[Resenha] Feche Bem os Olhos - John Verdon

     Quem não curte uma boa história policial com suspense e reviravoltas? Feche Bem os Olhos tem bastante disso tudo, e mais um pouco até!



Título: Feche Bem os Olhos
Autor: John Verdon
Editora: Arqueiro
424 páginas



Se você pensa que existe redenção para os erros do passado, o presente pode mostrar que você está fatalmente enganado.


     Dave Gurney era um renomado detetive, o Superdetetive, assim nomeado pela mídia. Mesmo aposentado, as chuteiras penduradas não o impediram de solucionar o intriganto caso Mellerey história do livro Eu Sei o Que Você Está Pensando - confiram resenha AQUI. Quando pensou ter chegado ao fim da linha de sua profissão, um outro caso muito curioso é levado até ele.
     Gurney tinha um grande problema: era viciado em mistérios. Quebra-cabeças psicológicos eram o seu fetiche. Viver no campo não estava fazendo bem ao detetive aposentado e sua esposa Madeleine não parecia satisfeita com a inquietação do marido. Esse caso, como o anterior, seria mais um pretexto para as alfinetadas categóricas de Madeleine. Mas, também, poderia significar o risco à sua família.
     O caso, de uma 'simples' decaptação da noiva - noiva, essa com potencial para uma psicopata violentadora - no dia do casamento, tranforma-se numa verdadeira conspiração psico-patológica tão complexa que nem mesmo o Superdetetive Dave Gurney conseguirá sair sem alguma sequela. Essa nova investigação vai exigir o máximo de Gurney, e numa dessas, muitas histórias inacabadas do passado vão à tona. Não apenas isso, a relação de companheirimos entre Dave e Jack Hardwick, um detetive esperto e igualmente irritante, acaba chegando ao nível de cumplicidade de verdadeiros amigos.  O negócio agora é se abaixar e torcer pra não ser atingido também.


     Não é fácil escrever sobre um livro que mexe com você e que se torna um dos melhores na sua lista de favoritos. John Verdon, desde o seu primeiro livro publicado - Eu Sei o Que Você Está Pensando - mostrou-se um grande escritor do gênero suspense/policial. A narrativa, em terceira pessoa, é muito bem feita, flui facilmente e, a melhor parte, prende o leitor do início ao fim.
     Os personagens (na minha opinião, é a coisa mais importante num bom livro) são muito bem feitos. Você pode traçar uma linha imaginária e diferenciá-los perfeitamente, e, melhor, são tão bem estruturados que fica difícil acreditar que são apenas personagens fictícios. Madeleine, a esposa do detetive, é uma das minhas personagens favoritas. Ela possui um sentido afiado para análise de situações, embora viva emotivamente. Ela é o tipo de figura chamativa sem precisar ser extravagante.
"era um sorriso capaz de fazer a gente acreditar que a vida era boa."

     O casal possui uma história intensa e traumática, o que é responsável pela susposta falta de sentimentos do protagonista. Eles se aproximam muito mais depois do caso Mellerey (descrito no livro anterior), mas, só pra aguçar a curiosidade dos leitores, posso dizer que em Feche Bem os Olhos, Dave e Madeleine se aproximam ainda mais, numa reviravolta empolgante.  
     Uma coisa interessante que vale a pena destacar são os capítulos em itálico, escritos à parte do ritmo normal da história. John Verdon deixa nesses capítulos uma amostra bastante significativa do que se passa na mente do assassino. O legal desses capítulos é que são escritos de uma forma quase poética e, embora não exista um terrorismo explícito na narrativa, fica muito claro o tom doentio do criminoso, mesmo sutil.


"Ele ainda não tinha um nome definitivo para a experiência. Sonho não dava conta de todo o seu poder. Era verdade que na primeira vez em que acontecera ele estava quase caindo no sono, os sentidos desconectados de todas as exigências mesquinhas de um mundo nojento, sua mente livre para ver o que estava prestes a ver, mas a vaga semelhança com um sonho comum terminava aí."

     Feche Bem os Olhos é um quadro bem elaborado de um universo de agressores sexuais diagnosticados com psicopatia. John Verdon, nessa obra, pouco aborda a questão do abuso sexual como discussão social, ela é mais um elemento que compõe a trama sem tirar sua importância e preocupação.
     E, como todo bom livro policial, o final desse não poderia ser menos empolgante! Impossível contar mais sem entregar a melhor parte. Pra isso, vocês vão ter que ler. Se você não ler, falta de recomendação não é o problema. Vale muito a pena!

     Boa leitura! Fiquem na Paz! =)
 

Lançamentos - Novo Conceito

Alô, amigos leitores!

     Pois é, a greve tá aí, eu aqui me acabando no ócio, e a ideia de me formar só depois de 6 anos, que já não era nada coisa pouca, ficou distante, distante... Mas pra tudo tem o seu lado bom e, no meu caso, curti uma boa leitura ao lado de bons nomes da literatura, especialmente os livros da Novo Conceito!
     E, falando em livros da editora Novo Conceito, ela decidiu que surpresa pouca é bobagem! Agora temos mais novos lançamentos! Quatro, pra ser mais exato. Parabéns, NC!

LOL

 Mas vamos ao que interessa =)

O primeiro livro é do conhecido autor que deixa uma frota de meninas suspirando. Nicholas Sparks é autor de romances incríveis que estão conquistando, a cada dia, mais e mais leitores. Embora muitos de seus livros pareçam ter como público alvo as mulheres, muitos cabras-machos têm se rendido à leitura.


Um Porto Seguro




Autor: Nicholas Sparks
Titulo:
Um Porto Seguro
Editora:
NOVO CONCEITO
Ano:
2012
Edição:
1
Número de páginas:
384

Katie se muda para Southport, Carolina do Norte, mas não tem intenção nenhuma de formar laços e amigos. Carregando um segredo na bagagem, ela vai tentar se manter longe das pessoas da comunidade, mas acaba não resistindo à duas pessoas em particular, sua vizinha Jo e o viúvo Alex. Ela vai descobrir, no amor, um abrigo seguro de seu passado apavorante, e sua vida promete mudar completamente.
Pra quem não sabe, Um Porto Seguro (Safe Haven) já está em vias de produção, pronto pra virar um longa!

A Décima Segunda Profecia



Autores: James Redfield
Titulo:
A Décima Segunda Profecia
Editora:
NOVO CONCEITO
Ano:
2012
Edição:
1
Número de páginas:
400

 No dia 21 de dezembro de 2012, o calendário maia acabará. Muitos veem isso como um sinal apocalíptico. Será? A longa espera pelo romance da Celestine Serie, A 12ª Profecia descreve Hero e seu amigo Wil quando recebem um pedaço de mistério, um manuscrito antigo que descreve uma aproximação secreta à espiritualidade que está chegando com rapidez à segunda década do século XXI. Para entender todo o contexto desse texto, Hero e Wil começam uma busca urgente pela veracidade e totalidade dessa mensagem. Confrontados por políticos poderos e religiosos extremistas, ele lutarão para revelar a verdade que pode transformar nossas vidas — e o mundo.
fonte da sinopse: site Editora Novo Conceito



Um Ano Inesquecível

 

Autores: Ronald Anthony
Titulo:
Um Ano Inesquecível
Editora: NOVO CONCEITO
Ano:
2012
Edição:
1
Número de páginas:
336

Você acredita que o amor pode durar para sempre?
Jesse Sienna não. O casamento de seus próprios pais era respeitável mas sem paixão; e sua própria história romântica indica que o amor queima ardentemente antes de desaparecer por completo.
Então, quando seu pai, Mickey, muda-se para sua casa e parece não compreender o relacionamento superficial de Jesse com sua atual namorada, mas Jesse não lhe dá atenção.
É apenas um exemplo do quão diferente eles são e fica mais evidente que ele e seu pai nunca terão uma ligação mais profunda.
Mas a verdade é que Mickey Sienna conhece mais sobre amor do que a maioria das pessoas conseguem aprender na vida toda.
Há mais de um século e meio, ele encontrou o amor mais verdadeiro que a vida pode oferecer. Ele sabe das infinitas recompensas de investir seu coração e sua alma em alguém... E conhece o prejuízo devastador de deixar esse alguém perfeito escapar.
Quando Mickey percebe que Jesse não está dando valor a uma mulher extraordinária, decide que é hora de contar a história que nunca contou para nenhum de seus filhos a Jesse. Durante os meses seguintes, Mickey mostra seus momentos mais particulares e felizes para seu filho... e muda a percepção de Jesse em relação ao amor e as possibilidades de um relacionamento duradouro para sempre.

Fonte da Sinopse: Site Editora Novo Conceito


E, pra fechar bonito esse post, o meu preferido, Ladrão de Almas!



Autores: Alma Katsu
Titulo:
Ladrão de Almas 
Editora: NOVO CONCEITO
Ano:
2012
Edição:
1
Número de páginas:
432

Não apenas a arte da capa é coisa fina, como o enredo promete uma história sobrenatural de primeira. 
Dr.Luke Findley é um médico em Maine, vivendo sua vida muito de boassa, sem preocupações, esperando o de sempre em seus plantões noturnos. Mas ele não esperava a aparição de Lanore McIlvrae, ou apenas Lanny, no pronto-socorro.
A jovem Lanny viveu no século XIX e quando criança - naquele tempo - foi consumida por um amor intenso destinado ao jovem Jonathan. Pra ficar com ele para sempre, Lanore é capaz de tudo, inclusive criar um laço imortal que a prende eternamente em um destino assustador. 
Ladrão de Almas é um livro capaz de mostras que o amor incondicional pode levar uma pessoa à própria destruição, da pior maneira possível. O ar misterioso e fantástico chamou minha atenção completamente, tô querendo ler já! 

Mas é claro que vamos precisar de um pouco de paciência. Os lançamentos estão previstos ainda para esse ano, mas vamos ter que esperar até setembro. Paciência, moçada, mas vai valer a pena contar cada minuto =)

Uma excelente leitura pra todo mundo! Fiquem na Paz! =)







Batman Ressurge #Cineresenha



 Batman, O Cavaleiro da Trevas Ressurge é um filme com uma história digna de Oscar, inspirado nos quadrinhos da DC criaram um filme instigante, inspirador e beirando à perfeição. Com um elenco impressionante

Oito anos depois do afastamento de Batman das cenas dos crimes, a cidade mudou tremendamente.

Gothan City vive uma época de paz pela morte de Dent que inspirou a criação da Lei Dent, e por consequência, permitiu colocar os criminosos nas cadeias;


 Abaixando assim os índices de violência na cidade. Batman, acusado de assassinar o promotor público, não é visto desde então, vivendo em exílio em sua própria mansão.

Tenho que notar a diferença do Coringa para o Bane, o Coringa é um vilão frio e psicologicamente perturbado, dando a trama uma profundidade maior. Porém Bane é um vilão frio e calculista, mas ao mesmo tempo tem uma história também dramática o que adiciona a qualquer telespectador um pouco de dó e mais profundidade a trama, papel antes que era do Coringa.

Minha opinião é que Batman é um filme exemplar, com ótimos cenários e detalhado dando um aspecto mais complexo ao filme, porém não é um filme fácil de entender se você não acompanhou os outros filmes da saga, o que deixou a maioria confusa, afinal, quase todos esqueceram dos eventos acontecidos nos outros filmes.

Outro destaque importante é a trilha sonora, as músicas certas para os momentos certos, e a tensão presente em todos os momentos do filme também é crucial. As reviravoltas acontecem toda hora, e é um filme definitivamente perfeito.


Anne Hathaway como Mulher-Gato
 Outro grande destaque é que esse filme é definitivamente único, e comparando com a Marvel, muito melhor. Desse vez não temos que aturar as indecisões adolescentes de Homem-Aranha, nem um vilão malfeito, também não temos que aturar deuses virando quadrinhos como a Marvel fez com Thor, Loki ou Odin.

Acho que os produtores exageraram nos trajes da Mulher-Gato, como fizeram outros em Vingadores, com um decote exagerado que fizeram, com razão, vários marmanjos ficarem boquiabertos.
Com um elenco impressionante considero esse o melhor filme do ano, muito melhor que Harry Potter, The Avengers, ou qualquer pseudo-modinha que anda acontecendo por aí.

[Resenha] A Culpa é das Estrelas - John Green

     Não importa quanto tempo se passe, o quanto a medicina avance ou o quanto as pessoas fiquem mais espertas. É improvável, na história da humanidade, que em algum momento deixemos de questionar a morte, e menos provavel ainda que deixemos de imaginar o que ela provoca em você quando decide fazer uma visita. "A Culpa é das Estrelas" só nos faz pensar mais no assunto, com a diferença de que podemos rir diante dessa situação. Não que ela não nos faça chorar, é claro...




Título: A Culpa é das Estrelas
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
283 páginas


     "- Meu nome é Hazel. Tenho 16 anos. Tireoide com metástase nos pulmões. Estou bem."

     Hazel Grace lutava contra seu câncer desde os 13 anos, diagnosticada com uma doença terminal. Aos 16 anos, ainda de pé, mantinha-se viva graças a um novo medicamento que reduzia os tumores. Seus pulmões não eram nem de longe saudáveis, precisava se manter conectada a cânulas e ao Felipe (um cilindro de oxiênio que servia de companhia em tempo integral), mas conseguia viver relativamente normal, realizando tarefas menos cansativas como dirigir, frequentar a faculdade, lidar com coágulos no pulmão...

     Para lidar com toda a situação de dias contados, Hazel passa a frequentar o Grupo de Apoio, onde acaba conhecendo o jovem e ousado Augustus Waters. Ele era, assim como ela, vítima de um câncer que levara embora sua perna. Isaac - amigo de Hazel desde o início do grupo e antigo amigo de Augustus não se sabe desde quando - também frequentava as reuniões de apoio e, juntos, formaram um trio bastante promissor. Isaac também era vítima do câncer que poupara sua vida em troca de um olho (até, claro, o momento em que viesse buscar o outro, dando ao rapaz uma nova perspectiva, o de não enxergar absolutamente nada).

     Hazel enfrentava sua situação tentando ponderar entre o que queria e o que seus pais queriam. Afinal, era inteligente o suficiente para saber que as dores de sua doença não eram apenas suas.


"Só tem uma coisa pior nesse mundo do que bater as botas aos dezesseis anos por causa de um câncer: ter um filho que bate as botas por causa de um câncer."
p 15


     Num determinado estágio desse relacionamento amigável, Hazel compartilha com Gus (ou Augustus) seu livro predileto, Uma Aflição Imperial. Por muitos dias eles discutiam e filosofavam sobre o livro, a história de Anna, uma menina em fase terminal cuja história tem seu fim subtamente interrompido, deixando os outros personagens sem um final digno na perspectiva de Hazel.

     No começo, tudo o que ela menos queria era se envolver intimamente com o rapaz. Amar seria um erro diante das suas condições, era uma 'granada' esperando explodir, e ela nem sequer estaria ali quando sua doença terminal machucasse todos a sua volta. Hazel mencionava a si mesma como um efeito colateral, uma experiência fracassada pelo universo tentando fazer mutações.


     "- Eu sou tipo. Tipo. Sou tipo uma granada, mãe. Eu sou uma granada e, em algum momento, vou explodir, e gostaria de diminuir a quantidade de vítimas, tá?"
p 95 


     Mas começar a se a paixonar não foi difícil e, depois que veio o amor, eles souberam que, não importava quantas granadas explodissem, ninguém podia controlar o número de feridos. Quando alguém entra na sua vida, especialmente se você tem uma doença terminal, não pode poupá-la de nenhum dor. Nossas escolhas são só nossas.

     Juntos, apoiaram o amigo cego desolado pelo fim do namoro com Monica, viajaram até Amsterdã para beber estrelas e se decepcionarem com seu escritor preferido. Zombavam da vida, questionavam a morte e lamentavam ambas, mas sempre juntos, acompanhados de seus cânceres.

     John Green não escreveu um livro sobre câncer. Ele escreveu um livro que merecia ser lido, um livro que permitiria ao leito chorar e sorrir por coisas relevantos. Mais do que isso, escreveu sobre o sofrimento e a dor, não como castigo ou carma, mas como uma fase (embora câncer, como a Hazel disse, não seja uma fase) que não precisa de uma justificativa para existir.  Escrito em primeira pessoa, A Culpa é das Estrelas revela a graça e a beleza em se viver andando sobre a corda bamba que as circunstâncias nos obrigam a atravessar vez ou outra. Com diálogos tocantes e comicamente corrosivos, personagens cativantes e um enredo genuíno, o livro se tornou o meu preferido, e provavelmente vai ficar nessa posição por um bom tempo. Viajando na mente de Hazel, podemos ter uma vaga ideia do que se passa na mente de quem possui uma doença terminal e, com sorte, o que se passa na mente de quem está perto da 'granada' pronta para explodir.
     Eu não saberia dizer mais nada sobre esse livro. Talvez seja o impacto que uma leitura como essa pode gerar, a gente acaba precisando de um tempo para digerir a história e desembaralhar os pensamentos deixados por A Culpa é das Estrelas. Só posso dizer que vale muito a pena ler, não há um momento em que você deixe de sentir empatia pelo caso. Eu espero que você leia, e que aprecie como eu aprecei. Porque, amigos leitores, são poucas as vezes quando encontramos com um livro que grita tão claro com a gente, sem precisar deixar uma lição, e sim a impressão de que foi ótimo enquanto durou.



"Eu aceito as minhas escolhas. Espero que a Hazel aceite as dela."


     Houve um momento, durante a leitura, que a história me fez pensar nessa música, "My ex-lover is dead", do Stars. Para quem ficou curioso, dê uma olhada. A Culpa é das Estrelas cai muito bem com uma trilha sonora.





     







      
    
     
 
Base feita por Adália Sá | Editado por Luara Cardoso | Não retire os créditos