Especial de Um Ano - Viajando Pelas Páginas! #1



Olá, pessoal!!

Tudo bem com vocês??

Espero que sim... Inclusive porque esse mês a “Viajando Pelas Páginas” faz 1 aninho!! Aeeeeee! \o/ É isso mesmo, gente!! Aterrissando de lugar em lugar, completamos 12 meses de puro turismo literário!!
E para comemorar, eu convidei alguns amigos e autores para escolherem os locais que eles gostariam de ver na nossa coluna! Aos escritores, pedi que escolhesse um ponto turístico de uma obra própria!! Depois eu fui pesquisar um pouquinho sobre cada um deles para trazes para vocês... Espero que vocês gostem!!
Como foram muitas sugestões, dividi o “Viajando” em dois (hoje é o dia das meninas)! Então, não se esqueçam de voltar logo ao blog para conferir a segunda parte!!
Quero finalizar agradecendo a todos que sempre prestigiaram a página e deixaram os seus comentários!! Que venha mais um ano!!
Grande beijo,



Tullia Maria

Andando por aí...


Sugestão da Hannah Monise, dona do “Secrets of Book”: Biblioteca do Vaticano (cenário de “Anjos e Demônios”, de Dan Brown)

Que o Vaticano abriga grandes tesouros artísticos não há dúvidas! E em meio a essas riquezas está a Biblioteca Apostólica do Vaticano, espaço que guarda mais de um milhão e meio de livros e manuscritos, além de mapas, medalhas, moedas e desenhos. Apesar do enorme acervo, o acesso à biblioteca ainda é muito restrito, sendo concedido apenas a pesquisadores e estudiosos depois que estes apresentam uma boa justificativa.


Para garantir a conservação das obras, o local possui com controle de umidade e temperatura, exigência do uso de luvas por parte dos visitantes e uma regra fundamental: apenas o Papa pode retirar livros do espaço, fazendo com que ele também seja conhecido como Biblioteca Papal.

Além dos escritos, essa construção do século XV possui um grande atrativo: afrescos que se estendem pelas paredes, colunas e teto da área. A beleza arquitetônica da Biblioteca pode, inclusive, distrair a sua atenção das obras literárias! 


Se você ficou curioso para visitá-la, comece a se especializar em alguma área e trabalhe em um importante estudo (ou então confira o que já foi digitalizado: http://www.vaticanlibrary.va/). Mas não se iluda! Os arquivos secretos do Vaticano estão em outra sala, muito mais bem guardada! 


Sugestão da Lu Piras, autora de “Equinócio – A Primavera” e “A Última Nota: Arpoador, Rio de Janeiro (cenário de Equinócio)


"A brisa fresca traz cheiro de maresia. Está úmido. Abro meus olhos. Estou no alto de um penhasco. Giro meu corpo devagar. Eu conheço este lugar: é o Arpoador! Há poucas luzes acesas nos bairros que se estendem à beira-mar. Aquela voz eu reconheço. Mas onde ele está?"
página 24 - Equinócio
 


Para apreciar o pôr do sol no Rio de Janeiro, uma das melhores opções é a pedra do Arpoador, localizada na praia de mesmo nome. Localizada próximo às praias de Ipanema e do Diabo, essa área é frequentada por pessoas de todas as idades que, durante o dia ou à noite, se deliciam com a vista de algumas praias e morros da cidade maravilhosa. 


O turista pode ainda aproveitar a região para surfar, mergulhar, praticar esportes ou curtir alguns shows. Uma ótima opção é conhecer o Parque Garota de Ipanema, onde é possível caminhar em meio à natureza, entre outras tantas atrações!




Sugestão da Paula Pimenta, autora de “Confissão”, “Minha Vida Fora de Série”, “Apaixonada Por Palavras” e da série “Fazendo Meu Filme”: Brighton Pier (cenário de FMF 2)

Se você está atrás de diversão na Inglaterra, mais precisamente em Brighton, o Brighton Pier é uma ótima opção. Esse cais centenário, construído em estilo vitoriano, abriga diversos restaurantes, barzinhos, lojas, caça-níqueis e fliperamas.  Enquanto se delicia com algumas das comidas locais (peixe empanado com batatas fritas, por exemplo), é possível aproveitar a vista da praia, a brisa, o pôr do sol...

 
O parque de diversões, localizado no fundo do píer, surge como uma bela surpresa, principalmente para as crianças. É um espaço e tanto de entretenimento, com carrossel, trem fantasma, tiro ao alvo e guloseimas como maçã do amor! Dá ainda para tirar belas fotos em meio às diversas luzinhas da área.


Nos arredores do cais há a Brigton Wheel, roda gigante parecida com a de Londres, que proporciona uma vista maravilhosa da cidade. Outra curiosidade na região do Brighton Pier fica por conta da praia: ao invés de areia, há pedras! Isso mesmo! Por isso, é preciso tomar cuidado ao andar por lá!

[Resenha] - Escola, Os Piores Anos da Minha Vida - James Patterson

     Quem nunca odiou, nem que fosse um pouquinho só, o ensino fundamental, então provavelmente estava no ápice da cadeia alimentar estudantil. Para o jovem Rafa Katchadorian, a escola não era, nem de longe, um lugar divertido. Ele estava por baixo da pirâmide social, e decidiu que precisava fazer algo a respeito.

 
     Rafa Katchadorian era um garoto muito criativo, coisa que vivia colocando nosso protagonista em problemas. Sua imaginação sempre foi utilizada em superdose, uma das características mais marcantes ao longo da leitura. Mas, nessa vez, ele se superou. Ao lado do amigo Leo, eles criaram um caderno com um esquema para se quebrar todas as regras da escola e receber pontos sempre que tivesse êxito. O problema é que, durante o processo, ele acaba se aproximando de uma das garotas mais lindas da escola, e de quebra arrumar problemas com o valentão do colégio. Além das costumeiras discussões com seu padastro e com sua irmazinha endiabrada, ele vai ter que lidar com a perseguição dos professores e do valentão, que está disposto a acabar com a alegria do Rafa. Sua ousadia vai longe e, sempre com Leo como parceiro, eles vão se meter em muitos problemas!

     Pois é, pessoal, depois dessa introdução digna de um filme da Sessão da Tarde (xD), vamos falar um pouco mais sobre essa obra. 



     Escola, Os Piores Anos da Minha Vida é escrito em primeira pessoa, e temos a visão do Rafa para nos conduzir em sua aventura. O livro é infanto-juvenil, mas possui uma maturidade surpreendente, porque, apesar de ter esse aspecto todo infantil, Patterson abordou temas bastante reais que, em outro contexto, poderiam compor o gênero dramático e policial. 
     A leitura é bem rápida, flui sem nenhum problema, sem contar o fato de a narração ser muito divertida, com pausa para comentários ácidos e cômicos. Não demora muito, e você acaba se tornando amigo do Rafa, torcendo por ele a todo instante e, em alguns momentos, pedindo pro garoto ter um pouco mais de juízo. Isso acontece porque o autor teve o brilhantismo de conduzir uma narrativa que dialogia com o leitor, nos provoca e nos insulta em alguns momentos, mas claro, sempre nos limites do que se é esperado num livro infanto-juvenil. 
     Um dos elementos mais interessantes criados nessa história foi o amigo Leo. Ele é bem mais do que um amigo que o acompanha no dia a dia, sua existência chega bem próxima ao fantástico, embora não seja essa a proposta do livro. Como a estória é pequena, não seria bacana dizer quem, de fato, é esse amigo, por isso vou deixar que descubram por vocês mesmos. Mas posso garantir que Leo é, provavelmente, a fonte de todos os eventos que ocorrem na vida do Rafa.
     Os dramas familiares são, de longe, os momentos mais densos da história. São problemas reais, afinal, Rafa mora com a irmã, a mãe e o padastro, este não faz nada a não ser assistir à televisão e reclamar da forma como a mãe cria os filhos. Ela, por outro lado, passa a maior parte do seu tempo trabalhando em uma lanchonete e tentando lidar com as dificuldades que o Rafa causa na escola. A evolução desse relacionamento é surpreendente, com direito a viatura de polícia no desenrolar dos eventos. Pontos para os autores, que souberam elaborar um livro infantil que condiz com a realidade da nova geração. Afinal, em tempos onde garotos de dez anos lêem livros eróticos, é evidente que as nossas crianças possuem maturidade suficiente para lidar com alguns temas mais pesados, como violência familiar, bullying e questões psicológicas que acomentem as crianças de hoje. 
     Não consegui enxergar muitos pontos negativos, e a maior parte foram muito mais pessoais do que "técnicas". Por exemplo, o motivo pelo qual Rafa decidiu fazer isso, e a sua desconsideração pelo sofrimento da mãe em alguns momentos. Em determinado ponto, acreditei que ele fosse um garoto muito mais perturbado do que criativo demais, e talvez tenha isso essa a verdadeira intenção do autor por trás da estória infantil. Será que estou certo? =)  
     

     E, claro, não podia deixar de fora a incrível ilustração desse livro. Os desenhos representam a maneira como Rafa enxerga o mundo, e ainda traz um aspecto muito mais belo e envolvente no livro. Certamente, um livro mais do que recomendado. Embora pertença a um público mais jovem, todas as idades podem aprender com as reflexões de Rafa Katchadorian. 

Ilustrações como essa estão por todas as partes nesse livro, e complementam a narrativa de forma brilhante!

     E aí, amigos, o que acharam? Espero que gostem, e fiquem de olho porque o próximo post será uma promoção desse livro! Tenham uma excelente leitura!
     Fiquem na Paz! xD

[TAG #1] As Capas Mais Bonitas da Minha Estante

Olá, amigos Inspirados!

     Estou aqui pra apresentar, pela primeira vez, uma TAG feita no meu blog. Não recebi de ninguém, eu apenas copidei quando assisti ao vídeo no blog da Nica, no Drafts da Nica. Achei a ideia divertida, então resolvi tentar =)
     Então, aqui vai um vídeo com as capas mais bonitas da minha estante !





     E aí, galera? O que acharam? Deixem comentários, podem dar opinião, aqui o espaço é de vocês!

Abaixo vou deixar os blogs indicados pra responder à tag. E aí, será que eles vão responder? =)

Leo Oliveira - Um Leitor a Mais
Luana - Lendo ao Luar
Luara Cardoso - Estante Vertical
Igor Gouveia - Diário de Bordo de Um Leitor
Jacque - My Book Lit




     Uma ótima leitura pra todo mundo! =)

[Resenha] O Clã dos Magos - Trudi Canavan

     Imagine você vivendo numa favela ambientada na Idade Média, em um  universo alternativo em que a ordem é regida por um Clã de Magos. Agora se imagine no meio da multidão que brada contra os magos, enquanto estes passam pelo povo bancando a egípcia por trás de seu campo de força mágico. Encarnou? Beleza, agora atira uma pedra contra o escudo. Imagine-a atravessando o campo de força e desacordando um dos seres mágicos... Pronto, você acaba de descobrir que também é um mago, um dos selvagens! Agora, "pernas, pra quê te quero", os caras estão atrás de você e é melhor se sconder. Não existem magos fora do clã, eles dizem.



      Tudo isso aconteceu com Sonea, uma garota que para o resto do mundo não era ninguém além de uma criança pobre que vivia com os tios. O grupo de magos, a pedra atirada, a descoberta surpreendente. Ela era apenas uma criança, uma maga cujos poderes eram selvagens e completamente sem controle. O maior problema: Sonea era um perigo para qualquer um a sua volta, e até para ela mesma.
     A história gira praticamente em torno da protagonista fugindo do radar dos magos e tentando controlar sua magia, ao lado de seu amigo Ceryni e uma horda de ladrões que se escondem nos esgotos da cidade de Irmadin, a boa e velha cidadela de ares medievais que compõe nosso cenário fantástico.
     Durante algum tempo travei uma batalha comigo mesmo, me perguntando se, afinal, havia ou não gostado da história. No fim das contas, decidi que estava curioso pela continuação (pra quem não sabe, O Clã dos Magos é o primeiro livro da trilogia O Mago Negro), o que podemos entender como: sim, eu gostei.

      Narrado em terceira pessoa, a história nos transporta para um universo particular de Trudi Canavan, em que tudo - desde hortaliças à animais selvagens - foi inventado por ela. Sonea, a nossa protagonista, começa como uma garota das ruas, fazendo trabalho para os tios, tentando levar a vida em sua favela (a princípio achei estranhíssimo o livro usar o termo "favela" em uma ambientação medieval, mas por fim acabei me acostumando). Mas o evento com os magos acabou levando-a a tomar escolhas difíceis. Além de abandonar os tios, precisou se aliar a alguns ladrões da cidade, e inclusive buscar um mago banido que, secretamente, ainda mantinha seus poderes. Claro que as coisas foram bem mais fáceis depois que seu bom e velho amigo, Ceryni, decidiu acompanhá-la nessa fuga.
     A narração é bem fluida, sem obstáculos, mas houve momentos em que me senti levemente decepcionado. Dá pra notar que a autora tem uma veia imaginativa bacana, coisa fina mesmo, mas falha um pouco ao explorar o mundo que ela mesma criou. Em alguns momentos, a falta de aprofundamento em seu universo inventado se faz ser bem notado - o que não é nada bom - e tudo fica a cargo de um glossário ao final do livro, uma coisa que, se o próprio enredo não te prender, não vai te fazer virar todas as páginas até saber do que se trata aquela palavra desconhecida. 
     Por outro lado, Trudi Canavan conseguiu criar um gancho interessante entre o primeiro e o segundo livro, aquele tipo de sensação que, por fim, você admite "é, estou interessado em saber o que, afinal de contas, vai acontecer". 
   

     E aí, amigos leitores? O que acharam?
     Boa leitura, fiquem na Paz! =)
 
Base feita por Adália Sá | Editado por Luara Cardoso | Não retire os créditos