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[Resenha] - A Pousada Rose Harbor - Debbie Macomber


Alô, Amigos Inspirados!

Que tal estrearmos nosso blog com cara nova e, de cara, comemorarmos com uma resenha, livro-cortesia de nossa parceiríssima Novo Conceito? Bora lá então!




Título: A Pousada Rose Harbor
Autora: Debbie Macomber
Editora: Novo Conceito
349 páginas
2013



[Kate Resenha] - Lola e o Garoto da Casa ao Lado


Sinopse: “Tenho três desejos bem simples. Sem dúvida, pedir por eles não é demais. O primeiro é participar do baile de inverno vestida de Maria Antonieta. Quero uma peruca que, de tão trabalhada, poderia engaiolar um pássaro e um vestido tão largo que eu só serei capaz de entrar no salão através de portas duplas. Mas, quando eu chegar lá, vou segurar as saias no alto para revelar um par de coturnos de plataforma, só para que todo mundo veja que, por baixo dos babados, sou durona feito punk rock.
O segundo é que meus pais aprovem meu namorado. Eles o odeiam. Odeiam seu cabelo descolorido, sempre com raízes escuras, e odeiam seus braços, tatuados com teias de aranha e estrelas. Dizem que ele tem um ar de superioridade e um sorrisinho presunçoso. E estão fartos de ouvir a música que ele toca explodindo de meu quarto e cansados de brigar por causa da hora que eu devo voltar para casa sempre que saio para ver a banda dele tocar em clubes. E meu terceiro desejo?
Nunca, jamais, em hipótese alguma, voltar a ver os gêmeos Bell. Nunca mais.”

Livro: Lola e o Garoto da Casa ao Lado
Autora: Stephanie Perkins
Editora: Novo Conceito
288 páginas
2012

[Inspirações Clássicas] Orgulho e Preconceito

   Bom dia, inspirados! O post hoje vem cedo porque o dia vai ser cheio. Afinal, é dia dos namorados!

   Eu estava preparando a resenha de outro livro, mas, repentinamente, percebi que quarta era essa data bonita (sou péssima com números, datas, anos, idades) e me dei conta de que a resenha que eu estava preparando era um tanto deprimente... Enfim, em comemoração ao dia dos namorados (que eu acho que todo mundo deveria comemorar, afinal, aposto que cada um que lê esse blog está em um relacionamento sério com pelo menos um personagem literário), estou chegando com Orgulho e Preconceito.

   No dia em que uma amiga chegou com um exemplar de bolso de Orgulho e Preconceito, dizendo que era o livro favorito dela e que ela estava me dando, sendo que era o único exemplar que ela tinha do livro, eu achei que ela tinha ficado louca. Quando ela disse que era pra eu ler e depois dar pra outrem, eu quase tive um ataque histérico de riso. Depois que eu acabei de ler, ih, piorou! Aquele livro nunca, jamais, sob hipótese alguma sairia de meu domínio.  Nunca! AHAHAHAHAHA!

   Mas, pra compensar, estou oferecendo ao mundo um  pedacinho da minha percepção desse universo tão encantador que é desenrolado a nós nessa obra. 



Título: Orgulho e Preconceito;
Autora: Jane Austen;
Editora: BestBolso;
392 páginas.

Postais do Coração - Ella Griffin {RESENHA}

Boa noite Inspirados!
Confesso que sofri um pouco para escrever essa resenha, acho que perdi o jeito [rindo] mas finalmente consegui produzir algo e espero que vocês gostem porque a Kate aqui suou para tentar expressar todos os pontos da obra de Ella Griffin. Sem mais delongas, resenha em 1...2...3!






[Inspirações Clássicas] Alice no País das Maravilhas

“É tarde! É tarde! É tão tarde que arde!”

Essa frase poderia muito bem ser minha, sobre o meu prazo pra postar essa resenha e o desenvolvimento desse texto – hoje, dia 29 (quarta, dia de postar), às 10h22, não tenho nada pronto –, mas não é. É do Coelho Branco, que passou correndo dentro do seu terno, desesperado para chegar ao seu destino. Alice, curiosa, foi atrás – e nós também vamos! Uma corridinha rápida e, pronto, lá vamos nós pela toca do coelho.

"Caindo, caindo, caindo. Esta queda não acabaria nunca? 
“Queria saber quantos quilômetros já desci nesse tempo todo!”, 
disse em voz alta."

Sim, senhoras e senhores, a nossa resenha de hoje é sobre Alice no País das Maravilhas! Não poderia ser diferente, já que eu amo/sou esse livro e muita gente, apesar de conhecer o enredo por causa das mil adaptações da obra, nunca leu.

Título: Alice no País das Maravilhas
Autor: Lewis Carroll
Editora: Cosac Naify
168 páginas







Todo mundo sabe como começa. Uma tarde ensolarada, um bosque imenso, uma garotinha ouvindo a irmã ler em voz alta a lição de história. O tédio, o coelho, e então, WOW!, o País das Maravilhas! Alice, uma menina racional, anda pelas terras de Wonderland ponderando sobre cada fato absurdo que lá encontra. Cresce e diminui, duvida e acredita, descobre e se redescobre. A cada aventura, a cada encontro, Alice vai percorrendo o país desconhecido, confusa, mudando seu modo de pensar, seu modo de ser... Cada personagem - o Coelho, o Chapeleiro, a Lebre de Março - contribui pra formação da nova Alice - porque, ela mesmo pensa assim, ela não é mais a mesma após aquele passeio insano.

Eu pesquisei sobre as simbologias e alusões do livro (se você quiser ler, eu achei na wikipedia, bem aqui) e qual não foi a minha surpresa ao ver que muita gente diz que o que acontece com Alice em Wonderland é uma alusão à adolescência? Toda a confusão, o estado de nervos, o amadurecimento... Isso fora as críticas sociais à época que estão mescladas ao enredo - o chapeleiro ser maluco, por exemplo, remete aos chapeleiros da época, que realmente piravam. A cola que eles usavam pra fazer os chapéus, além de ter cheiro forte, corroíam as mãos.

E, enfim, é uma obra que todo mundo deveria ler pelo menos duas vezes. hehe.

É isso, galera.

Até a próxima!

Jenny

[Resenha] O Temor do Sábio - Patrick Rothfuss

     Então você se depara com a história mais linda que já viu na vida, e descobre que a continuação do livro nem terminou de ser escrita. Você chora? Provavelvemente.
     Mas claro que eu me segurei quando acabei de ler O Temor do Sábio, porque depois de uma história que incita a coragem no coração dos leitores, eu tinha que mostrar o que aprendi com aquilo...
     Enfim, se você conhece a trilogia Crônica do Matador do Rei, então sabe o que eu estou dizendo. Mas se você faz parte do 1% que deu 2 estrelas para a O Temor do Sábio lá no Skoob, dá licença que a conversa não é contigo (de zoa... Mas, sério, 2 estrelas?).



Título: O Temor do Sábio
A Crônica do Matador do Rei: Segundo Dia
Autor: Patrick Rothfuss
Editora: Arqueiro
960 páginas



"Quando é aconselhado a abandonar seus estudos na Universidade por um período, por causa de sua rivalidade com um membro da nobreza local, Kvothe é obrigado a tentar a vida em outras paragens."
Editora Arqueiro


Não é muito difícil imaginar a minha reação quando o porteiro ligou aqui em casa avisando que o livro tinha chegado...



     Pois é, depois de ficar admirando a capa alguns minutos, enfiei a fuça nas páginas. Foi meio que amor à primeira vista, e eu não podia deixar de compartilhar esse romance com vocês xD.
     O Nome do Vento, primeiro livro da saga (resenha aqui) já tinha me ganhado há muito tempo, mas a continuação das aventuras do jovem Kvothe é de encher os olhos.

      Kvothe estava mais velho e mais experiente. Ainda não tinha todo o dinheiro que gostaria. Na verdade, dinheiro era um dos seus grandes problemas, as taxas escolares prometiam ser cada vez mais altas e ele não tinha muitas esperanças de obter toda a dinheirama que precisava. Ainda assim, seu talento com o alaúde rendia um bocado de moedas. Tendo o sangue de Edena Ruh, uma tradicional família de trupe itinerante, ele passou a escrever sua própria história e inventar sua própria fama, com um pouco de verdade aqui e ali, claro.
     Kvothe cresceu muito em seus estudos na Universidade. Além de se aprimorar no ramo dos flertes e namoricos, ele acabou ganhando talento para muitas outras artes, como a simpatia, a siglística e aprender a ouvir o nome do vento... Seu relacionamento com o professor Elodin, Nomeador-mor da Universidade, estreitava cada vez mais. Auri, a menina que vivia secretamente nos Subterrâneos, tornou-se um elo interessante entre aluno e professor.
     Sua caça aos Chandrianos ainda é árdua, e a busca por informações como os Sete e os Amyr parecem cada vez mais distantes, quanto mais ele cruza o mapa do mundo e descobre tão pouco. 

“Viu um homem que rosto não tem
Andar qual fantasma aqui e além?
Qual é seu plano? Qual é seu plano?
Chandriano. Chandriano.”

     Devi, a agiota mais malandra que o Mário Bros, usou uma de suas artimanhas para manter a dívida de Kvothe. No final da história, descobrimos os reais interesses dessa jovem temida pelos moradores da região. 
     Ambrose é o anti-heroi, o arqui-inimigo,o filho-da-mãe que vai despertar toda a sua antipatia, começou a complicar a vida de Kvothe, especialmente depois de o sujeito se enveredar com Denni, a garota que ocupava o maior espaço dentro do coraação do nosso valente herói. Quando as coisas se complicaram com o nobrezinho pomposo Ambrose, Kvothe foi orientado a deixar a Universidade por alguns períodos, até que os seus infelizes problemas fossem esquecidos pelos professores (vale lembrar que ele acabou manchando o nome da Universidade quando precisou lidar com a rigorosa Lei Férrea).
     E é aqui que a história de verdade começa!


      Ele deixou sua província e, com a ajuda de um rico mecenas admirador de sua música, foi enviado até o maer Alveron, em Vintas. O sujeito era meio nazista, mandava cortar os dedos das pessoas como castigo, isso quando não ordenava uma forca de vez em quando. Apesar dessa austeridade toda, tinha uma saúde comprometida, e foi aí que Kvothe, com seu talento na medicina, começou a ajudar velho. Ele começou a ganhar a afeição de Alveron, té o dia em que salvou sua vida.
     Mas homens com tanto poder não gostam de dever favores demais. Por isso ele acabou enviando nosso estimado herói em uma missão suicida. Nesse processo, Kvothe conheceu mercenários que, de um jeito estranho, se tornaram seus amigos. Entre eles, Tempi, o ademriano, vai lhe ensinar uma arte antiga de luta. Não só isso, ele vai ter um encontro amoroso com Feluriana, uma Encantada que lhe tece uma capa feita de sombras.
     É claro que Patrick Rothfuss tem um talento muito melhor para descrever todas essas aventuras. Eu não saberia nem por onde começar, mas acho que posso tecer alguns comentários bem empolgantes sobre a saga. Não é fácil tentar explicar um livro de incríveis 960 páginas sem deixar algumas observações passarem despercebidas. Mas, e todas elas, a que não pode faltar e a forma minuciosa como o autor descreve pessoas, cenários, situações e batalhas. Especialmente as batalhas! Parece uma dança com as palavras, do tipo que, quando você menos espera, já tá todo empolgado com o gingado. Se compararmos com as obras mais clássicas, como Tolkien, percebemos em As Crônicas do Matador do Rei uma narrativa de nível detalhista muito similar, porém mais leve e mais atrativo. Acho que com algumas palavras eu posso definir:
     Poético! É como você pode interpretar a narrativa. A história se passa em primeira pessoa, quando Kvothe conta sua trajetória de vida para o Cronista; mas há uma alternação de capítulos. Eventualmente temos um ou dois capítulos escritos em terceira pessoa, em que o narrador onisciente observa o protagonista em sua vida pós-aventuras, já adulto e dono de uma hospedaria.
     Original! As histórias possuem ecos de clássicos da Lit-Fan, mas existe tanta originalidade na obra de Rothfuss que não tem como não dar crédito a ele por isso. E por ser um livro com tantas páginas, os diálogos ganham mais espaço e densidade... Isso confere um tanto bem bom de realidade, quase podemos ouvir as vozes de cada personagem. Não são diálogos superficiais, montados em um molde raso. Tem consistência. Podem até dizer que ele bebeu da mesma fonte que os clássicos de Tolkien e Lewis, mas prefiro pensar que Rothfuss fez brotar sua própria fonte. Ponto pra ele! 
     Fantástico! O universo criado por Rothfuss é mágico e empolgante. É uma atmosfera medieval (na verdade, corresponde à Idade Média, pois a Crônica do Matador do Rei é ambientada num universo alternativo), porém com alguns toques sutis do mundo moderno, especialmente em se tratando de relacionamento e imposição feminina. Dentro dessa obra, encontra-se outras culturas que se assemelham e muito com algums realistas. O autor deve ter passado um bom tempo trabalhando a veia imaginativa antes de por tantas ideias no papel.
     Agora, para você que leu O Nome do Vento e apreciou, é preciso tomar muito cuidado. Muitos leitores deleitaram com a leitura de O Temor do Sábio, mas um bocado deles desgostaram. Rothfuss arriscou bastante criando uma rota completamente diferente para o herói. Esperávamos mais informações sobre o Chandriano e os Amyr, que era um ponto central no primeiro livro, o que não ocorre na continuação da trilogia. Esses assuntos são pouco abordados e, quando feitos, o próprio autor lida com eles com certa negligência, como se subitamente não fosse algo tão importante assim. A sensação que tive ao ler O Temor do Sábio era de estar lendo um filler das Crônicas do Matador do Rei, um brake da trama real, e para muitos essa sensação foi do incômodo para o insuportável. Apesar de tudo isso, não posso negar que o livro continua encabeçando minhas preferências. Acredito até, que isso se deva ao fato do jovem protagonista estar crescendo e, em algum ponto, suas ambições acabaram prevalecendo sobre seus ideias, seu objetivo principal, por isso houve essa escapada do foco do primeiro livro.

     Ele será conhecido por muitos nomes: Kvothe, o Arcano, o Sem-Sangue, o Matador do Rei. Dois deles já foram explicados. Mas e o último, "O Matador do Rei"? Isso é mais uma jornada para o terceiro dia, o último livro da trilogia que promete!
     Que tal, depois disso, aguardar o próximo livro que, por sinal, nem terminou de ser escrito?

É isso aí, galera! Uma ótima leitura a todos!
Fiquem na Paz!

[Resenha] - Escola, Os Piores Anos da Minha Vida - James Patterson

     Quem nunca odiou, nem que fosse um pouquinho só, o ensino fundamental, então provavelmente estava no ápice da cadeia alimentar estudantil. Para o jovem Rafa Katchadorian, a escola não era, nem de longe, um lugar divertido. Ele estava por baixo da pirâmide social, e decidiu que precisava fazer algo a respeito.

 
     Rafa Katchadorian era um garoto muito criativo, coisa que vivia colocando nosso protagonista em problemas. Sua imaginação sempre foi utilizada em superdose, uma das características mais marcantes ao longo da leitura. Mas, nessa vez, ele se superou. Ao lado do amigo Leo, eles criaram um caderno com um esquema para se quebrar todas as regras da escola e receber pontos sempre que tivesse êxito. O problema é que, durante o processo, ele acaba se aproximando de uma das garotas mais lindas da escola, e de quebra arrumar problemas com o valentão do colégio. Além das costumeiras discussões com seu padastro e com sua irmazinha endiabrada, ele vai ter que lidar com a perseguição dos professores e do valentão, que está disposto a acabar com a alegria do Rafa. Sua ousadia vai longe e, sempre com Leo como parceiro, eles vão se meter em muitos problemas!

     Pois é, pessoal, depois dessa introdução digna de um filme da Sessão da Tarde (xD), vamos falar um pouco mais sobre essa obra. 



     Escola, Os Piores Anos da Minha Vida é escrito em primeira pessoa, e temos a visão do Rafa para nos conduzir em sua aventura. O livro é infanto-juvenil, mas possui uma maturidade surpreendente, porque, apesar de ter esse aspecto todo infantil, Patterson abordou temas bastante reais que, em outro contexto, poderiam compor o gênero dramático e policial. 
     A leitura é bem rápida, flui sem nenhum problema, sem contar o fato de a narração ser muito divertida, com pausa para comentários ácidos e cômicos. Não demora muito, e você acaba se tornando amigo do Rafa, torcendo por ele a todo instante e, em alguns momentos, pedindo pro garoto ter um pouco mais de juízo. Isso acontece porque o autor teve o brilhantismo de conduzir uma narrativa que dialogia com o leitor, nos provoca e nos insulta em alguns momentos, mas claro, sempre nos limites do que se é esperado num livro infanto-juvenil. 
     Um dos elementos mais interessantes criados nessa história foi o amigo Leo. Ele é bem mais do que um amigo que o acompanha no dia a dia, sua existência chega bem próxima ao fantástico, embora não seja essa a proposta do livro. Como a estória é pequena, não seria bacana dizer quem, de fato, é esse amigo, por isso vou deixar que descubram por vocês mesmos. Mas posso garantir que Leo é, provavelmente, a fonte de todos os eventos que ocorrem na vida do Rafa.
     Os dramas familiares são, de longe, os momentos mais densos da história. São problemas reais, afinal, Rafa mora com a irmã, a mãe e o padastro, este não faz nada a não ser assistir à televisão e reclamar da forma como a mãe cria os filhos. Ela, por outro lado, passa a maior parte do seu tempo trabalhando em uma lanchonete e tentando lidar com as dificuldades que o Rafa causa na escola. A evolução desse relacionamento é surpreendente, com direito a viatura de polícia no desenrolar dos eventos. Pontos para os autores, que souberam elaborar um livro infantil que condiz com a realidade da nova geração. Afinal, em tempos onde garotos de dez anos lêem livros eróticos, é evidente que as nossas crianças possuem maturidade suficiente para lidar com alguns temas mais pesados, como violência familiar, bullying e questões psicológicas que acomentem as crianças de hoje. 
     Não consegui enxergar muitos pontos negativos, e a maior parte foram muito mais pessoais do que "técnicas". Por exemplo, o motivo pelo qual Rafa decidiu fazer isso, e a sua desconsideração pelo sofrimento da mãe em alguns momentos. Em determinado ponto, acreditei que ele fosse um garoto muito mais perturbado do que criativo demais, e talvez tenha isso essa a verdadeira intenção do autor por trás da estória infantil. Será que estou certo? =)  
     

     E, claro, não podia deixar de fora a incrível ilustração desse livro. Os desenhos representam a maneira como Rafa enxerga o mundo, e ainda traz um aspecto muito mais belo e envolvente no livro. Certamente, um livro mais do que recomendado. Embora pertença a um público mais jovem, todas as idades podem aprender com as reflexões de Rafa Katchadorian. 

Ilustrações como essa estão por todas as partes nesse livro, e complementam a narrativa de forma brilhante!

     E aí, amigos, o que acharam? Espero que gostem, e fiquem de olho porque o próximo post será uma promoção desse livro! Tenham uma excelente leitura!
     Fiquem na Paz! xD

[Resenha] O Clã dos Magos - Trudi Canavan

     Imagine você vivendo numa favela ambientada na Idade Média, em um  universo alternativo em que a ordem é regida por um Clã de Magos. Agora se imagine no meio da multidão que brada contra os magos, enquanto estes passam pelo povo bancando a egípcia por trás de seu campo de força mágico. Encarnou? Beleza, agora atira uma pedra contra o escudo. Imagine-a atravessando o campo de força e desacordando um dos seres mágicos... Pronto, você acaba de descobrir que também é um mago, um dos selvagens! Agora, "pernas, pra quê te quero", os caras estão atrás de você e é melhor se sconder. Não existem magos fora do clã, eles dizem.



      Tudo isso aconteceu com Sonea, uma garota que para o resto do mundo não era ninguém além de uma criança pobre que vivia com os tios. O grupo de magos, a pedra atirada, a descoberta surpreendente. Ela era apenas uma criança, uma maga cujos poderes eram selvagens e completamente sem controle. O maior problema: Sonea era um perigo para qualquer um a sua volta, e até para ela mesma.
     A história gira praticamente em torno da protagonista fugindo do radar dos magos e tentando controlar sua magia, ao lado de seu amigo Ceryni e uma horda de ladrões que se escondem nos esgotos da cidade de Irmadin, a boa e velha cidadela de ares medievais que compõe nosso cenário fantástico.
     Durante algum tempo travei uma batalha comigo mesmo, me perguntando se, afinal, havia ou não gostado da história. No fim das contas, decidi que estava curioso pela continuação (pra quem não sabe, O Clã dos Magos é o primeiro livro da trilogia O Mago Negro), o que podemos entender como: sim, eu gostei.

      Narrado em terceira pessoa, a história nos transporta para um universo particular de Trudi Canavan, em que tudo - desde hortaliças à animais selvagens - foi inventado por ela. Sonea, a nossa protagonista, começa como uma garota das ruas, fazendo trabalho para os tios, tentando levar a vida em sua favela (a princípio achei estranhíssimo o livro usar o termo "favela" em uma ambientação medieval, mas por fim acabei me acostumando). Mas o evento com os magos acabou levando-a a tomar escolhas difíceis. Além de abandonar os tios, precisou se aliar a alguns ladrões da cidade, e inclusive buscar um mago banido que, secretamente, ainda mantinha seus poderes. Claro que as coisas foram bem mais fáceis depois que seu bom e velho amigo, Ceryni, decidiu acompanhá-la nessa fuga.
     A narração é bem fluida, sem obstáculos, mas houve momentos em que me senti levemente decepcionado. Dá pra notar que a autora tem uma veia imaginativa bacana, coisa fina mesmo, mas falha um pouco ao explorar o mundo que ela mesma criou. Em alguns momentos, a falta de aprofundamento em seu universo inventado se faz ser bem notado - o que não é nada bom - e tudo fica a cargo de um glossário ao final do livro, uma coisa que, se o próprio enredo não te prender, não vai te fazer virar todas as páginas até saber do que se trata aquela palavra desconhecida. 
     Por outro lado, Trudi Canavan conseguiu criar um gancho interessante entre o primeiro e o segundo livro, aquele tipo de sensação que, por fim, você admite "é, estou interessado em saber o que, afinal de contas, vai acontecer". 
   

     E aí, amigos leitores? O que acharam?
     Boa leitura, fiquem na Paz! =)

[resenha] por Ana Barbara - Um Porto Seguro - Nicholas Sparks


Alô, amigos leitores!

     Estou aqui para apresentar um post diferente. Dessa vez, quem fez a resenha de Um Porto Seguro não fui eu, e sim uma amiga da faculdade, que acabou se apaixonando perdidamente pelas histórias de Nicholas Sparks! Bem, vamos à resenha, então, sob a ótica de Ana Bárbara =)

Título: Um Porto Seguro
Autor: Nicholas Sparks  
Editora: Novo Conceito 

     Bem, eu nunca tinha lido Nicholas Sparks e confesso que tinha um suave pé atrás. Estava num frenesi de livros policiais (Harlan Coben, Tess Gerritsen, James Patterson e tal) e comecei a querer variar. Foi aí que esse livro chegou em minhas mãos. E foi emocionante
     De verdade, já ouvi falar que Sparks era pura história de amor, tudo muito meloso. Bem, não foi o que eu encontrei nesse livro.
     Um porto seguro narra uma história muito forte de superação e auto-conhecimento (por parte da protagonista, Katie). Ela era uma novata em uma cidade pequena, e passa seus dias tentando se encasular e ganhar algum dinheiro para se manter. Acaba ganhando uma vizinha muito querida, Jo, com quem divide sua vida e sua história. Conhece também um viúvo, Alex, que tem dois filhos pequenos e uma mercearia. Com a cumplicidade de Jo e o carinho de Alex, Katie começa a acreditar que em uma nova vida, bem diferente daquela que deixou para trás ao fugir para Southport. Mas mesmo ali, naquela cidadezinha pacata, o passado volta para atormentá-la.
     É isso, não posso contar mais. O livro foi escrito em 3ª pessoa, mantendo uma alternância entre os pontos de vista dos diferentes personagens, o que torna a leitura extremamente interessante e familiariza o leitor com todos os envolvidos. Sparks também joga com o presente-passado com muita intensidade. A partir de certo ponto, o livro começa a te surpreender e não para mais. O autor faz um retrato da loucura e da violência bastante fiel, que impressiona. Os personagens são muito reais, com qualidades e defeitos (o que é muito interessante, já que a onda de hoje é gente perfeita em um mundo perfeito)
     Enfim, é um livro que vale muito a pena, até pra quem não gosta do gênero ‘romance’. O assunto é muito mais forte do que apenas amor puro. É sobre o quanto a vida real é frágil.

     Aí está o ponto de vista sincero da Ana. Acabei ficando curioso, e por isso comecei a ler Um Porto Seguro. E você? Vai fazer o mesmo? =)

Boa leitura! Fiquem na Paz!

[Resenha] - A Vez da Minha Vida - Cecelia Ahern

Olá, amigos Inspirados!
     Estão prontos para mais uma resenha? O que temos no cardápio de hoje é um chick-lit escrito por Cecelia Ahern, autora do best-seller P.S. Eu Te Amo. O livro A Vez da Minha Vida foi publicado no Brasil pela Novo Conceito e, gentilmente, me foi concedido em parceria. Valeu, NC!



     Lucy Silchester está quebrada. De muitas maneiras. Seu emprego não é o seu sonho, o apartamento não é dos melhores, é um completo desastre em relacionamentos e, pensando bem, não se sai muito bem em qualquer tipo de interação social, embora seja muito bonita (novidade?). O passado dela é assombrado por algumas escolhas mal feitas e, num determinado momento, ela acaba recebendo um convite para se encontrar com Vida, a sua vida! Curioso, não?
     Quando ela mentiu da primeira vez, isso se tornou um hábito terrível. Passou a fugir de situações e pessoas usando mentiras como artifício e, quando percebeu, estava vivendo baseada nelas. Por isso não foi exatamente uma surpresa ao encontrar aquele envelope enviado por ninguém menos do que Vida. Não, isso não é a vida em sua forma astral, uma entidade superior que veio lhe ensinar uma lição. Trata-se de uma pessoa normal, um homem descuidado e de aparência surrada, uma personificação exata da condição emocional da nossa protagonista.
     Quando, finalmente, ela decide se encontrar com Vida, as coisas começam a mudar para o lado de Lucy. Claro, sempre vem a tempestande antes da vida boa, por isso a história é regrada de conflitos internos, atritos familiares e relacionamentos cheios de pontas soltas, além de amizades com problemas pendentes.

     Cecelia Ahern criou um chick-lit com uma proposta interessante, onde a protagonista se vê capaz de consertar sua vida tendo como conselheira, vejam só, ela própria ( a Vida!). O livro explica muito pouco sobre essa interação, mas fica claro que não se trata de um encontro sobrenatural - como eu imaginei que fosse - é mais uma espécie de programa para reabilitação emocional, em que a família da pessoa concede informações relevantes para uma pessoa que faria o papel de Vida, e essa mesma pessoa serviria como conselheiro para todas as questões pessoais. A partir daí, Lucy convive com o rapaz que assume esse papel, um sujeito mal vestido e desleixado, que com o tempo melhora sua aparência, ilustrando as boas escolhas que a protagonista toma ao longo da trama. Esse foi um dos recursos que me incomodaram e, na verdade, não me convenceram. A menos que houvesse uma aura mística na história, não enxerguei sentido algum no humor de Vida se espelhar na condição de Lucy.
     Mas alguns recursos foram muito bem aplicados. Uma estratégia interessante usada livro foi usar o habito de mentir de Lucy para dar forma ao trilhar da leitura. Por ser escrito em primeira pessoa, a impressão que temos é de que Lucy vive uma vida feliz e satisfeita, o que é desmentido com o tempo, de acordo com a aparição de personagens secundários que desmitificam essa vida perfeita pintada pela protagonista.
     Embora a escrita não seja muito atraente, a autora consegue levar a história muito bem, criando altos e baixos que vêm no momento certo, tendo o cuidado de prender o leitor quando a leitura começa a ficar monótona.
     O livro é indicado especialmente para leitores mais românticos, o tipo de leitura que encanta aqueles que sonham com uma vida em que o grande amor surge na hora H, quando tudo parece perdido. A Vez da Minha Vida é uma boa companhia para se passar o tempo, mas não é o tipo de livro que costumo ler duas vezes. Ainda com certa complexidade, acho que faltou elaboração, mas isso não impede a boa escolha da Novo Conceito em publicar esse livro.

Boa leitura a todos, fiquem na Paz!

[Resenha] A Passagem - Justin Cronin

     Hoje eu decidi que dormir não era importante. Sim, amigos, pra que dormir quando se tem A Passagem para nos acompanhar madrugada adentro. Por isso, sem mais delongas, vamos nos lançar nessa incrível ficção, lindamente escrita por Justin Cronin. Adianto, aqui, que esse livro é meu favoritão e, claro, não posso deixar de colocar um SUPERINDICO! Se você curte ficção científica apocaliptica, bem elaborada e espessa (um calhamaço de só 800 paginazinhas) então não pode deixar de ler A Passagem. Bora lá?!



     A história, a princípio, pode deixar uma ideia bastante errada. Embora a febre de histórias sobre vampiros tenha estourado recentemente (relativamente falando), A Passagem veio muito antes disso e, para nosso alívio, tomou um rumo bastante diferente. Ainda que livro tenha um misticismo muito forte em sua composição, é o tipo de misticismo obscuro, não consegue ser revelado, é como uma sombra por trás dos personagens. Os vampiros, nesse caso, são criações humanas, pessoas que foram infectadas por um vírus produzido a partir do sangue de uma menina, a pequena Amy Belafonte. 
     Ela era uma criança silenciosa e submissa, obediente enquanto sua mãe realizava tarefas nada convencionais para uma mãe tradicional. Até o dia em que um agente oficial surgiu na vida da garota. Depois disso, não apenas ela, mas o mundo inteiro estava prestes a mudar. A promessa de uma erradicação humana estava bem próxima. Uma onda de humanos transformados, conhecidos como saltadores, fumaças ou dracs, iniciou, e perdurou durante um século, até o dia em que uma galera mais sagaz - habitantes de uma colônia que sobrevivem ao "fim do mundo" - decidiu que era hora de abandonar os muros a sua volta e encontrarem outras perspectivas.
     Claro que os motivos e a estratagema do autor para forçar essa situação é bem mais complexa e elaborada do que isso, mas não vou dizer mais nada, porque, afinal de contas, Justin Cronin tem nas mãos o elemento surpresa, algo presente no final de cada capítulo. Você nunca sabe o que vai acontecer.

     Quando pesquisei sobre o livro, à primeira vista me pareceu com aquele tipo de ficção trash ou, pelo menos, muito clichê, do universo apocaliptico. Bem, não posso dizer que ela ganha o prêmio de originalidade, mas com certeza está longe, muito longe (anos luz, pra ser mais exato) de ser trash. A sofisticação da trama e da narrativa é tão incrível que não tem como não ler compulsivamente. Foi como eu disse, o elemento surpresa nada de braçada nessa história, do início ao fim, e isso o autor demonstra um domínio natural.
     As personagens são bem elaboradas, possuem personalidades fortes e deixam aquela saudade quando vão embora. A ambientação, a arquitetação da atmosfera sombria e misteriosa, a mistura de ciência e sobrenatural, tudo isso compõe uma excelente história, especialmente para os amantes de sci-fi.
     Mas só pra avisar: a história não chega a ser uma total obra de ficção científica. Acredito que ela tenha gêneros bastante misturados, uma espécie de terror também, especialmente quando a história começa a se aproximar do "fim do mundo". Você praticamente ouve o batimento cardíaco dos personagens sob efeito da adrenalina, correndo pelas tubulações de ar ou pela mata fechada, tentando não ser devorado pelos saltadores.
     Apesar dos vários pontos positivos, não posso deixar de dizer que o livro, em suas últimas páginas, reduziu seu ritmo de uma forma meio incômoda, a história chegou a ficar cansativa em alguns pequenos momentos. Mas é claro, isso não quer dizer nada, pois os capítulos finais deixam uma promessa implícita de uma continuação (inclusive existe o segundo livro, ainda não publicado no Brasil).
     A Passagem - o primeiro livro de uma trilogia, escrito em terceira pessoa e com a trama que viaja no futuro, desde o nosso presente até um mundo temporalmente distante, quando tudo é escasso e a população quase foi dizimada pelo alastramento do vírus - é uma ótima pedida de leitura. Com sorte, você vai apreciar tanto quanto eu, e vai acabar favoritando!

É isso aí, amigos Inspirados, espero que tenham gostado!
Ótimas leituras, fiquem na Paz!
 
     

     

[Resenha] O Reino - Clive Cussler

     Se você leu O Espião (resenha aqui), então conhece a narração extraordinária que Cussler utiliza para criar seus cenários cheios de ação e mistério. O Reino é o seu segundo livro publicado pela Novo Conceito, e já mostrou uma cara totalmente nova em relação ao seu primeiro livro publicado pela NC.




     O casal Fargo foi abordado por um sujeito milionário nada simpático, solicitando os serviços de Sam e Remi. Com o trabalho veio a notícia de que um amigo havia desaparecido antes, durante essa mesma tarefa, o que torna tudo ainda mais complicado. Como negar um trabalho duvidoso quando se tem alguém que é importante em risco?
     Contanto com a ajuda de aliados e contatos, enfiaram-se nessa trama para encontrar o amigo e, no processo, entender o que estava rolando por trás do pedido do Sr. King, um barão texano do petróleo. E, como toda boa obra escrita por Cussler, aventuras, uma troca (coisa normal) de tiros e uma sagacidade admirável por parte dos herpois, uma viagem pelo mundo é feita, desde iates luxuosos a cavernas no meio do nada. Tudo isso para encontrarem o tesouro, uma caixa de madeira com segredos milenares de um povo que morreu tentando mantê-lo em segurança.


     Se você leu O Espião, primeiro livro do autor publicado pela Novo Conceito, então sabe como Clive Cussler consegue criar uma atmosfera bastante acolhedora, além de heróis dos tempos modernos bastante sedutores e cheios de manha. Foi o primeiro livro que me fez interessar pelo trabalho de Cussler, e não fiquei desapontado com o segundo.
     Não vou dizer que foi meu favorito, pois não foi. Senti falta da paixão policial que havia na sua obra anterior. Em O Reino, muitas das vezes a narrativa era técnica demais, apresentando lugares e parafernalhas de escalada, por exemplo, e isso me deixou um bocado fora de órbita em alguns parágrafos. Mas com uma insistência, dá pra chegar ao 'vamos-ver' da história, onde a ação e os mistérios se enrolam numa trama muito bem tecida.
     Não posso dizer que essa obra seja original, afinal, o tesouro escondido por uma civilização antiga não é algo incomum, mas posso dizer que Cussler consegue fazer brotar sua própria fonte de criatividade, deixando sua marca registrada no roda-pé. 

     A arte da capa, feita pela Novo Conceito, está de parabéns. Deu aquela cara de 'HQ' americana, uma atmosfera que a gente percebe logo de início, lendo O Reino. O livro não é grande, a leitura é rápida, então nada de preguiça, dá pra ler numa boa sem ser impedido pelos pequenos detalhes cansativos.

Boa leitura, amigos, fiquem na Paz! =)
     


[Resenha] Romeu Imortal - Stacey Jay

     Alô, amigos Inspirados!

     Um pouco de romance fantástico nunca machucou ninguém (a menos que você seja o protagonista. Nesse caso, apenas lamentamos =]), por isso estou aqui para apresentar a todos vocês o segundo livro de Satecey Jay, Romeu Imortal, a continuação de Julieta Imortal (resenha aqui).


Título: Romeu Imortal
Autora: stacey Jay
editora: Novo Conceito
328 páginas

     Romeu conseguiu uma segunda chance para reparar terríveis erros cometidos em seu passado. Se você teve a oportunidade de ler o primeiro livro dessa releitura completamente incomum do romance shakesperiano, então sabe a fanfarronice que o sujeito fez com sua suposta amada Julieta. A Enfermeira, uma espécie de entidade dos Embaixadores da Luz, se apresenta para o rapaz dizendo estar disposta a judá-lo a encontrar o perdão por todos os seus crimes quando era um Mercenário das Trevas. O grande clichê Bem versus Mal, nessa história, ganha uma dimensão que viaja através dos séculos e dá uma incrementada na temática. Nesse aspecto, Stacey Jay foi bastante original.
     Para sua redenção, Romeu precisa laçar o coração de Ariel, uma jovem problemática que parece ter alguma forte influência sobre o destino de todo o mundo, e cabe ao rapaz salvá-la dos domínios do lado das Trevas. Nessa empreitada, ele vai descobrir amigos e inimigos entre as sombras, mas vai precisar lutar, mais do que nunca, para se manter do lado certo, ainda que as coisas não sejam realmente o que parecem.

     Antes de começarmos, vamos entender como funciona o mundo dessa releitura.
     Julieta é Embaixadora da Luz, e sua alma é colocada no corpo das garotas cujo amor verdadeiro precisa ser preservado. Os Mercenários das Trevas, por sua vez, possuem um cadáver, que é restaurado e usado para os planos sórdidos do lado sombrio. Assim é travado uma batalha entre os dois lados com intenções não muito diferentes. No passado, Romeu traiu Julieta para adquirir a imortalidade de um Mercenário. O lado da luz resgatou a alma de Julieta para seus propósitos. Intrigante, não?
     Agora que você pegou o espírito da coisa, vamos dar uma viajada sob a minha ótica.

     Stacey Jay é uma brincalhona. Ela pegou um romance trágico e histórico e fez uma revolução. Romeu e Julieta agora se odeiam e precisam matar um ao outro. Isso era o núcleo da história até o primeiro livro, e a trama tinha um incrível talento em prender nossa atenção. A proposta é boa em si, suficiente para merecer uam publicação.
     Mas a autora forçou a barra no segundo livro em alguns momentos, e muitos deles eram imprescindíveis! Os romances, as situações, os motivos que levaram Ariel a acreditar em Romeu e que a levaram a desacreditar; a oscilação de personalidades: tudo isso me deu a sensação de estar caminhando em cima de uma geleia enquanto lia. Não havia um lugar firme em que se pudesse prender os olhos e criar alguma expectativa. Isso não chega a ser uma crítica grave, embora não seja um ponto positivo. Porque não é.
     A história segue uma estrutura que me agradou bastante: trata-se de uma alternância de pontos de vista. Num capítulo estamos lendo a narrativa de Ariel e, no seguinte, estamos vendo a de Romeu. Isso foi uma boa jogada, porque nos mantém curiosos até o fim de um ato e nos deixa ansiosos pela continuação do outro, afinal, a gente nunca sabe se existe reciprocidade de afeto entre Ariel e Romeu até que se tenha lido o ponto de vista de ambos. Infelizmente a autora não soube aproveitar essa estratégia como em sua primeira publicação. Romeu é bastante ácido no primeiro livro, fica difícil compreender suas reais intenções até que sua narrativa seja revelada, o que o torna o tipo de personagem preferido pela maioria dos leitores (especialmente leitoras rs). No segundo livro, no entanto, ele é transparente demais, bonzinho demais. Se você curtiu o vilão em Julieta Imortal, então vai ter uma leve decepção com o estilo do sujeito em Romeu Imortal.
     A coisa mais incômoda, apesar disso, é o fato da autora não ter aprofundado nesse universo de Embaixadores e Mercenários. A falta de informações aconteceu no primeiro livro, mas quando soube do segundo, esperei por grandes revelações. No entanto, tudo o que vimos foi uma leve sombra de cada um dos lados. Não dá pra criar a imagem de uma sociedade sobrenatural, porque apenas a Enfermeira (da Luz) e o frei (das Trevas) aparecem para representar sua 'casa'. Romeu, diversas vezes, mencionou seu receio em encontrar com outros Mercenários, mas isso nunca acontece. É pra deixar muito leitor frustrado se perguntando "aonde, diabos, estão todos?".
     Stacey Jay acertou a mão no primeiro livro, mas podia ter deixado a massa do segundo livro no forno um pouco mais. Levemente desapontador, mas fundamental se você leu Julieta Imortal. A narrativa ajuda muito, é fluida e envolvente, com descrições bem profundas sobre o que se passa na mente dos protagonistas. O meu único arrependimento foi colocar expectativas demais nesse livro. No cômputo geral, é uma leitura agradável, vale a pena especialmente se você já leu o início dessa jornada romântica nada tradicional.

     É isso aí, amigos, espero que tenham curtido!
     Tenham uma excelente leitura, fiquem na Paz!

     

[Resenha] O Começo do Adeus - Anne Tyler

A morte é o tipo de evento comum na vida de uma pessoa e, não importa de quantas formas ela venha, quando passa, os que ficam nunca se acostumam.



Título: O Começo do Adeus
Autora: Anne Tyler
Editora: Novo Conceito
206 páginas



     Aaron perdeu sua esposa, Dorothy, em um acidente incomum. Num momento estavam discutindo e, no seguinte, estava viúvo. Talvez fosse aquela uma forma estranha de se despedir, porque Aaron passou a vê-la desde então. Sua presença era forte demais para ser uma ilusão, mas sua existência era tão inconstante que mal parecia real. Ele aprendeu, à sua maneira, como lidar com a dor, como sentí-la.
     Dorothy era uma médica sem muitos talentos sociais, baixinha e morena, o tipo de mulher que muitos autores não escalariam como par romântico de uma história, o que ganhou minha atenção logo de cara. Aaron, um editor com limitações físicas e uma bengala como companheira em tempo integral, tornou o casal ainda mais belo de se acompanhar. Nessa história romântica e bem estranha (no sentido mais especial da palavra), Anne Tyler conseguiu escrever um romance diferente dos atuais, algo com substância.

     O Começo do Adeus não tem climax, não possui uma reviravolta estonteante, não é o tipo de livro que te faz suspirar. Mas, com certeza, é o tipo de história que te deixa com um sorriso no canto do rosto quando termina de ler. Tyler usou a medida certa para escrever uma história assim. Gosto de ver romances em que os protagonistas não são belos e idealizados, mas apenas pessoas normais com atributos capazes de superar o que há para ser visto com os olhos.

"Minha mãe disse que não havia nada de errado com Dorothy, se você não se importasse com uma mulher que tinha as habilidades sociais de um urso panda. Aquilo só me fez rir. Dorothy era mesmo um pouco como um urso panda. Ela tinha a mesma circunferência e compaticidade, a mesma maneira de agir."
página 128


     O começo do livro já consegue deixar sua marquinha no leitor, faz um convite para continuar a leitura e, sem que você perceba, já está aceitando. É convidativo não apenas por ser pequeno, mas por ter uma narração poética diferente das que costumamos ler. Tyler, uma autora digna de sua obra best-seller, conseguiu entrar na mente de um homem desolado pela morte da esposa.  

"Andei numa espécie de transe, mantendo minha marcha o mais constante possivel, como se Dorothy fosse um líquido e eu estivesse cheio dela até a borda, movendo-me cuidadosamente e vagarosamente para não derramá-la."
página 135

 
     O livro tem seus altos e baixos. Mesmo com 206 páginas, consegue sair um pouco de foco, vez ou outra, mas é uma obra que vale a pena ser lida. Não sei bem ao certo se há uma lição a ser aprendida aqui, acredito que os livros se fazem professores quando nos permitimos ser alunos, mas tenho certeza que divertimento é o que não falta nessa obra.
     O fim do romance fala por si, deixa claro que não há arrependimentos quando se fecha o livro definitivamente. Vale a pena, com certeza =)

Boa leitura, amigos Inspirados!
Fiquem na Paz!

[Resenha] Em Chamas - Suzanne Collins

     E a saga continua! O segundo livro da trilogia Jogos Vorazes veio para botar mais lenha na fogueira da Garota Quente! Bora conferir?



Título: Em Chamas
Livro 2 da trilogia Jogos Vorazes
Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco
413 páginas


     Depois da tortuosa competição dos Jogos Vorazes, de uma grande recepção pela Capital e uma reviravolta inédita na história dos Jogos, Katniss Everdeen consegue sobreviver com seu amigo Peeta. De volta no Distrito 12, eles desfrutam de seus prêmios pela vitória, mas a paz nunca esteve presente. 
     Desde o instante em que Katniss decidiu enfrentar a Capital, deu início a uma comoção pública. Agora, em casa, ela vai perceber como a autoridades de Panem podem ser bem incisivas quando querem eliminar um problema. As alianças começam a surgir, mas os inimigos também. A jogem vencedora, ao lado de seu parceiro Peeta, será a faísca que a sociedade tanto necessitava para reagir? E agora? Os eventos culminarão numa guerra? O sistema será derrubado? Ou a resistência irá vencer? O que irá acontecer? Isso é mais um capítulo de Maria do Bairro? Quem matou Odete Roitman? Não, pera.

     Enfim, deixando de lado a piada (que foi divertidíssima) vamos focar aqui no livro, faz favor.

ronc...

     
     Então... Dando linha à resenha, vamos ao que interessa =)
     Jogos Vorazes veio com uma proposta original (no universo da moda literária), mas não era todo encanto e belezura no primeiro livro. Como disse antes, embora tenha o seu mérito pelo sucesso, não era um livro genial em desenvolvimento, o que, na minha opinião, era comprometido principalmente pela narrativa. 
     Na continuaçao da saga, no entanto, o livro parece ter ganhado peso depois da primeira aventura. A narrativa tem mais substância, os personagens parecem mais interessantes e a reviravolta na trama confere um amadurecimento forçado. Claro que isso foi bem interessante pra história, mesmo porque o leitor acompanha o trauma sofrido nas vidas de Katniss e Peeta, e todos a volta deles. Especialmente em Peeta nota-se um crescimento como personagem, enquanto Katniss mantém mais ou menos a mesma forma recebida no primeiro livro da trilogia.
     A questao da narrativa, porém, ainda é a que mais incomoda. Em primeira pessoa, é Katniss quem conta as suas aventuras (um pouco menos mortíferas, se querem a minha opinião). E há ainda a inserção de novos personagens na trama que se torna muito turbulenta, e não dá tempo de apresentar todos aos leitores e, assim, você tem apenas uma impressão muito superficial de boa parte deles.
     Acredito que Suzanne Collins poderia ter feito um trabalho muito melhor se tivesse sido mais generosa no consumo de papel. A trama e a complexidade de um novo mundo, futurista e com uma rebelião crescente, pedia por mais descrições, porém mais relevantes. Ao que parece, a autora gastou tempo demais descrevendo roupas de personagens e a moda da Capital do que, de fato, a ambientação da arena ou os duelos entre os tributos (assim chamados os convocados para os Jogos Vorazes).  Para se ter um exemplo, ela gastou uma página inteira descrevendo um personagem e outra página com o vestido, mas bastou duas frases para matar três pessoas durante os jogos. Para um livro entitulado Em Chamas, eu gostaria de ver as coisas pegando fogo de verdade.
     Surpreendentemente, mesmo diante de tantos 'contras', a história tem o seu encanto, e isso foi o suficiente para me manter preso á leitura quase todo o tempo. Novamene, Jogos Vorazes tem a minha simpatia (o que é curioso, hehe) e, pelo andar da carruagem, talvez A Esperança, terceiro livro da trilogia, vai apresentar elementos ainda mais empolgantes. Mesmo porque o final do segundo livro foi bem "UAU" e não tem como negar: se você começa a ler a saga, eventualmente sentirá necessidade em terminá-la, e isso vale até mesmo pra mim, um abandonador de leituras renomado.
    
     E aí, moçada? Concordam comigo? Ou só querem me esfolar vivo? :)

     Excelente leitura pra todo mundo! Fiquem na Paz!

[Resenha] Jogos Vorazes - Suzanne Collins

     ... Então, depois de muia expectativa, você lê aquele livro que tinha virado febre! Será que é bom. Será?



Título: Jogos Vorazes
Livro 1 da Trilogia
Autora: Suazanne Collins
Editora: Rocco 
397 páginas


     Katniss é moradora do Distrito 12. Filha ressentida, irmã dedicada e caçadora clandestina: essas são as suas únicas habilidades que irão acompanhar a jovem tributo até os Jogos Vorazes, uma competição cruel orquestrada pela Capital para entreter todo o povo da nação Panem.
     Durante a colheita, quando são escolhidos dois jogadores - um de cada sexo - dos 12 Distritos, Katniss intercede por sua irmã mais nova, Prim, quando ela é convocada. Tomando o seu lugar, Katniss e o jovem Peeta irão representar o décimo segundo distrito nos Jogos Vorazes!
     Durante o processo, eles são arrumados e passam por minuciosas inspeções para a abertura dos jogos, quando deverão estar apresentáveis e chamativos para os patrocinadores. Depois de toda a burocracia, Katniss, Peeta e outros vinte e dois jogadores são abandonados numa região onde precisarão digladiar até a morte, e apenas um sairá vivo.
     Muitas alianças serão feitas, e todas serão quebradas. Fome, cansaço, delírio, tudo isso está bem longe de definir o desespero que os tributos - assim chamados os 24 participantes - irão sentir. A única coisa que nós, leitores, podemos fazer é assistir ao desenrolar dos jogos, e torcer pelo nosso preferido.


     BBB é para os fracos! Isso mesmo, reality show que se preza tem que ter o flechas rasgando, galera pulando de galho em galho e muita gente explodindo. Imagine você em uma floresta, procurando por provisões, com apenas um canivete e uma asa de ganso na bolsa. Imagine a sua ansiedade, esperando desesperadamente que um pratocinador mande uma caixinha com para-quedas, cheia de remédios e comida. Imagine, agora, você de frente a um jovem, dezoito anos ou menos, sabendo que o sujeito quer te matar. Pior, você precisa matá-lo, ou nunca sairá de lá. Não existe segundo e terceiros lugares. Apenas um, e ninguém é vitorioso.
     Uma proposta incrível, de encher os olhos! Mas será que ela se cumpre? Hm...

     Não é um livro ruim, e não me arrependi da compra, mas com certeza o livro não chegou nem perto do nível de qualidade que prometia. Suzanne Collins estava muito inspirada quando criou um mundo futurista, onde a América do Norte foi mortalmente reduzida a nação Panem, onde a tecnologia avançou anos além do nosso conhecimento, onde criaturas geneticamente alteradas estão em todos os lugares, enfim, uma viagem apaixonante. Mas a narrativa da autora parece não ter sido bem amparada pela trama.
     Escrito em primeira pessoa, vivenciamos a aventura sob os olhos de Katniss. Narrado no presente - como se os eventos acontecessem simultaneamente a nossa leitura - a protagonista descreve desde as suas aventuras inocentes em sua casa, na floresta, até a sua chegada à Capital, onde será sumariamente enfiada numa jaula que promete ser o seu mundo pelos próximos dias. No entanto, ela não me convence de todo. As descrições deixam a desejar, desde os cenários até as batalhas. O ritmo da trama é lento em alguns momentos que deveriam ser apressados, há situações em que a leitura fica muito cansativa, em inércia. Outros momentos, porém, compensam a falta do frenesi. Uma porção de vezes eu comecei a ler numa ansiosidade e surpresa, afinal depois de chegar às cem páginas, eu não esperava por esses momentos de reviravolta, e é aí que a leitura vale a pena.
     Katnis precisou suar para ganhar minha afeição. Além disso, ela passa uma boa parte descrevendo coisas que não são tão relevantes, mas na hora do 'vamo vê', do quebra-pau, ela deixa de fazer algumas descrições mais profundas que, com certeza, fariam a leitura ficar muito mais convidativa.

     O livro, em sua totalidade, é bom. Não é amador e, se comparado com muitas obras que ganham a paixão do público, acredito que Jogos Vorazes faz jus ao seu sucesso. Suzanne Collins acabou ganhando minha simpatia pela obra e, quando acabei de ler, precisei admitir pra mim mesmo como eu estava curioso pelo segundo volume.
     Ainda não vi a produção cinematográfica baseada no filme, mas posso dizer que algumas histórias ficam muito melhores na tela, por isso não me surpreenderia se Jogos Vorazes se tornasse um dos meus filmes preferidos do ano.

É isso aí, moçada! Espero que tenham curtido mais uma resenha!
Fiquem na Paz!

[Resenha] Bem Mais Perto - Susane Colasanti

     Romances vêm e vão. Não é diferente entre os jovens. Nessa história de Susane Colasanti, dá pra ver como o mundo dá voltas quando se trata de gostar de alguém.



Título: Bem Mais perto
Autora: Susane Colasanti
Editora: Novo Conceito
236 páginas


     Brooke morava com sua mãe em New Jersey. Era superdotada, com um QI bem superior aos dos demais, mas ela sempre tentava ocultar essa sua habilidade que, segundo ela, era 'anormal'. Sua falta de esforço nos estudos normalmente resultava em um grande C nos boletins. Tinha boas amigas e um amor secreto pelo popular Scott. Estava no segundo ano e, num ímpeto de coragem, decidiu revelar seus sentimentos ao rapaz. Porém uma notícia colocou seus planos em xeque: Scott iria se mudar para New York. Com isso, uma nova decisão: ela vai morar com o pai na cidade que nunca dorme.
     Ela começa seu terceiro ano na escola de New York, na mesma turma que a de Scott. No processo, ela acaba conhecendo John, um garoto que sofre de disgrafia, e Sadie, uma menina tímida. Eles formarão um quarteto improvável, mas muitos eventos acabam mudando os rumos do relacionamento. No final, Brooke vai perceber que sua certeza sobre alguém era apenas um engano que a fez tomar a melhor decisão que poderia escolher.

     ATENÇÃO: Antes de qualquer coisa, é preciso compreender que, o que vocês lerão aqui, é a opinião de um sujeito fã de literatura fantástica, ficção científica e afins. Por tanto, romances teens tendem a não ganhar meu carisma. Por isso, se você é amante de chick-lit, é importante filtrar ao seu modo alguns dos meus pontos de vista, e fazer seu próprio julgamento.

     Escrito em primeira pessoa, Bem Mais Perto é um chick-lit sob a ótica de Brooke, uma menina sem nenhum carisma (novamente, na minha humilde opinião). A notícia de que Scott iria para Nova York, pelo que pareceu, foi um motivo suficiente para fazê-la tomar a decisão de se mudar para a mesma cidade, morando com o pai que, por sinal, abandonara Brooke e sua mãe há muito tempo.
     Brooke deixou muitas coisas importantes para trás: amigas, mãe, escola; tudo por causa de um rapaz que não a conhecia! Ok, até aí tudo bem, ela justifica sua atitude com o bom e velho "eu sinto que é isso que devo fazer". O real problema é que, após algum tempo, April, sua melhor amiga em New Jersey, começa a se afastar. Bem, não conheço o código de conduta feminina, mas vamos analisar: Brooke se muda para tentar um lance amoroso com um cara que, por sinal, era o amor secreto de Candice, uma de suas melhores amigas. Beleza, um ponto a menos para a camaradagem da nossa protagonista. O legal (com uma rodela de sarcasmo acompanhando) é vê-la condenando April e Candice por se afastarem, como se fosse um erro de suas amigas, e não uma consequência dos atos de Brooke. Ou seja: não aconselho ninguém a ser amigo da protagonista.
     Posso concordar que, talvez, seja mais provocação minha, afinal, não curti a personagem, não tem como mudar essa impressão. O grande impasse na verdade, ou o-motivo-que-não-torna-esse-livro-uma-indicação, é o fato da história não ter um conteúdo profundo, trata-se de um romance superficial girando em torno da tentativa de Brooke em namorar o rapaz, que se mostra pouco valoroso ao longo da trama. E, claro, o bom e velho clichê do "amor estava bem à minha frente, e eu não vi". Os primeiros capítulos não conseguem criar um elo interessante entre a protagonista e o mundo que está deixando para trás, a sensação é de que a autora está apressando as coisas só pra adiantar o momento em que Brooke se encontra com o seu amorsublimeamor.
     Li muitos chick-lits esse ano, e confesso que adquiri certa simpatia pelo gênero, mas esse livro não foi fácil de engolir. A narrativa é fraca, bem cansativa e os diálogos são forçados demais, com muitas frases que tentam provocar algum efeito mas, na verdade, não têm o menor impacto sobre o leitor.
     Mas aí você me pergunta: cara, você não tem nada de bom a dizer? Claro que tenho!
     O livro é curto, a diagramação cuidadosamente feita pela Novo Conceito facilita em muito a visualização, por isso é uma leitura rápida, coisa de um ou dois dias, se você é do tipo que despende mais de uma hora num livro (o que é o meu caso rs). Além disso, eu gostei de uma personagem, A Sadie. Eu não consegui deixar de associá-la à Bernadette, a personagem carismática da série The Big Bang Theory. Seu jeito ingênuo me pareceu bem original, as melhores partes são quando ela entra em cena, e como não é sempre que ela dá as caras, imagine minha tristeza rs.

     Como eu disse antes, minha opinião pode ser comprometida pelo meu gosto nada compatível. Por isso, não pense em tomar minha resenha como referência única. Aconselho os leitores a buscarem outras resenhas, outras opiniões, assim fica fácil considerar as qualidades da obra. Quem sabe a história te cative e você me descubra um cara chato pra caramba? =)

Excelente leitura a todos! Fiquem na Paz! xD      

[Resenha] Cruzando o Caminho do Sol - Corban Addison

     Muitas histórias são escritas para chocar e impressionar, especialmente quando elas carregam um tema tão forte quanto a comercialização do sexo por meio do tráfico de mulheres. O livro Cruzando o Caminho do Sol, no entanto, tratou o mesmo tema de forma sensível e tocante, sem escandalizar. Uma obra que merece ser lida.





Título: Cruzando o Caminho do Sol
Autor: Corban Addison
Editora: Novo Conceito
440 páginas



"O passado era tudo o que restava para ela."


     Sita e Ahalya eram irmãs, as melhores. Vivendo ao lado dos pais e de uma simpática servente no litoral da Índia, elas tinham o que poderia ser chamado de vida próspera. Os dias corriam bem e elas não poderiam ser mais felizes... Até o dia do tsunami. A grande onda arrebatou seus familiares, deixando as duas jovens sem ter a quem recorrer. Incapazes de se virarem, elas acabam caindo nas mãos de pessoas com péssimas intenções.

     Enquanto isso, Thomas Clarke tentava ajeitar sua vida arruinada. Com uma perda irreparável, um camamento indo de mal a pior e problemas no trabalho, ele não parecia muito satisfeito. Um evento traumatizante em uma de suas viagens, no entanto, faz o advogado litigioso mudar completamente sua perspectiva de vida. Confuso sobre o que quer e o que precisa fazer, ele embarca numa aventura pro bono, seguindo um caminho cheio de novidades impactantes. O destino vai se encarregar de unir os caminhos de Thomas e das irmãs indianas.

     Sita e Ahalya, depois de serem separadas, dependem da perseverança de Thomas e de uma agência na Índia para juntá-las novamente.



"O mundo podia roubar sua lliberdade; podia acabar com a sua inocência; podia destruir sua família e arrastá-las por caminhos para além de seu entendimento. Mas não podia privá-las de sua memória. Apenas o tempo tem esse poder, e Sita iria resistir a todo custo."
Página 299



     Cada personagem da trama é desenhado e refinado, alguns mais detalhados que outros, os diálogos possuem uma elaboração bem feita, como se fosse possível inclusive ouvirmos a cadência das vozes enquanto Thomas conversa com Sita, ou enquanto Priya desabafa todas as suas frustações. Narrado em terceira pessoa, o livro possui uma alternância muito interessante. Num momento, estamos acompanhando a jornada de Sita e Ahalya e, no capítulo seguinte, estamos seguindo Thomas em sua buscar pelas jovens e a busca por si mesmo. Particularmente gostei dessa estratégia de organização do texto, é fácil de se acostumar, além do mais essa variação no ritmo, no cenário e nos personagens ajuda a manter a leitura mais atraente.
     Corban Addison criou uma obra emocionante sobre um tema que preocupa desde os pais até as entidades governamentais mundiais. Muitas das vezes é difícil compreender o que leva uma pessoa a vender um semelhante como se fosse uma mercadoria. Pior ainda, é abominável imaginar alguém vendendo uma criança para ser usada para satisfazer caprichos sexuais doentios. Mas, de um jeito cauteloso e igualmente tocante, Addison consegue levar até o leitor uma história ficcional com um cenário real.
     Cruzando o Caminho do Sol é uma janela para vermos um pouco melhor a situação do abuso infantil e o tráfico de mulheres, e como podemos nos surpreender quando descobrimos que isso não acontece apenas em países emergentes.
     O autor teve muita dedicação em pesquisar sobre o tema. Addison passou uma temporada na Índia e isso ajudou e muito a criar a atmosfera certa para sua história, além de mostrar sua empatia pelo caso em questão.
     O livro merece uma recomendação. Tenho certeza que os leitores vão viajar para muitos lugares e se comoverem com as situaçõs difíceis vividas pelas irmãs indianas e o advogado em busca de respostas pessoais.
     Leiam! Vale muito a pena =)

Boa leitura, fiquem na Paz!
      
    

  

[Resenha] Tequila Vermelha - Rick Riordan

Alô, muchachos e muchachas! =)

     Para quem gosta de um livro cru de narrativa menos tradicional, Tequila Vermelha é uma boa pedida (entendeu? Entendeu? 'Boa pedida', 'tequila'...) =D

     Autor da saga Percy Jackson, Rick Riordan criou um outro estilo bastante diferente, algo entre o policial e o drama, porém com uma dose exagerada de sarcasmo.




Título: Tequila Vermelha
Autor: Rick Riordan
Editora: Record
428 páginas


     Tres Navarre está de volta a San Antonio, sua cidade natal no Texas. acompanhado por seu gato Robert Johnson, ele decide ir a fundo no assassinato de seu pai, o xerife Jackson Navarre, ocorrido há dez anos.
     Durante sua volta, Tres acaba encontrando velhos rostos familiares, alguns bastante promissores, outros nem tanto. Em um dado momento, muitas pessoas que marcaram sua vida acabam envolvidas numa trama bastante complicada: Lilian, sua antiga paixão; Maia Lee, uma paixão intermediária (esta; Ralph, um velho amigo bastante difícil; Dan, um sujeito que é de despertar compaixão em alguns momentos, e ódio em outros. Esses e outros personagens se lançam na trama, e vai ser bem difícil para Tres confiar em boa parte deles.

     Não se engane quanto a capa. Quando vi esse livro pela primeira vez, associei o título e logo imaginei um cenário típico do Velho Oeste. Não, não é exatamente assim. De fato, a história ocorre no Texas, temos xerifes e homens lutando pelo poder da cidade, mas não é do tipo que vemos na televisão, com bolas de feno rolando pela estrada de terra, casas de shows com dançarinas e uma porta "vai-vem". Temos telefones atrás da mesa de passar roupar, carros de luxo, televisores e armas bastante arrojadas. 
     O que Rick Riordan criou foi uma obra com um emaranhado de histórias e dramas familiares que se estendiam à complexa jogatina do mundo da máfia. Tres é um personagem bem estruturado com a personalidade bem delineada: um sujeito formado em Educação Física e Letras, praticante do Tai Chi e ex-detetive de São Francisco. Com doses exageradas e, surpreenda-se, bem medidas de sarcasmo e acidez, o livro é narrado em primeira pessoa. Incrível como Rick Riordan criou uma personalidade tão amável (leia sarcasmo) como Tres Navarre!
     Num estilo mais policial, o autor cria uma trama bastante interessante. Embora Tres seja considerado investigador, ele não assume uma posição tão marcante exercendo esse papel, tanto que ao longo da leitura, boa parte das provas não são, de fato, colhidas e deduzidas por ele. Sua veia investigativa fica mais perceptível apenas nos últimos capítulos, e mesmo assim, é preciso dar um bocado de crédito ao Ralph e Maia Lee.
     Mas a escrita é hilária. Essa foi a primeira obra que eu li do autor e, com certeza, é a responsável por me fazer ficar mais interessado pelo trabalho de Rick Riordan. Isso mostra que existe um escritor versátil por trás do criador de Percy Jackson. Não recomendo a leitura por ser um livro excepcional, e sim por ser divertido e te fazer odiar personagens fictícios quando você quer arrancar algumas cabeças de verdade. Canalizar esse tipo de coisa para a leitura sempre ajuda, então vamos dar o devido crédito ao criador de Tequila Vermelha.
     Aliás, o título do livro também é bastante intrigante, mas só lendo mesmo pra entender. Fazer o quê, ne?

     Uma ótima leitura pra todos!
Fiquem na Paz!



[Resenha] Feche Bem os Olhos - John Verdon

     Quem não curte uma boa história policial com suspense e reviravoltas? Feche Bem os Olhos tem bastante disso tudo, e mais um pouco até!



Título: Feche Bem os Olhos
Autor: John Verdon
Editora: Arqueiro
424 páginas



Se você pensa que existe redenção para os erros do passado, o presente pode mostrar que você está fatalmente enganado.


     Dave Gurney era um renomado detetive, o Superdetetive, assim nomeado pela mídia. Mesmo aposentado, as chuteiras penduradas não o impediram de solucionar o intriganto caso Mellerey história do livro Eu Sei o Que Você Está Pensando - confiram resenha AQUI. Quando pensou ter chegado ao fim da linha de sua profissão, um outro caso muito curioso é levado até ele.
     Gurney tinha um grande problema: era viciado em mistérios. Quebra-cabeças psicológicos eram o seu fetiche. Viver no campo não estava fazendo bem ao detetive aposentado e sua esposa Madeleine não parecia satisfeita com a inquietação do marido. Esse caso, como o anterior, seria mais um pretexto para as alfinetadas categóricas de Madeleine. Mas, também, poderia significar o risco à sua família.
     O caso, de uma 'simples' decaptação da noiva - noiva, essa com potencial para uma psicopata violentadora - no dia do casamento, tranforma-se numa verdadeira conspiração psico-patológica tão complexa que nem mesmo o Superdetetive Dave Gurney conseguirá sair sem alguma sequela. Essa nova investigação vai exigir o máximo de Gurney, e numa dessas, muitas histórias inacabadas do passado vão à tona. Não apenas isso, a relação de companheirimos entre Dave e Jack Hardwick, um detetive esperto e igualmente irritante, acaba chegando ao nível de cumplicidade de verdadeiros amigos.  O negócio agora é se abaixar e torcer pra não ser atingido também.


     Não é fácil escrever sobre um livro que mexe com você e que se torna um dos melhores na sua lista de favoritos. John Verdon, desde o seu primeiro livro publicado - Eu Sei o Que Você Está Pensando - mostrou-se um grande escritor do gênero suspense/policial. A narrativa, em terceira pessoa, é muito bem feita, flui facilmente e, a melhor parte, prende o leitor do início ao fim.
     Os personagens (na minha opinião, é a coisa mais importante num bom livro) são muito bem feitos. Você pode traçar uma linha imaginária e diferenciá-los perfeitamente, e, melhor, são tão bem estruturados que fica difícil acreditar que são apenas personagens fictícios. Madeleine, a esposa do detetive, é uma das minhas personagens favoritas. Ela possui um sentido afiado para análise de situações, embora viva emotivamente. Ela é o tipo de figura chamativa sem precisar ser extravagante.
"era um sorriso capaz de fazer a gente acreditar que a vida era boa."

     O casal possui uma história intensa e traumática, o que é responsável pela susposta falta de sentimentos do protagonista. Eles se aproximam muito mais depois do caso Mellerey (descrito no livro anterior), mas, só pra aguçar a curiosidade dos leitores, posso dizer que em Feche Bem os Olhos, Dave e Madeleine se aproximam ainda mais, numa reviravolta empolgante.  
     Uma coisa interessante que vale a pena destacar são os capítulos em itálico, escritos à parte do ritmo normal da história. John Verdon deixa nesses capítulos uma amostra bastante significativa do que se passa na mente do assassino. O legal desses capítulos é que são escritos de uma forma quase poética e, embora não exista um terrorismo explícito na narrativa, fica muito claro o tom doentio do criminoso, mesmo sutil.


"Ele ainda não tinha um nome definitivo para a experiência. Sonho não dava conta de todo o seu poder. Era verdade que na primeira vez em que acontecera ele estava quase caindo no sono, os sentidos desconectados de todas as exigências mesquinhas de um mundo nojento, sua mente livre para ver o que estava prestes a ver, mas a vaga semelhança com um sonho comum terminava aí."

     Feche Bem os Olhos é um quadro bem elaborado de um universo de agressores sexuais diagnosticados com psicopatia. John Verdon, nessa obra, pouco aborda a questão do abuso sexual como discussão social, ela é mais um elemento que compõe a trama sem tirar sua importância e preocupação.
     E, como todo bom livro policial, o final desse não poderia ser menos empolgante! Impossível contar mais sem entregar a melhor parte. Pra isso, vocês vão ter que ler. Se você não ler, falta de recomendação não é o problema. Vale muito a pena!

     Boa leitura! Fiquem na Paz! =)
 
 
Base feita por Adália Sá | Editado por Luara Cardoso | Não retire os créditos