Elementary - A Série, por Larissa Fernandez


Olá!

Eu me chamo Larissa, e sou a mais nova colunista do Inspirados. Vou falar sobre seriados, uma das minhas paixões, que só é superada pela minha paixão por livros. E, para começar, eu escolhi Elementary, a polêmica (pelo menos para fãs) série americana baseada no nosso querido Sherlock Holmes. 
Quando eu soube que iriam fazer outra série sobre Sherlock (uma vez que já existe a série britânica, que é sensacional), e ainda por cima ia ser sobre Holmes na atualidade, eu desanimei. Quando vi que Watson ia ser interpretado por uma mulher eu simplesmente ignorei qualquer coisa sobre a série. Tudo no que eu conseguia pensar era em como eles ousavam colocar meu querido Sherlock em New York, nos tempos modernos e ainda por cima com um Watson mulher.
Mas, num dia em que todas as séries que eu assistia estavam em um hiato cruel, decidi baixar a série e dar uma chance. E não me arrependo.

Não vou ser hipócrita e dizer que é a oitava maravilha do mundo, porque não é. Mas conforme os capítulos foram passando, o seriado foi evoluindo. Os crimes ficaram muito mais elaborados, e eu comecei a simpatizar com dinâmica Holmes/Watson. Não posso dizer que é digno de Sherlock: como fã dos livros, conheço a genialidade de Sir Arthur Conan Doyle. Gostei da adaptação para o cinema com Robert Downey Jr. e Jude Law. Achei de muito bom gosto a adaptação para seriado britânica com Benedict Cumberbatch e Martin Freeman. Não consigo achar Elementary tão fiel à sua inspiração.

Mas, Larissa, então porque raios você decidiu falar justo sobre essa série? Bem, queridos leitores, decidi falar sobre essa série porque ela não é ruim. Os crimes estão lá, bem planejados, os detetives, os criminosos... Todos com nomes dos livros de Doyle, mas não muito da personalidade deles. Se você quiser uma série de investigação, aproveite, porque Elementary é muito boa. Só não espere que ela seja tão genial quanto o Sherlock original.


O enredo é bem inusitado: Sherlock, um alcoólatra em reabilitação, se vê obrigado pelo pai a conviver com Joan Watson, uma ex-médica que agora trabalha como acompanhante de sobriedade. Assim, eles convivem um com o outro diariamente. Não que tenham se dado bem de cara: Sherlock sabe ser teimoso, e Watson sabe ignora-lo. Mas em pouco tempo os dois criaram uma dinâmica muito boa, e Watson se vê imersa nos casos de Holmes. Quando o período de seu contrato com o pai de Sherlock acaba, Joan se vê dividida entre voltar à sua vida normal ou continuar trabalhando com Holmes. 

Eu siinto que em algum momento eles vão se tornar um casal, e minha primeira reação era: argh! Por favor, não! Mas tenho que aceitar a proposta do seriado, então estou me preparando psicologicamente para esse momento específico. 



Gosto muito da atuação de Jonny Lee Miller que, na minha humilde opinião, interpreta muito bem o viciado e completamente alucinado Holmes. Lucy Liu me irritava no início da série, com suas poucas expressões, mas depois eu gostei bastante do contraste que ela dá à Holmes. 
A série só tem uma temporada, e a segunda começa dia 26 de setembro, nos EUA. 
Aqui em baixo você pode ver o trailer da primeira temporada:



Espero que gostem! Ah, sempre que quiserem, me deem dicas nos comentários sobre quais séries eu posso falar. Beijos!


[O segredo do Guarda-Chuva] capítulo 4 - papai

capítulo 1 AQUI
capítulo 2 AQUI
capítulo 3 AQUI

Capítulo 4 – canção

                Quando Ana sonhava era quando Ana vivia. Acordava apenas para contar suas aventuras a quem se dispusesse a ouvi-la. Era como assistir a um livro transbordando de novas fábulas. Ana era engenhosa, criava mundos como quem cria pegadas no barro, perdia a conta de quantas pessoas conheceu, mas lembrava-se sempre das mais marcantes.
                Ela sabia cantar como quem sabe viver. Era brincadeira séria, inventar seus próprios acordes e dedilhar com os cílios, ao embalo do vento e da poesia trazia pela primavera. As flores rimavam com seu sorriso, e o Tempo aplaudia a cada ato. Era uma artista, simplesmente por sorrir enquanto vivia.
                Foi numa tarde, talvez a mais tarde das tardes, quando Ana compunha músicas com o silêncio, ouviu a voz robusta de seu pai ecoando da cozinha. A menina encolheu-se, abraçando os joelhos e apertando os olhos. Talvez se conseguisse dormir rapidamente, pensou ela, poderia voar, e chegar aonde o pai não alcançava.

                Seus cabelos, negros e ainda molhados do banho, escorriam pelos ombros, tombavam sobre os olhos castanhos cortinados por pálpebras insistentes em se manterem fechadas. Contou até mil, navegou ao lado de piratas, voou com as garças de lata e provou o doce sabor dos morangos que cresciam em ilhas desertas. Quando decidiu abrir os olhos, descobriu-se satisfeita. Seu pai fora embora, afinal.

Viajando Pelas Págnas, por Tullia Maria



Olá, Inspirados Viajantes!!

Estão todos bem?
Espero que sim e que possam aproveitar bastante o passeio de hoje! Depois de algumas semanas no exterior, a “Viajando Pelas Páginas” volta ao Brasil para desvendar mais um cantinho especial retratado na nossa literatura, mais precisamente no livro “Assassinato na Biblioteca”!
Aproveitem a “viagem” por Santos e conheçam alguns dos lugares pelos quais o investigador da história passou!
Grande beijo,

Tullia Maria



 Santos: Cidade de Cultura e Paisagens Naturais


Localizada no interior de São Paulo, Santos chama a atenção por suas belezas naturais, arquitetônicas e paisagísticas. Com uma orla de cerca de 7 km, a cidade é um ótimo destino para os que apreciam as atividades beira-mar. As praias, que recebem os nomes de bairros do município (como Gonzaga e Ponta da Praia), além de serem bons locais para a prática do surf, também contam com ciclovias próximas e com um dos maiores jardins do mundo acompanhando a sua extensão. No entanto, apesar de tantas atrações litorâneas, os demais monumentos da região mostram que Santos é muito mais do que apenas uma cidade praiana. 


O principal cartão postal da região é o Monte Serrat, um morro que, além de abrigar o Santuário de Nossa Senhora de Monte Serrat (padroeira da cidade), também possui um mirante que proporciona uma visão panorâmica da cidade e elementos nos arredores, entre eles algumas ilhas e morros. Além disso, o passeio de bonde, que leva ao local, é outra grande oportunidade de apreciar a região.



No Centro Histórico também se encontram importantes monumentos como a Igreja de Nossa Senhora do Carmo e a Capela da Ordem 3ª anexa a ela, importantes representantes da arquitetura colonial, com uma mescla dos estilos barroco e rococó. Outra atração de destaque é o Museu do Café Brasileiro, que conta com estátuas representando a indústria, o comércio, a lavoura e a navegação. 


Para apreciar ainda mais as opções culturais da cidade, o turista pode visitar a Pinacoteca Benedito Calixto, em estilo neoclássico, e o Centro Cultural Patrícia Galvão, que engloba teatro, galerias de arte e museu de imagem e som, considerado o mais importante complexo artístico da localidade.

Já no bairro de Ponta da Praia é possível encontrar os principais centros dedicados às belezas marinhas. Entre eles estão os Museus Oceanográfico e da Pesca e o Aquário Municipal, este último se destacando também pela presença de um tanque que reproduz o fundo dos rios amazônicos e por um enorme acervo de seres de água doce (além dos de água salgada).


Os que gostam de apreciar a natureza poderão visitar ainda o Orquidário Municipal, um parque zoológico e botânico com mais de 22 mil metros quadrados. Além da diversidade de orquídeas e dos lindos jardins, a área conta com animais silvestres e espécies ameaçadas de extinção, como o mico-leão-dourado e o macaco-aranha.


A cidade de Santos também abriga uma curiosa atração para os turistas e locais: trata-se do Cemitério da Filosofia, localizado no bairro de Saboó. Envolvido em lendas e histórias de milagres, o lugar se tornou famoso e recebe muitas peregrinações de pessoas que acreditam ter recebido intercessão de algumas figuras sepultadas lá. Mesmo para os que não acreditam nessas versões, não deixa de ser um passeio ligado à vida cultural da localidade. 



[RESENHA] Um Amor Para Recordar - Nicholas Sparks

Boa Tarde Inspirados, como estão nessa segunda feira? Continuando com o nosso especial, e seguindo a ordem, tem resenha de Um Amor para Recordar... Não foi um dos meus livros favoritos, mas em compensação, gostei bastante da adaptação dele para os cinemas. De qualquer modo, foi uma leitura agradável e eu recomendo! Beijos!







Um Amor Para Recordar – Nicholas Sparks

Sinopse: “Há momentos em que desejo fazer o tempo voltar e apagar toda a tristeza, mas eu tenho a sensação de que, se o fizesse, também apagaria a alegria. Assim, revivo as memórias da forma como vêm, aceitando todas elas, deixando que me guiem sempre que possível. Isso acontece com mais frequência do que as pessoas percebem... Quando eu tinha 17 anos, minha vida mudou para sempre... Estou com 57, mas ainda me lembro de tudo o que aconteceu naquele período, em seus mínimos detalhes. Sempre o revivo em minha mente, trazendo-o de volta á vida, e sinto uma estranha combinação de tristeza e alegria quando o faço. Está e a minha história -  prometo contar tudo. No início você vai sorrir e, depois, chorar – não diga que não avisei.” Landon Carter

Resenha por Kate: Nicholas Sparks tem o dom das palavras. Ele as usa, as insere em suas histórias de tal modo, que quase é possível afagar os sentimentos ali descritos.

Landon Carter é um garoto rico que aos seus 17 anos, está no auge da rebeldia. Anda com os populares de sua escola, e não se importa com as pessoas a sua volta. Pessoas estas, que Landon e seus amigos adoram criticar, maltratar ou simplesmente ignorar. Jamie Sullivan é uma destas pessoas.

Jamie é a garota mais generosa e pura que Landon já conheceu, ela ama ajudar as pessoas e por mais que tenha uma vida dificil, está sempre sorrindo. Eles não tinham nada, absolutamente nada em comum. Mas estavam ligados um ao outro e suas vidas estavam prestes a se unir em uma só. Para sempre.

_Bem... Você gostaria de ir ao baile comigo?
...
_Eu adoraria ir com você – ela disse, finalmente – mas com uma condição.
Eu me endireitei, esperando que não fosse algo constrangedor demais.
_E o que é?
_Você tem de prometer que não vai se apaixonar por mim.”  Pág. 43

A medida que Jamie e Landon vão se aproximando, nós podemos acompanhar de perto o quanto nosso garoto rebelde vai amadurecendo, se tornando alguém melhor. E não há como não se encantar com Jamie, ela é a personagem mais doce de Sparks. E ao ler Um Amor Para Recordar, podemos ver que sim, o amor existe. E não digo isso crendo apenas no relacionamento de dois jovens da ficção. Digo isso porque Nicholas Sparks jamais descreveria o amor tão bem, colocaria tanta paixão em seus livros se não tivesse amor em sua vida. Se não acreditasse solenemente nesse sentimento.

Já vi vários de seus leitores dizerem que ‘querem um amor assim’ para chamar de seu. E se você analisar bem, você vai ver que muitas dessas pessoas já viram esse amor de perto e até são amadas assim, mas simplesmente não conseguem enxergar o valor que tudo isso têm. Porque nesta obra de Sparks, não é só o amor de Jamie e Landon que predomina, há também o amor de pai e filha. O amor até mesmo de desconhecidos para com Jamie. Então você nunca pode dizer que nunca foi amado de verdade. Você foi. Só não percebe que o amor vai muito além, não existe só em um ‘relacionamento amoroso’.

“_E como é viver com o seu pai? Ele age do mesmo jeito que na igreja?
_Não. Na verdade, ele tem um ótimo senso de humor.
_Hegbert? – Eu disse, surpreso. Eu nem conseguia imaginar.
...
_Não fique tão surpreso. Você vai gostar dele quando conhecê-lo melhor.
_Dúvido que eu vá conhecê-lo melhor.
_Você nunca sabe, Landon – ela disse, sorrindo – quais são os planos de Deus.”Pág. 97

O interessante desse livro é que é inteiramente narrado sob o ponto de vista de Landon. Então nós chegamos a não só conhecê-lo melhor mas  acompanhamos as mudanças no seu modo de pensar. E ao fim do livro podemos comparar o Landon antes de Jamie e o após. E ficamos maravilhados.
Um Amor Para Recordar ainda não foi o livro do Sparks que me fez chorar. Estou até achando que vou sair invicta após ler todos eles, mas eu aprendi algo. Algo que quem já leu, também deve ter levado consigo: ‘Nós nunca devemos julgar as pessoas que não conhecemos’

“_Sim – disse. – Sinto medo o tempo inteiro.
_E por que você não demonstra?
_Eu demonstro. Mas não em público.
_Por quê, você não confia em mim?
_Não – ela disse. – Porque eu sei que você também está com medo.” Pág. 157

Eu não preciso falar sobre a arte da capa, preciso? É Novo Conceito. Então todos sabemos que é maravilhosa. Também não encontrei erros de gramática e a tradução está incrivel.
Não foi o meu livro favorito do Sparks, mantenho a minha opinião: Um Homem de Sorte é o melhor. Mas para os românticos e até mesmo para os que não são, Um Amor Para Recordar é uma ótima opção, até mesmo por ser uma leitura rápida e tranquila. Para quem ainda não viu o filme, eu recomendo muito! Creio que foi um dos raros casos em que gostei mais do filme do que do livro hehehe. Segue o trailer do filme só para constar...



 
Base feita por Adália Sá | Editado por Luara Cardoso | Não retire os créditos