Virou filme e arrasou! - Especial Cinema

Bom dia Inspirados, tudo certo? Finalmente o meu estoque Nicholas Sparks de resenhas acabou, esta é a última! Agora a Kate aqui vai começar a trazer novos temas para vocês e para começar, resolvi trazer para vocês algumas duas dicas de filmes que estão nos cinemas e que foram inspirados em algumas das obras literárias mais quentes do momento! Bora lá?



 

Percy Jackson (Logan Lerman) e seus amigos Annabeth (Alexandra Daddario) e Grover (Brandon T. Jackson) levam uma vida normal no Acampamento Meio-Sangue, apesar de Percy sentir falta do pai, Poseidon, que nunca mais manteve contato. Um dia, o local é atacado por um monstro enviado por Luke (Jake Abel), que consegue romper a proteção mágica do acampamento. Com o local em perigo, Percy e os amigos partem em uma aventura em busca do velocino de ouro, um objeto místico que pode revitalizar a árvore mágica responsável pela proteção do acampamento. O que eles não esperavam era que Jake estaria atrás do mesmo objeto, já que deseja trazer à vida o poderoso Cronos, derrotado por Zeus, Poseidon e Hades há milênios atrás.

Comentário Pessoal: Percy Jackson e o Mar de Monstros é a tão esperada continuação de O Ladrão de Raios e confesso que me surpreendeu bastante. Quando resolvi assistir, pensei que fosse ser tão ruim quanto o primeiro porque me perdoem, para quem leu a série antes de assistir o filme foi como comprar um Big Mac e receber um pão com mortadela - não que pão com mortadela seja ruim rsrs. Claro que o roteiro não está totalmente fiel ao livro do Rick Riordan mas a semelhança é bem maior e os efeitos especiais utilizados foram simplesmente fantásticos. Recomendo!




Clary Fray (Lilly Collins) presenciou um misterioso assassinato, mas ela não sabe o que fazer porque o corpo da vítima sumiu e parece que ninguém viu os envolvidos no crime. Para piorar a situação, sua mãe desapareceu sem deixar vestígios e agora ela precisa sair em busca dela em uma Nova Iorque diferente, repleta de demônios, magos, fadas, lobisomens, entre outros grupos igualmente fantásticos. Para ajudá-la, Fray conta com os amigos Simon (Robert Sheehan) e o caçador de demônios Jace Wayland (Jamie Campbell Bower), mas acaba se envolvendo também em uma complicada paixão.


Comentário Pessoal: Foi uma das melhores adaptações para o cinema que eu já vi! Quase que totalmente fiel ao livro, com um elenco muito bom e com um 'clima' incrível. Quando digo clima, quero dizer, as sensações que o filme proporciona - medo, pena, raiva, emoção - são um fator que contribuiu muito para que eu me apaixonasse pelo filme. Os 'monstros' que aparecem ao longo do filme são realmente apavorantes e no geral, me remeteu muito à série Supernatural. Claro que rolou um triângulo amoroso básico, mas nada muito enjoativo e forçado. Nota 10! 


Bom galera, o que acharam da ideia do post? Caso ela tenha a aprovação de vocês retornará para os meus posts casualmente, sempre que tiver uma dica realmente boa nos cinemas. Enfim, tenha uma ótima semana!

Beijos da Kate!

[Resenha] - Paredes Vivas, de Rosa Mattos

Alô, amigos Inspirados!

     A resenha de hoje é sobre o livro Paredes Vivas, da escritora parceira aqui do blog, a talentosa Rosa Mattos, com uma habilidade incrível para narrativas envolventes e frases de efeito, capazes de deixar uma marca no leitor. Confiram aí!


Título: Paredes Vivas
Autora: Rosa Mattos
Editora: Dracaena
195 páginas - 2013
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     Mauren era uma menina de poucos amigos e, embora introspectiva, era incoerentemente comunicativa, com os pensamentos sempre muito a frente para sua idade. Sua introspecção, no entanto, só aumenta com a morte do pai. Desde o dia em que seu pai afogou no lago durante uma tempestade, a menina passou a ser assombrada por pesadelos que a mantinham acordada demais para um criança de apenas oito anos. 

"Seus olhos são como dois halos solares, filhota". As Palavras de papai dançavam em minha mente e enchiam meu coração de uma saudade cruciante, que iria me acompanhar por toda a eternidade".
Página 17

     A tragédia na vida de Mauren transformou-a completamente, e sua necessidade em esconder seus sentimentos aumentou, tudo para poupar Ione, sua mãe, de mais sofrimento, que já não contava com boa saúde e estava em constante atrito com o tio Vicente, cujas discussões sempre envolviam os bens deixados pelo marido de Ione.
     Foi na escola que uma promessa de mudança aconteceu. Dentre os novatos, surgiu Tobias, um garoto que explorou o desejo por desafios existente em Mauren. A partir disso, uma forte amizade manteve essa união, tornando-os parceiros de aventuras, especialmente quando decidiam se aventurar no cemitério. O que Mauren não sabia era que, mais tarde, essas travessuras de lápide em lápide iriam assombrá-la anos depois. Claro que, no processo, um romance despontaria entre eles, o que não é nenhuma novidade, já que a narrativa tem o seu jeito especial de mostrar que eles estavam destinados. 
     No entanto, a paz no lar de Mauren parece cada vez mais distante. Ao descobrir que a vida de sua mãe pode estar em risco, tudo fica ainda mais difícil quando a menina se torna incapaz de confiar em pessoas que estiveram presentes em sua vida todos os anos. A saudade do pai, a saúde da mãe, as desconfianças e toda a aflição formaram uma bagagem pesada demais para uma criança carregar, e apenas os poucos amigos de Mauren podem oferecer força para não desistir. 
     Mal sabia ela que a brincadeira no cemitério ainda voltaria para assombrar sua vida, e um último evento mudaria sua vida. Para sempre.

    Escrito em primeira pessoa, encaramos as dificuldade de Mauren sob a ótica da protagonista. A narrativa de Rosa Mattos é fluida, tem o seu ritmo balanceado, e tem uma poesia que é só dela! Com trechos bastante inspiradores, a autora consegue regar os sentimentos de cada personagem com palavras profundas, tornando mais intensa e viva a história a cada página virada.
"Sonhar é abraçar o vento, namorar o tempo, no doce refúgio do momento"
página 57

     As personagens possuem uma forma bem delineada, são estruturadas para parecerem reais, comuns à nossa realidade. Tobias, por exemplo, é uma criança sem medos, travessa, mas quase sempre temperamental. Mauren é uma constante transformação, sempre disposta a segurar o choro e completar os desafios que são impostos a ela, sejam eles forjados pela vida ou pelo amigo de olhar raivoso. A mãe Ione é a minha preferida, com a típica garra de mãe viúva que faz pose de fortaleza mesmo nos momentos mais frágeis de sua vida. Nice, a empregada e amiga da família, é o tipo de aura bondosa, que sempre diz a coisa certa no momento oportuno, uma fonte de força quando todas as outras secam. 
     A trama é frágil e complexa, tem muitos elementos condensados em apenas 195 páginas, por isso muitas mudanças de cenário e acontecimento são abruptas, mas isso não impede a leitura de ser prazerosa, pois se dedica aos momentos importantes e mantem a imersão quase todo o tempo. 
     E quando eu disse que a trama era frágil, não foi pra menos. O primeiro impasse que tive foi na sinopse. Ela não consegue captar a verdadeira essência da história, um misto inicial de drama com uma dose forte de sobrenatural nas últimas páginas, uma formatação muito diferente, que aliás, não estou acostumado. Inclusive, houve momentos em que pensei que a sinopse estava errada, foi preciso terminar o livro para compreender melhor. A história tem todo o drama, sem a presença de atmosfera sobrenatural, ao longo das primeiras 150 páginas. Porém, no desfecho da história, uma súbita aparição torna a história assombrada, e só aí o título parece fazer sentido.
    Paredes Vivas, muito bem escrito, é uma história original, que apresenta uma narrativa diferente. Acredito que o título não se deva apenas ao elemento sobrenatural existente no fim da história. Paredes Vivas pode ter muitos significados, inclusive o próprio confinamento de Mauren, a protagonista, que se encarcera em si mesma, incapaz de fazer novos amigos, de se relacionar, incapaz de chorar por não querer ser fraca, e isso a atormenta, assombra seus sonhos e, mais tarde, sua realidade. 

     A obra de Rosa Mattos foi uma experiência nova para mim. Esse elemento dá uma reviravolta nas últimas páginas, e ainda estou absorvendo o impacto que a leitura me causou. Às vezes pego o livro e fico encarando a capa, pensando sobre tantas coisas que, em uma resenha, eu não saberia dizer. 
     Obrigado, Rosa, pela obra e por me dar a chance de ler seu livro. Sua narrativa é sensacional, não perca isso nunca!

Ótima leitura a todos!
Fiquem na Paz!

Viajando Pelas Páginas, por Tullia Maria


Olá, Inspirados Viajantes!!
    Tudo bem com vocês?
    Como o Pedro anunciou no domingo, hoje é o nosso último “Viajando Pelas Páginas” (saindo no sábado, para fechar com chave de ouro a semana de aniversário do blog... rsrsrs)! Por isto, antes de passar para o texto propriamente dito, gostaria de agradecer a todos os que acompanharam, comentaram e participaram da coluna durante esses 19 meses em que ela esteve no ar (veja todos os posts aqui). Muito obrigada mesmo!!
   Também não posso deixar de agradecer ao Pedro, né? Foi graças ao convite dele que eu pude fazer parte da família “Inspirados” e construir essa seção que se tornou tão especial para mim!
  Por fim, gostaria de dar meus parabéns ao blog, pelos seus 2 aninhos! \o/ Que ele continue crescendo por muitos anos!!
   Vamos ao post, então?
   Por ser o último e também ir ao ar na semana do aniversário do blog, eu escolhi um livro da Sam Holtz, grande parceira nossa, e que me ajudou muito na seleção do material! Vamos passear por um dos cenários de “Quero Ser Beth Levitt”?
   Despeço-me, então, com uma citação do Saramago, que tem tudo a ver com a nossa coluna: O fim de uma viagem é apenas o começo de outra (...) É preciso recomeçar a viagem. Sempre.”.
   Grande beijo e até mais ver,

Tullia Maria
Leesburg: Encantos à Beira do Lago
     Localizada na Flórida, mais precisamente no condado de Lake, Leesburg é uma ótima opção para os que desejam descansar em meio à natureza. Sua infinidade de parques (grande parte deles públicos) permite aos moradores e visitantes realizar atividades como fazer trilhas e picnics, pescar, passear de barco e praticar esportes, além de render belas fotos. No entanto, esta cidadezinha ainda guarda algumas surpresas, representadas principalmente por suas festas e festivais.

    Um dos principais parques da cidade, o “Venetian Gradens” é ideal para passar um dia de sol. Essa área verde à beira do lago que, durante a comemoração da Independência dos EUA, se transforma em um centro de observação da queima de fogos, oferece muitos atrativos nos demais dias. Mirante, pontes, piscina, área para prática de Jet ski, churrasqueiras, trilhas para caminhadas, ciclovias e áreas para picnics transformam este em um dos melhores pontos de entretenimento da região.  
    Outro parque capaz de surpreender por sua beleza é o “Fountain Park”. Com áreas cobertas e uma pista de caminhada ao redor do lago, além de um playground, o lugar encanta pelas acrobacias dos jatos de água.

    Já no centro da cidade, em frente à prefeitura, o turista poderá aproveitar o “Town Square Park”, uma enorme praça projetada para ser mais um local propício a caminhadas e eventos. A área conta com jardins bem cuidados, bancos para descanso, um belo relógio de quatro faces e uma fonte de água central.

   Os que desejam conhecer um pouco da história da cidade, por sua vez, devem conhecer o “Leesburg Heritage Museum”. Localizado no “Woman’s Club Building”, o prédio está repleto de objetos e fotografias dos principais acontecimentos e eventos desse município de mais de 150 anos. Os turistas podem ainda se interessar pelo “African-American Museum”, que se dedica a contar uma parte da história quase sempre esquecida.  
Leesbur Heritage Museum
African-American Museum

    A vida cultural da cidade também gira em torno do “Center of Arts”, espaço criado para incentivar as oficinas de arte entre os seus moradores e para atrair artistas de várias modalidades. Um misto de galeria e instituto, esse centro abriga ainda o Festival de Belas Artes de Leesburg, durante o mês de março.

   Em meio à calmaria do lugar, há uma bela surpresa: Trata-se do “Mardi Gras”, uma espécie de Carnaval, que toma conta das ruas em Fevereiro. Muita música, pratos festivos, fantasias e malabaristas marcam esse evento que, de tão importante, envolve também premiações. Com tanta variedade, não há como negar: Leesburg é encantadora!

por Tullia 
~~***~~ 


Palavras do Blogueiro:
    Alô, amigos Inspirados, aqui quem fala é o Pedro. Pois é, o Viajando Pelas Páginas foi a primeira coluna do blog, e a única que se manteve por mais de um ano (21 meses pra ser mais exato!). A Tullia acompanhou todas as mudanças no blog, os altos e os baixos, e nem por isso diminuiu a qualidade e empenho na hora de se dedicar à coluna. Pelo contrário, sempre deu tom a esse cantinho virtual tão querido por mim e, espero, por vocês. 
    Por isso, eu só posso agradecer à você, Tullinha, por ter sido companheirona, e por ter dado ao blog a honra de ter o seu trabalho mostrado aqui. Você ajudou a construir a personalidade do Inspirados! Obrigado por fazer parte da família, de coração!

    Tô torcendo pra termos você de volta em breve, Tullia!




[Resenha] O Oceano no Fim do Caminho - Neil Gaiman

Nunca tinha lido nada de Gaiman. Pra dizer a verdade, mal conhecia o autor, até ver O Oceano no Fim do Caminho nas prateleiras da minha livraria preferida. E, sem querer parecer influenciável, mas essa capa linda acabou me chamando a atenção, antes de tudo. Assim como o nome. O Oceano no Fim do Caminho. Eu me lembro de ver esse livro e pensar: o que será o Oceano que fica no fim do caminho? E de onde será que esse caminho vem?
Foi assim que, bem rapidamente, me vi envolvida no mundo de Gaiman. Descobri que ele escreveu Coraline (<3), que é um desses autores que escreve de tudo, e com maestria, e precisei conseguir trazer O Oceano no Fim do Caminho pra casa. Acabei ganhando-o em uma promoção (primeira promoção que ganhei na vida, acreditem), e comecei a ler o livro quase que na mesma hora. E, não sei se me apaixonei instantaneamente, mas sei que fui envolvida e me senti encantada com a narrativa de Gaiman desde a primeira página.
A história começa quando um homem precisa voltar ao lugar onde passou sua infância para o funeral de alguém da sua família. Ele já havia esquecido de sua infância em algum momento de seus quarenta anos, e acaba se vendo levado pela torrente de lembranças de quando ainda era um menino ao visitar a fazenda Hempstock, onde vivera muitas aventuras. Fazenda essa onde ele conheceu Lettie, uma menina divertida que parece segurar muito mais conhecimento do que alguém com apenas 11 anos deveria. E é a partir do momento que ele chega na fazenda da família de Lettie, onde se encontra o lago que a menina o fez acreditar, muitos anos antes, ser o Oceano, que suas lembranças tomam conta de sua mente ao mesmo tempo que da nossa, enquanto a narrativa nos faz entrar no mundo fantástico que a vida de uma criança de sete anos pode ser. 
Já no início do livro, somos apresentados à história do ponto de vista do menino de sete anos, que se via sozinho no dia de seu aniversário, porque seus amiguinhos de escola não apareceram na sua festa. Sabemos ali que ele tem uma família que o ama, que não tem muitos amigos, e que prefere acima de tudo ficar na companhia de seus livros com histórias fantásticas. E é no ponto de vista desse pequeno leitor que a maior parte de O Oceano no Fim do Caminho vai ser narrada.
Só que a vida feliz desse menino acaba se tornando tumultuada quando seus pais veem a necessidade de alugar quartos de sua casa para complementar a renda. Quando esse primeiro inquilino é encontrado morto dentro do carro de sua família em uma rua próxima a deles, ele acaba sendo apresentado às mulheres Hempstock e à aura de magia e sobrenatural que as cerca. Entre problemas com a babá e brigas com sua irmã mais nova, o menino encontra na fazenda Hempstock o entendimento, o apoio e a magia que precisa.
Depois da morte desse inquilino, ele narra a história contando sobre como o mal começou a habitar as redondezas. Fala sobre a governanta e babá, que na verdade, era uma criatura maligna que estava ali na tentativa de acabar com o mundo da forma que o conhecemos, mas ninguém o ouvia. Narra as cenas em que Lettie parece acabar com seus medos o ensinando que existe uma forma de acabar com o mal, mesmo que para isso você acabe se sacrificando um pouco no percurso.
Não tenho saudade da infância, mas sinto falta da forma como eu encontrava prazer em coisas pequenas, mesmo quando coisas maiores desmoronavam. Eu não podia controlar o mundo no qual viva, não podia fugir de coisas nem de pessoas nem de momentos que me faziam mal, mas tinha prazer nas coisas que me deixavam feliz.

 O mais incrível da narrativa é a sensação que a história passa a você. Por mais que o seu conhecimento de mundo te leve a acreditar que nada daquilo poderia ser verdade, você não consegue prosseguir a leitura sem acreditar que cada palavra ali descrita seja possível e real. Gaiman constrói uma história onde a realidade e a fantasia são a mesma coisa, sem nenhuma linha separando um do outro. E o leitor se vê imerso nas mesmas sensações que o narrador do livro. Do desespero e terror ao acalento e carinho, as sensações são passadas através das páginas e te invadem. 

Não é uma história simples. E muito menos uma história infantil, mesmo que o narrador tenha sete anos na maior parte do livro. É uma história sobre felicidade, medo, perdas e descobertas. É uma história onde você precisa desagregar os valores convencionais dos personagens para obter a realidade da narrativa. É uma história que você deve permitir que inunde, te afogue e te traga o ar novamente.
Eu poderia continuar falando sobre a história por outras mil páginas. Mostrando a você, que ainda não leu, as nuances da narrativa de Gaiman e falando sobre como ele sabe dar o tom fantástico certo para cada situação. Mas, como se resenha o que se sentiu? É difícil transformar em palavras o que só tivemos em nossa mente. E também acho, de verdade, que você deve ler o livro e tirar suas próprias conclusões sobre a história, fazer sua própria análise do que leu. Já vi pessoas que amaram, pessoas que não viram nada de mais na narrativa, pessoas que nem entenderam a história. Tudo que eu posso te dizer é que essa é uma daquelas histórias que ficam na sua cabeça e aparece em forma de lembranças em momentos inesperados. E que, para mim, foi a história mais fantástica que tive o prazer de ler esse ano.

Uma pessoa só é relevante, suponho, na medida em que as pessoas da história mudam. Mas eu tinha sete anos quando todas essas coisas aconteceram, e no fim de tudo era a mesma pessoa que era no início, não era? Todos os outros também. Deviam ser. As pessoas não mudam. Mas algumas coisas mudaram.  
 
Base feita por Adália Sá | Editado por Luara Cardoso | Não retire os créditos