experiência de leitura na minha carreira de escritora e, por isso, escolhi-a para compartilhar com vocês.

RESENHA



Sinopse:

August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.
Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade - um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor.

***

    Eu tinha terminado de ler “Como Eu Era Antes de Você” (Ed. Intrínseca), da Jojo Moyes, e estava num clima, digamos, sentimental. Queria um livro que me tocasse fundo, que despertasse não sofrimento e tristeza, mas superação. Queria encontrar uma história verossímil de motivação, de conquista, com forte apelo emocional, porém, não piegas. Então procurei na blogosfera literária, li várias resenhas de muitos romances desse gênero e um, em particular, me chamou muita atenção pela quase unanimidade entre os blogueiros resenhistas. Nove em cada dez resenhas elogiavam bastante “Extraordinário”, em especial, pela capacidade de ser um livro despretensioso, com um protagonista marcante e narrado sob a perspectiva de diferentes pontos de vista. 
    Os vários personagens, que integram o círculo social do protagonista Auggie, se revezam para contar a história, o que torna a leitura uma experiência muito rica. Além de o leitor conhecer várias versões da história de Auggie, deixa-se facilmente e desapercebidamente cativar pelo menino através de olhares diversos. Esse recurso foi uma ótima sacada da autora, pois nos dá uma amplitude de interpretações e nos proporciona uma maior participação na história. Nós também, como leitores, enxergamos o Auggie de uma forma ao mesmo tempo genérica e particular. Ele é aquele menino com o rosto deformado. É aquele amiguinho diferente, que não é mais um na multidão. O garoto de dez anos que sofre bullying na escola. É o melhor irmão do mundo. É um filho de ouro e um aluno exemplar. É alguém que se enxerga como um garoto comum e para quem a normalidade é apenas uma questão de ponto de vista.

 “Aliás, meu nome é August. Não vou descrever minha aparência. Não importa o que você esteja pensando, porque provavelmente é pior”. (pág. 11). 


    E o nosso ponto de vista é o que torna a história extraordinária. É a forma como passamos a nos enxergar, mais do que enxergar os outros, depois de ler o livro. A história de “Extraordinário” desperta um misto de sentimentos aos quais não conseguimos ficar indiferentes mesmo depois de meses de ter lido o livro. É um livro leve, descontraído, suave, sutil, puro. Ele nos toca fundo, sem ser pesado. Não há como não fazer uma auto-avaliação durante a leitura. Não há como não se encantar com o Auggie. A propósito, depois de conhecer a história de Auggie, ninguém pode ousar julgar o livro menino pela capa cara.



[Resenha] Bruxos e Bruxas - James Patterson e Gabrielle Charbonnet


A primeira coisa que me lembro quando penso em Bruxos e Bruxas foi o nível de divulgação que a Novo Conceito, editora que o publica aqui no Brasil, fez. Parecia que a página da editora tinha sido hackeada por alguma coisa chamada Nova Ordem, usando o avatar com as iniciais deles, e toda hora postando um trecho de algum tipo de manual de regras dessa ordem. Gente, eu fiquei uma semana completamente curiosa pra saber do que se tratava a Nova Ordem e porque a editora estava fazendo aquilo. Quando finalmente foi revelado que tudo se tratava da divulgação do mais novo livro de James Patterson, que seria publicado pela Novo Conceito, eu acredito que todo mundo que acompanhou a jogada de marketing desejou ter aquele livro na estante. Sem contar que a capa dele é muito, muito bonita. E que a história prometia muito mistério e boas horas passadas lendo aquele livro maravilhoso.
Só que todo esse fascínio acaba bem rápido quando você realmente lê o livro. 
Sabe como é, não julgue um livro pela capa. Nem pelo autor consagrado. Nem pela divulgação incrível.
Era impossível alguém  ter visto essa decepção chegando.


A história do livro é sobre dois irmãos, Whitford e Wisteria Allgood, que em um dia comum de suas vidas, são arrancados de sua rotina sem nenhuma explicação. Foram funcionários/seguidores da Nova Ordem, um grupo que tomou as rédeas do país e agora o governa, que invadiram a casa dos irmãos Allgood e os prenderam, acusando-os de bruxaria.

Só que Whit e Wisty não fazem ideia do motivo de estarem sendo presos por isso.
Até então, os irmãos Allgood eram adolescentes comuns: emburrados, loucos por música e internet, um pouco irresponsáveis com a escola... mas não tinham nada de bruxos neles dois. Nada. E, agora, eles estavam sendo levados para uma prisão grotesca e cinzenta por pessoas que parecem ter medo deles, mesmo estando em uma posição bem mais favorável. E, além disso, eles estão bem confusos, porque na hora de serem levados de sua casa, quando lhes foi dado o direito de levarem consigo um objeto, seus pais lhe deram... uma baqueta e um diário velho com folhas em branco. Bem animador.


Mas, quando chegam na prisão, eles começam a entender que realmente são bruxos, e a descobrir seus poderes. De uma maneira nada convencional, já que Witsy, por exemplo, só descobre que tem poderes quando fica muito irritada e... solta chamas do corpo todo. Então, durante a sua estadia nada confortável na fortaleza da Nova Ordem, e sendo acusados de bruxaria pelo Único que é o Único - nome do líder da Nova Ordem, olha que criativo - eles começam a aprender que poderes tem, e como usar esses poderes. Também conseguem, assim, fugir na Nova Ordem. E descobrem que precisam salvar os pais, que acabaram sendo presos. E também descobrem que fazem parte de uma profecia cheia de tópicos e que não parece ser muito boa. É uma época bem agitada para os irmãos Allgood.



Sejam sinceros: é ou não é uma premissa muito boa para uma história de bruxos? É genial. Um mundo sendo dominado por uma sociedade cheia de regras absurdas, onde todos os que mandam são considerados os Únicos, como O Único que Julga, e até mesmo o líder, O Único que é o Único, que tem sua palavra como a verdade absoluta. Bruxos e Bruxas lutando contra esse ditador do mal. Uma profecia envolvida na história. Tinha tudo pra ser um ótimo livro. Mas, infelizmente, James Patterson e Gabrielle Charbonnet não souberam escrever essa história de uma forma empolgante, ou até mesmo envolvente.


 A narrativa é feita em primeira pessoa, hora por Whit, ora por Witsy. Só que isso muda, basicamente, a cada duas páginas. E não vejo a menor necessidade de mudar o ponto de vista com tanta frequência,  porque os irmãos passam 80% do livro juntos, e vivendo as mesmas experiências. Sem contar que você só sabe que mudou de irmão porque no início de cada capítulo - são 100 ao todo - eles dizem quem está narrando. Se não fosse por isso, você provavelmente não faria ideia de que mudou de irmão, uma vez que a personalidade dos dois é bem parecida. Na verdade, você pouco vê da personalidade dos personagens. A coisa mais marcante dos dois, que estão sempre em um estado de irritação pela situação em que se encontram, são as piadinhas e ironias que pontuam suas falas e pensamentos. As piadas da Wisty tem o mesmo tom que as piadas do Whit, então a necessidade de mudar tantas vezes de ponto de vista me parece bem desnecessária, pelo menos até chegar a parte final do livro em que cada irmão está em um lugar diferente.



Outra coisa que me incomodou, foram as tais piadinhas. Não sei se James Patterson realmente usou umas coisas bem sem graça ou se a tradutora não conseguiu achar um correspondente para o Português, mas posso te dizer que a maior parte delas não funcionou muito bem. Fez os personagens parecem adolescentes mimados e bem afetadinhos na maior parte do tempo. E não é porque você é adolescente que você precisa agir como um idiota.

Quando cheguei ao fim do livro, percebi que tinha umas frases de adolescentes indicando o livro, e foi só aí que percebi que, na verdade, Bruxos e Bruxas foi escrito para o público infanto-juvenil - o que, sinceramente, você não adivinha pela capa nem pela sinopse. A única explicação para esse estilo de narrativa completamente diferente de outros livros do Patterson que li foi essa: ele tentou escrever algo que se aproximasse mais do público que queria atingir, ou seja, dos adolescentes. Mas não funcionou. Numa história cheia de elementos a serem explorados, Patterson e Charbonnet acabaram escrevendo uma história muito rasa. A continuação de Bruxos e Bruxas, O Dom, vai chegar para o inspirados em breve. Decidi dar uma chance a mais pra série, porque talvez os autores tenham pegado um ritmo melhor e decidam explorar um pouco mais a história. Em breve vocês vão saber o que acontece com Whit e Wisty.
 
Base feita por Adália Sá | Editado por Luara Cardoso | Não retire os créditos