[Resenha] A Passagem - Justin Cronin

     Hoje eu decidi que dormir não era importante. Sim, amigos, pra que dormir quando se tem A Passagem para nos acompanhar madrugada adentro. Por isso, sem mais delongas, vamos nos lançar nessa incrível ficção, lindamente escrita por Justin Cronin. Adianto, aqui, que esse livro é meu favoritão e, claro, não posso deixar de colocar um SUPERINDICO! Se você curte ficção científica apocaliptica, bem elaborada e espessa (um calhamaço de só 800 paginazinhas) então não pode deixar de ler A Passagem. Bora lá?!



     A história, a princípio, pode deixar uma ideia bastante errada. Embora a febre de histórias sobre vampiros tenha estourado recentemente (relativamente falando), A Passagem veio muito antes disso e, para nosso alívio, tomou um rumo bastante diferente. Ainda que livro tenha um misticismo muito forte em sua composição, é o tipo de misticismo obscuro, não consegue ser revelado, é como uma sombra por trás dos personagens. Os vampiros, nesse caso, são criações humanas, pessoas que foram infectadas por um vírus produzido a partir do sangue de uma menina, a pequena Amy Belafonte. 
     Ela era uma criança silenciosa e submissa, obediente enquanto sua mãe realizava tarefas nada convencionais para uma mãe tradicional. Até o dia em que um agente oficial surgiu na vida da garota. Depois disso, não apenas ela, mas o mundo inteiro estava prestes a mudar. A promessa de uma erradicação humana estava bem próxima. Uma onda de humanos transformados, conhecidos como saltadores, fumaças ou dracs, iniciou, e perdurou durante um século, até o dia em que uma galera mais sagaz - habitantes de uma colônia que sobrevivem ao "fim do mundo" - decidiu que era hora de abandonar os muros a sua volta e encontrarem outras perspectivas.
     Claro que os motivos e a estratagema do autor para forçar essa situação é bem mais complexa e elaborada do que isso, mas não vou dizer mais nada, porque, afinal de contas, Justin Cronin tem nas mãos o elemento surpresa, algo presente no final de cada capítulo. Você nunca sabe o que vai acontecer.

     Quando pesquisei sobre o livro, à primeira vista me pareceu com aquele tipo de ficção trash ou, pelo menos, muito clichê, do universo apocaliptico. Bem, não posso dizer que ela ganha o prêmio de originalidade, mas com certeza está longe, muito longe (anos luz, pra ser mais exato) de ser trash. A sofisticação da trama e da narrativa é tão incrível que não tem como não ler compulsivamente. Foi como eu disse, o elemento surpresa nada de braçada nessa história, do início ao fim, e isso o autor demonstra um domínio natural.
     As personagens são bem elaboradas, possuem personalidades fortes e deixam aquela saudade quando vão embora. A ambientação, a arquitetação da atmosfera sombria e misteriosa, a mistura de ciência e sobrenatural, tudo isso compõe uma excelente história, especialmente para os amantes de sci-fi.
     Mas só pra avisar: a história não chega a ser uma total obra de ficção científica. Acredito que ela tenha gêneros bastante misturados, uma espécie de terror também, especialmente quando a história começa a se aproximar do "fim do mundo". Você praticamente ouve o batimento cardíaco dos personagens sob efeito da adrenalina, correndo pelas tubulações de ar ou pela mata fechada, tentando não ser devorado pelos saltadores.
     Apesar dos vários pontos positivos, não posso deixar de dizer que o livro, em suas últimas páginas, reduziu seu ritmo de uma forma meio incômoda, a história chegou a ficar cansativa em alguns pequenos momentos. Mas é claro, isso não quer dizer nada, pois os capítulos finais deixam uma promessa implícita de uma continuação (inclusive existe o segundo livro, ainda não publicado no Brasil).
     A Passagem - o primeiro livro de uma trilogia, escrito em terceira pessoa e com a trama que viaja no futuro, desde o nosso presente até um mundo temporalmente distante, quando tudo é escasso e a população quase foi dizimada pelo alastramento do vírus - é uma ótima pedida de leitura. Com sorte, você vai apreciar tanto quanto eu, e vai acabar favoritando!

É isso aí, amigos Inspirados, espero que tenham gostado!
Ótimas leituras, fiquem na Paz!
 
     

     

[Lançamentos] Editora Arqueiro - Novidades!

E aí, amigos Inspirados!

O ano já começou e, como bons leitores, não podemos deixar de ficar por dentro das estreias de 2013! Começamos bem, já com ótimos livros que serão lançados pela Editora Arqueiro! 
Que tal darmos uma olhada nos destaques para início desse ano? =)


E tem mais de James Patterson, confiram!




Mais uma novidade da editora Arqueiro!



Em fevereiro, O Inferno de Gabriel será o próximo lançamento!




É isso aí, amigos! Espero que tenham curtido os lançamentos! Eu já tô de olho no livro infantojuvenil do James Patterson! E você, se interessou por qual?

Boa leitura, fiquem na Paz xD

[Viajando Pelas Páginas] - “Arizoneando” em Flagstaff



Olá, inspirados!
Prontos para a primeira viagem de 2013??
Aproveitando o clima frio do Hemisfério Norte, vamos a um lugar que simplesmente combinam com neve: Flagstaff, cenário de Um Mundo Brilhante. Espero que gostem!
Desejo ainda um feliz ano novo a todos vocês!!
Beijo grande,

Tullia Maria



“Arizoneando” em Flagstaff

Localizada no estado do Arizona, Flagstaff é uma cidade para ser visitada o ano inteiro, já que possui atrações bem variadas. Cachoeiras, centro histórico preservado, áreas para esqui, parques, reservas indígenas e passeios de trens são alguns dos encantos que podem ser encontrados nesse ambiente que, por estar entre montanhas, tem um clima ameno.

Os que gostam de astronomia vão adorar conhecer o Observatório Lowell, onde foi descoberto o planetoide Plutão. Já os que curtem a natureza, vão se encantar com as cataratas Grand Falls. Além disso, num lugar em que os trens têm tanta importância, até a estação ferroviária (Amtrak Station) pode se transformar num lindo ponto turístico. 

A algumas horas de Flagstaff, você pode ainda visitar o mais importante ponto turístico da região: trata-se do Grand Canyon, um grande desfiladeiro que se localiza ao longo do Rio Colorado. Por se tratar de uma área deserta (na qual também neva), além de carregar água, é necessário se preocupar com as temperaturas. O mês de outubro é o que possui uma oscilação mais confortável, cuja variação vai de 16°C a 31°C.

Contando com áreas diversas, boa parte do local faz parte do Parque Nacional do Grande Canyon, sendo a área sul (South Rim) a mais visitada (e também a mais próxima de Flagstaff). Esse ambiente é ideal para conhecer um pouco da cultura dos seus primeiros habitantes, tirar fotos, apreciar o pôr do sol, fazer trilhas ou passeios aéreos, comprar alguns artefatos indígenas e, é claro, se maravilhar com essa obra de arte da natureza.
Outra boa opção nos arredores da cidade é o Canyon de Chelly, situado no território dos índios Navajo. Lá é possível conhecer um pouco do modo de vida dos moradores da região e contemplar algumas formações rochosas, com destaque para a Spider Rock, que, segundo lenda dos nativos, é onde vive a Mulher Aranha.

Por fim, o turista vai se empolgar com a quantidade de bares e restaurantes que o local abriga. A noite é agitada para o tamanho do município e há locais para todos os gostos: karaokês, pubs, temáticos, dedicados ao esporte... Tudo combinando com o clima aconchegante que faz de Flagstaff um achado no Arizona.

[Resenha] O Reino - Clive Cussler

     Se você leu O Espião (resenha aqui), então conhece a narração extraordinária que Cussler utiliza para criar seus cenários cheios de ação e mistério. O Reino é o seu segundo livro publicado pela Novo Conceito, e já mostrou uma cara totalmente nova em relação ao seu primeiro livro publicado pela NC.




     O casal Fargo foi abordado por um sujeito milionário nada simpático, solicitando os serviços de Sam e Remi. Com o trabalho veio a notícia de que um amigo havia desaparecido antes, durante essa mesma tarefa, o que torna tudo ainda mais complicado. Como negar um trabalho duvidoso quando se tem alguém que é importante em risco?
     Contanto com a ajuda de aliados e contatos, enfiaram-se nessa trama para encontrar o amigo e, no processo, entender o que estava rolando por trás do pedido do Sr. King, um barão texano do petróleo. E, como toda boa obra escrita por Cussler, aventuras, uma troca (coisa normal) de tiros e uma sagacidade admirável por parte dos herpois, uma viagem pelo mundo é feita, desde iates luxuosos a cavernas no meio do nada. Tudo isso para encontrarem o tesouro, uma caixa de madeira com segredos milenares de um povo que morreu tentando mantê-lo em segurança.


     Se você leu O Espião, primeiro livro do autor publicado pela Novo Conceito, então sabe como Clive Cussler consegue criar uma atmosfera bastante acolhedora, além de heróis dos tempos modernos bastante sedutores e cheios de manha. Foi o primeiro livro que me fez interessar pelo trabalho de Cussler, e não fiquei desapontado com o segundo.
     Não vou dizer que foi meu favorito, pois não foi. Senti falta da paixão policial que havia na sua obra anterior. Em O Reino, muitas das vezes a narrativa era técnica demais, apresentando lugares e parafernalhas de escalada, por exemplo, e isso me deixou um bocado fora de órbita em alguns parágrafos. Mas com uma insistência, dá pra chegar ao 'vamos-ver' da história, onde a ação e os mistérios se enrolam numa trama muito bem tecida.
     Não posso dizer que essa obra seja original, afinal, o tesouro escondido por uma civilização antiga não é algo incomum, mas posso dizer que Cussler consegue fazer brotar sua própria fonte de criatividade, deixando sua marca registrada no roda-pé. 

     A arte da capa, feita pela Novo Conceito, está de parabéns. Deu aquela cara de 'HQ' americana, uma atmosfera que a gente percebe logo de início, lendo O Reino. O livro não é grande, a leitura é rápida, então nada de preguiça, dá pra ler numa boa sem ser impedido pelos pequenos detalhes cansativos.

Boa leitura, amigos, fiquem na Paz! =)
     


 
Base feita por Adália Sá | Editado por Luara Cardoso | Não retire os créditos