Romances vêm e vão. Não é diferente entre os jovens. Nessa história de Susane Colasanti, dá pra ver como o mundo dá voltas quando se trata de gostar de alguém.
Título: Bem Mais perto
Autora: Susane Colasanti
Editora: Novo Conceito
236 páginas
Brooke morava com sua mãe em New Jersey. Era superdotada, com um QI bem superior aos dos demais, mas ela sempre tentava ocultar essa sua habilidade que, segundo ela, era 'anormal'. Sua falta de esforço nos estudos normalmente resultava em um grande C nos boletins. Tinha boas amigas e um amor secreto pelo popular Scott. Estava no segundo ano e, num ímpeto de coragem, decidiu revelar seus sentimentos ao rapaz. Porém uma notícia colocou seus planos em xeque: Scott iria se mudar para New York. Com isso, uma nova decisão: ela vai morar com o pai na cidade que nunca dorme.
Ela começa seu terceiro ano na escola de New York, na mesma turma que a de Scott. No processo, ela acaba conhecendo John, um garoto que sofre de disgrafia, e Sadie, uma menina tímida. Eles formarão um quarteto improvável, mas muitos eventos acabam mudando os rumos do relacionamento. No final, Brooke vai perceber que sua certeza sobre alguém era apenas um engano que a fez tomar a melhor decisão que poderia escolher.
ATENÇÃO: Antes de qualquer coisa, é preciso compreender que, o que vocês lerão aqui, é a opinião de um sujeito fã de literatura fantástica, ficção científica e afins. Por tanto, romances teens tendem a não ganhar meu carisma. Por isso, se você é amante de chick-lit, é importante filtrar ao seu modo alguns dos meus pontos de vista, e fazer seu próprio julgamento.
Escrito em primeira pessoa,
Bem Mais Perto é um chick-lit sob a ótica de Brooke, uma menina sem nenhum carisma (novamente, na minha humilde opinião). A notícia de que Scott iria para Nova York, pelo que pareceu, foi um motivo suficiente para fazê-la tomar a decisão de se mudar para a mesma cidade, morando com o pai que, por sinal, abandonara Brooke e sua mãe há muito tempo.
Brooke deixou muitas coisas importantes para trás: amigas, mãe, escola; tudo por causa de um rapaz que não a conhecia! Ok, até aí tudo bem, ela justifica sua atitude com o bom e velho "eu sinto que é isso que devo fazer". O real problema é que, após algum tempo, April, sua melhor amiga em New Jersey, começa a se afastar. Bem, não conheço o código de conduta feminina, mas vamos analisar: Brooke se muda para tentar um lance amoroso com um cara que, por sinal, era o amor secreto de Candice, uma de suas melhores amigas. Beleza, um ponto a menos para a camaradagem da nossa protagonista. O legal (com uma rodela de sarcasmo acompanhando) é vê-la condenando April e Candice por se afastarem, como se fosse um erro de suas amigas, e não uma consequência dos atos de Brooke. Ou seja: não aconselho ninguém a ser amigo da protagonista.
Posso concordar que, talvez, seja mais provocação minha, afinal, não curti a personagem, não tem como mudar essa impressão. O grande impasse na verdade, ou o-motivo-que-não-torna-esse-livro-uma-indicação, é o fato da história não ter um conteúdo profundo, trata-se de um romance superficial girando em torno da tentativa de Brooke em namorar o rapaz, que se mostra pouco valoroso ao longo da trama. E, claro, o bom e velho clichê do "amor estava bem à minha frente, e eu não vi". Os primeiros capítulos não conseguem criar um elo interessante entre a protagonista e o mundo que está deixando para trás, a sensação é de que a autora está apressando as coisas só pra adiantar o momento em que Brooke se encontra com o seu amorsublimeamor.
Li muitos chick-lits esse ano, e confesso que adquiri certa simpatia pelo gênero, mas esse livro não foi fácil de engolir. A narrativa é fraca, bem cansativa e os diálogos são forçados demais, com muitas frases que tentam provocar algum efeito mas, na verdade, não têm o menor impacto sobre o leitor.
Mas aí você me pergunta: cara, você não tem nada de bom a dizer? Claro que tenho!
O livro é curto, a diagramação cuidadosamente feita pela Novo Conceito facilita em muito a visualização, por isso é uma leitura rápida, coisa de um ou dois dias, se você é do tipo que despende mais de uma hora num livro (o que é o meu caso rs). Além disso, eu gostei de uma personagem, A Sadie. Eu não consegui deixar de associá-la à Bernadette, a personagem carismática da série The Big Bang Theory. Seu jeito ingênuo me pareceu bem original, as melhores partes são quando ela entra em cena, e como não é sempre que ela dá as caras, imagine minha tristeza rs.
Como eu disse antes, minha opinião pode ser comprometida pelo meu gosto nada compatível. Por isso, não pense em tomar minha resenha como referência única. Aconselho os leitores a buscarem outras resenhas, outras opiniões, assim fica fácil considerar as qualidades da obra. Quem sabe a história te cative e você me descubra um cara chato pra caramba? =)
Excelente leitura a todos! Fiquem na Paz! xD