Dica de Séries #1

Olá, Amigos!

Hoje estou aqui para apresentar a vocês uma série que merece atenção. Ao menos ela conquistou a minha.
Como não tenho tido muito tempo para assistir séries, meço o meu tempo cuidadosamente para aproveitar ao máximo as boas ofertas de séries que nos oferecem por aí. E, como eu, se você também gosta do mundo fantástico, então com certeza vai gostar da primeira dica.



Era uma vez uma série que envolve o melhor do mundo dos irmãos Green.
A série O.U.T. é repleta de personagens do mundo fantástico, tais como Branca de Neve, a Rainha Má, Pinóquio, e afins. Com efeitos especiais que pouco deixam a desejar e uma trama bem original, a nova série da ABC vai trazer ao mundo real a história de Emma Swan (protagonizada por Jennifer Morrison, A Dra. Cameron de House M.D.), uma jovem orfã que cresceu em uma realidade cruel e, no processo, tornou-se tão normal e humana quanto qualquer um de nós. Mas com um porém. Seu passado guarda um segredo mágico.
Emma, na verdade, é filha da Branca de Neve com o Príncipe Encantado (a início pode soar bem infantil, mas a série promete um enredo bem arrojado), e foi salva da maldição que sobrecaiu sobre todos os moradores do mundo encantado, maldição, essa, despertada pela própria Rainha Má.
Bem, vamos por partes.


Como tudo na vida exige uma safada atrasando o lado de todo mundo, no reino das fábulas não poderia ser diferente. Afinal, eles tinham uma rainha dark. A Rainha Má, completamente possessa por ter sido vencida pelo amor verdadeiro de Branca e o Príncipe, desejou de todo o seu coração acabar com a felicidade de geral no mundo mágico. Sacrificando algo que muito estimava, a rainha libertou uma maldição que confinou a galera toda da magia (inclusive ela mesma) no mundo real, em uma cidadezinha chamada Storybrook. Acontece que os seres mágicos não se lembram quem realmente são, todos assumiram papeis comuns, sem conhecerem a extraordinária natureza deles mesmo. A Vovó e a Chapeuzinho são donas de uma pensão, Gepeto é delegado e a rainha é a prefeita. Branca de Neve tornou-se a professora da escola, querida pelos alunos e, em especial, pelo pequeno Henry, uma criança intimamente ligada a Emma Swan que vai ser a chave para descobrir os segredos por trás das macieras da prefeita do mal.
O destino, por sua vez, se encarrega de levar a jovem Emma, de 28 anos, para a cidadezinha e, desde então, as coisas por lá começam a mudar.
Emma era a esperança de Storybrook, a única capaz de vencer a maldição. Até onde eles irão, isso é difícil dizer. Mas posso garantir que, se você é fã do gênero fantástico, vai se envolver por essa história até o último fio de cabelo!
Dá uma conferida no que está te esperando!

E aí? Vai conferir ou não? xD


fiquem na Paz!

Dica de Leitura #4

Por muito tempo fiquei me perguntando se seria uma boa resenhar e falar sobre esse livro. Até hoje conheci apenas uma pessoa que leu Tuareg e, sinceramente, esse fato não deixa muito satisfeito. Essa história não tem anjos caídos, não tem vampiros, não tem fadas ou criaturas mitológicas. Mas o que ela tem vai além, pois traz o valor da história de um povo escasso. É claro que, ainda que eu tenha Tuareg como um dos meus preferidos, o gênero literário fissurante é o fantástico. Mas variar também faz bem para a alma literária, certo?

Bem, vamos ao livro.


Título: Tuareg
Autor: Alberto Vazquez-Figueroa

Sinopse
"Ninguém desonra um tuareg. Homens duros, orgulhosos, só estes guerreiros do deserto conseguem sobreviver no Saara infernal, uma das regiões mais áridas da Terra. Ao contar a história do tuareg Gacel Sayad, Figueroa mergulha no estranho e fascinante mundo dos guerreiros do deserto. Um mundo milenar e misterioso onde homens altivos, orgulhosos, com uma cultura antiquíssima, cultivam sua obsessão pelo isolamento, ignorando a civilização que começa depois das dunas. 'Tuareg' é sobretudo a epopéia de um verdadeiro guerreiro tuareg, que, solitário, faz com que se cumpra a lei do deserto, que condena à morte todos aqueles que infringem o seu milenar e inflexível código de honra".

 ***


Apaixonar-se por esse livro não é, nem de longe, impossível. Vazquez-Figueroa, nessa beleza de narração, conseguiu transmitir de forma surpreendente todos os tortuosos passos de um tuareg, o membro de um grupo étnico do Saara, com poucos representantes.
Gacel Sayad, como todo tuareg, prezava suas normas. Entre o Povo Do Véu não reinavam leis escritas, passadas a papel e tinta. Era uma espécie de consuetodinário, em que os tuaregues viviam suas leis como normas naturais de existência, sem ser necessário um governo que fiscalizasse o cumprimento delas. Não. Assim como Gacel, seu povo vivia as leis, aprendiam-nas assim como aprendiam que o ar entrava e saía de seus pulmões para se manterem vivos. É nesse clima que o livro acontece, através de uma escrita poética e arrebatadora para narrar a luta pela honra.
Honra, é essa a palavra que resume toda a postura de Gacel Sayad. A verdadeira peregrinação de Gacel inicia-se quando ele recebe em sua casa dois viajantes fugitivos. Para os Senhores do Deserto, uma das leis mais sagradas era a Lei da Hospitalidade. O anfitrião daria até mesmo a própria vida para manter em segurança seus hóspedes, até mesmo um inimigo em busca de abrigo receberia igual tratamento. Mas os fugitivos não ficaram foragidos por muito tempo.
Quando a casa de Gacel é maculada por soldados em busca dos dois viajantes, um deles é morto na frente do tuareg, e o outro é levado sem nenhuma satisfação. A honra de Sayad, que era alva como a areia do deserto, é manchada pelo sangue de seus hóspedes.
A lei da hospitalidade fora violada e, para limpar sua reputação diante dos espíritos do deserto, Gacel decide deixar casa e família, vingar a morte de seu hóspede e resgatar o outro que fora arrancado das entranhas de sua cabana (bem dramático, hein?).
 Vivendo segundo a filosofia de uma pedra ao longo do Saara, em uma jornada a passos curtos e medidos, economizando até a última gota de água e outros recursos, nem mesmo o seu camelo será poupado nessa jornada, em que um tuareg precisa cruzar o tórrido deserto e o risco de perecer no caminho para provar que as leis do deserto exigem seu cumprimento. Você faria tudo isso por um hóspede? Daria a sua vida, e até mesmo a de sua família se fosse preciso, para garantir a segurança daquele que confiou à sua casa a própria segurança?

Vazquez-Figueroa não economizou em palavras e sentimentos para contar essa empreitada fustigante, com um desfecho completamente inusitado e uma bravura admirável. Parabéns, senhor escritor, por enfatizar um mundo sofrido que até mesmo a literatura deixa passar batido em alguns momentos. Não é apenas uma dica de leitura, como, também, uma dica de aprendizado, reflexão, ou simplesmente prazer.

Dê mais espaço à sua estante. Deixe o mundo fantástico por alguns minutos e aprecie um livro de conteúdo engajado. Leiam, moçada! Leiam mesmo, porque não é sempre que encontramos um livro tão delicioso como esse!

Fiquem todos na Paz, e uma excelente leitura!
 
Base feita por Adália Sá | Editado por Luara Cardoso | Não retire os créditos